Caxiense venceu ultramaratona brasileira e está classificada para prova no deserto norte-americano - Esportes - Pioneiro

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Corridas19/01/2017 | 07h46Atualizada em 19/01/2017 | 07h46

Caxiense venceu ultramaratona brasileira e está classificada para prova no deserto norte-americano

Eloiza Testolin Rodrigues foi a primeira colocada na BR135+, realizando o percurso de 253 km em 46h35min

Caxiense venceu ultramaratona brasileira e está classificada para prova no deserto norte-americano /Agencia RBS
Com o primeiro lugar, Eloiza Rodrigues está classificada para a Ultramaratona Badwater, nos Estados Unidos Foto: Agencia RBS

– Para quem vai correr 5 km, 20 km, ou 200 km, a alegria e o desafio é o mesmo. Sempre que você se inscrever numa prova, o importante é largar. Depois você quer chegar e completar bem aquele objetivo.

Esse é um dos pensamentos de Eloiza Testolin Rodrigues, 38 anos, que venceu a BR135+ feminina. Ultramaratona de 253 km (o que significa ir e voltar de Porto Alegre), que ocorreu de 12 a 14 deste mês. A prova é realizada no Caminho da Fé — estrada de romeiros para Aparecida do Norte (SP), passando pela Serra da Mantiqueira — com largada em São João da Boa Vista (SP) e chegada em Campos do Jordão (SP). Na classificação geral, Eloiza foi a quinta colocada. O tempo? 46 horas e 35 minutos. Dois dias sem dormir.

— Não dorme. A pior parte é o sono. Eu tinha muito medo da noite. Não sabia se na segunda noite eu conseguiria resistir. Mas acabou dando tudo certo — afirma Eloiza.

A BR135+ equivale a distância de seis maratonas (42.195m). Cinco são obrigatórias, o que dá 217 km (ou 135 milhas, daí o nome da competição). Após, existe a possibilidade de realizar mais uma maratona, completando 253 km. Cada corredor tem direito a um carro e equipe de apoio. Para concluir, estratégia é fundamental, principalmente à noite.

— Chegou um momento que nossa equipe estava cansada. Eu fiz um truque. Disse para ela: ¿Elo, eu não aguento mais de sono. Tu vais ter que me acordar. Eu vou três quilômetros e tu bates no carro para me acordar¿. Aí ela despertou e focou, porque teria uma obrigação — afirma Marialdo Rodrigues, técnico e marido da corredora.

Segundo Eloiza, a parte mais complicada foi à noite, já que o sono era um grande obstáculo Foto: Agencia RBS

A estratégia deu certo. Mesmo com percalços, como correr os últimos 42 km sem carro de apoio, ela venceu.

— São varias sensações. Eu sou muito emotiva, veio uma carga sobre mim. Mas é muito legal — recorda Eloiza.

E se você acha que correr 253 km é uma loucura, Eloiza vai encarar um desafio ainda maior em julho. Ela garantiu classificação para a Badwater, nos Estados Unidos. Uma prova de ¿apenas¿ 217 km. Mas no deserto.

Uma Copa do Mundo de corridas em longas distâncias

A BR135+ existe há 13 anos. Ela surgiu inspirada na Badwater, a ultramaratona mais difícil do mundo. A corrida é realizada uma vez por ano, próxima a Las Vegas, nos Estados Unidos. Mais precisamente, no Vale da Morte. São 217 km de subidas, em meio ao asfalto que corta o deserto. A temperatura pode chegar aos 54ºC e apenas 4% de umidade relativa do ar.

A Badwater também inspirou a Arrowhead135, que é realizada na divisa entre Estados Unidos e Canadá. A diferença é que esta é no gelo e não há carro de apoio. As três provas formam a Copa do Mundo de Ultramaratonas de 217 km (ou 135 milhas). Uma no deserto, uma no gelo e, a brasileira, nas montanhas.

 
 
 
 
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