Caxias Basquete terá que se reconstruir para disputa da Liga Ouro - Esportes - Pioneiro

NBB27/03/2017 | 18h56Atualizada em 27/03/2017 | 18h56

Caxias Basquete terá que se reconstruir para disputa da Liga Ouro

Com rebaixamento confirmado, equipe caxiense reavaliará sua estrutura para próxima temporada

Caxias Basquete terá que se reconstruir para disputa da Liga Ouro Felipe Nyland/Agencia RBS
Técnico e gestor, Rodrigo Barbosa, aponta a falta de investimentos nesta temporada como dificultador do time Foto: Felipe Nyland / Agencia RBS
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O momento é de reconstrução. Após a confirmação do rebaixamento à Liga Ouro, com a derrota para a Liga Sorocabana por 67 a 59, sexta-feira à noite, o Caxias do Sul Basquete/Banrisul inicia desde já uma nova caminhada. De avaliações sobre o que deu errado no NBB 9, de definições sobre o futuro do projeto e, especialmente, de como ele será alinhado a partir da próxima temporada.

— Desde que começamos o Caxias do Sul Basquete, em 2005, sempre demos um passo por vez e chegamos longe. Talvez, hoje o que o NBB nos cobre está muito acima do que temos como estrutura. Aí eu sou bem direto: nós não temos apoio. Pode falar que tem o Banrisul e vários parceiros. Ótimo. Ainda bem que temos eles, mas se for comparar com os demais times, não temos. Somos o menor investimento da Liga. Um jogador de 80% de todos os outros times paga o salário de toda nossa equipe. No alto rendimento do basquete, o jogador, as decisões dele ou do técnico acabam definindo o resultado — explica o técnico Rodrigo Barbosa. 

Na próxima quinta-feira, a equipe enfrenta o Pinheiros, em São Paulo, no seu último jogo pelo NBB. Após o término da participação, o projeto Caxias Basquete será discutido. Por enquanto, segue firme e deve estar na próxima Liga Ouro. 

 R$ 200 mil a menos 

Questionado sobre o investimento realizado para esta temporada, Barbosa afirma que foi inferior ao do NBB 8. Mesmo assim, acredita que a equipe poderia ter feito mais na competição.

— Nós temos o valor via Lei Federal, em torno de R$ 1,5 milhão, mas, em valor fora de lei, foi quase R$ 200 mil a menos do que no NBB 8 para jogar um campeonato que foi mais equilibrado. E é esse o valor utilizado para contratações, não o da lei, que não permite. Mesmo assim, tivemos a chance de ganhar aqui do Franca, Paulistano e Pinheiros, e do Campo Mourão lá. Estaríamos em outra situação — relembra.

Dividindo o trabalho de técnico e gestor da equipe, Rodrigo Barbosa destaca o crescimento do clube nas duas últimas temporadas, mas volta a lamentar as dificuldades para colocar o esporte caxiense no alto rendimento.

— Fundei o Caxias Basquete há 12 anos. Estou um pouco cansado, mas não justifica. Talvez, deve ter muita gente chateada, como eu. Assumo as responsabilidades. Montei o projeto e contratei. Ao mesmo tempo, tenho a consciência de como funciona a estrutura — finaliza o treinador.

 
 

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