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Opinião12/12/2016 | 10h26Atualizada em 12/12/2016 | 10h51

Adão Júnior: o estilo europeu que Zago leva do Juventude para o Inter

Jornalista do jornal Pioneiro e da Rádio Gaúcha em Caxias do Sul fala sobre o estilo do novo técnico colorado

Adão Júnior: o estilo europeu que Zago leva do Juventude para o Inter Felipe Nyland/Agencia RBS
Zago tem um estilo de treinos no padrão do futebol europeu Foto: Felipe Nyland / Agencia RBS

Para começo de conversa, duas coisas sobre os treinamentos do técnico Antônio Carlos Zago: ele não faz treino coletivo e não coloca equipe titular de um lado e reserva de outro. Foi assim durante quase um ano e meio de Juventude. E vai ser assim no Inter.

Trabalho moderno, estilo europeu, metodologia diferenciada, podem definir como quiserem. Zago treina todos da mesma forma. Não separa grupos, não escanteia os reservas, não deixa os titulares na zona de conforto e gosta de fazer rodízio de jogadores no time até encontrar o encaixe ideal.

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Como não tem coletivo, os atletas são misturados nos treinos do dia a dia. O zagueiro número 3 pode treinar ao lado do 4 e jogar depois com o 13. O volante da camisa 5 troca passes com o 15 e amanhã atua com o 8 no jogo. O atacante de velocidade corre para achar o 9 no treino, mas acaba jogando com o 18. Ou seja: todo mundo faz o mesmo trabalho, treina o mesmo tempo e fica na expectativa de ser titular no final de semana.

Você acha que parece uma bagunça, que vai prejudicar o entrosamento? Não. Pelo contrário. Todos acabam conhecendo as características uns dos outros. Sai um do time, entra outro e fica tudo igual. E não pense que Zago não tem um time titular. Tem. Quem estiver no melhor momento, joga. Aos poucos, as peças vão se encaixando e você vai saber quem será o titular e quem pode entrar a qualquer momento na equipe.

O esquema preferencial é o 4-2-3-1, mas não é fixo. Zago costuma se armar para defender com duas linhas de quatro, o conhecido 4-4-2. Na hora de atacar, usa três meias ou três atacantes. Ele não se prende a um único sistema. Entendam como quiserem: modernidade, faceirice, falta de convicção. O fato é que deu certo no Juventude e o Brasil inteiro viu em 2016, na Copa do Brasil e no acesso à Série B.

E mais uma coisa sobre Antônio Carlos Zago: ele não gosta muito de rachão nas vésperas de jogos, mas cede aos pedidos da boleirada. E joga, participa, cobra, dá bronca e não admite perder na brincadeira. Costuma lembrar os bons tempos de zagueiro. Com muita técnica.

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