Técnico da seleção brasileira de badminton elogia estrutura oferecida em Caxias do Sul - Esportes - Pioneiro

Esporte olímpico22/11/2016 | 18h46Atualizada em 22/11/2016 | 22h08

Técnico da seleção brasileira de badminton elogia estrutura oferecida em Caxias do Sul

Português Marco Vasconcelos ministrou clínicas no ginásio do Colégio Murialdo

Técnico da seleção brasileira de badminton elogia estrutura oferecida em Caxias do Sul Felipe Nyland/Agencia RBS
Técnico participou de três Olimpíadas como atleta e comandou o time brasileiro no Rio de Janeiro Foto: Felipe Nyland / Agencia RBS

Foram dois dias que valeram como um treinamento intensivo de dois meses. A frase é de Noeslem Lima, coordenador do Centro de Excelência em Badminton Murialdo/Prefeitura de Caxias do Sul, ao relatar a experiência de ter o técnico da seleção brasileira transmitindo seus conhecimentos aos alunos do projeto. O português Marco Vasconcelos esteve na segunda e terça-feira promovendo uma clínica com treinamentos específicos para jovens que praticam a modalidade na cidade e no Estado. 

A iniciativa está sendo realizada em todo o Brasil e Caxias do Sul foi uma das cidades do Rio Grande do Sul contempladas, além de Novo Hamburgo e Porto Alegre. Além de questões táticas, de empunhadura da raquete ou postura em quadra, o treinador sobre a dificuldade no início de carreira e a busca por novos talentos. 

Vasconcelos defendeu a equipe portuguesa nas Olimpíadas de Sidney/2000, Atenas/2004 e Pequim/2008. Em fevereiro de 2013 passou a comandar a seleção brasileira, que mostrou significativa evolução no período. A expectativa é de que o trabalho continue neste novo ciclo olímpico e o técnico tem procurado viajar por todo o Brasil para encontrar jovens talentos e divulgar a importância de fomentar o badminton para um número cada vez maior de pessoas.

Foto: Felipe Nyland / Agencia RBS

Em Caxias do Sul, Vasconcelos mostrou-se impressionado com a estrutura oferecida. A equipe caxiense levou 27 atletas ao Brasileiro, disputado no último final de semana, em Novo Hamburgo, e voltou com seis medalhas: uma de prata e cinco de bronze.

Confira alguns trechos da conversa com o técnico português da seleção brasileira:

Diferenças da Europa
– O badminton europeu eracompletamente diferente ao do Brasil. É claro que a experiência de três Olimpíadas e por ter treinado em países como Dinamarca, Malásia, China, Japão e Inglaterra deu uma bagagem importante para esse trabalho. Aqui ainda era muito amador e foi uma grande transformação realizada no alto rendimento. Essa foi a grande mudança.Evolução– Logo em 2013 tivemos resultados de excelência, nem esperava essa evolução. Trabalhávamos quatro, cinco horas por dias com os atletas no Centro de Treinamento em Campinas e superamos as expectativas. Hoje, o Brasil é falado em todo mundo e pratica um badminton de alto nível. Era algo que imaginávamos fazer em cinco ou seis anos. Conseguimos essa resposta em três e meio.

Foto: Felipe Nyland / Agencia RBS



Nova geração
– As minhas passagens por todo o Brasil tem a ver com o fato de ser quem seleciona os atletas. Além disso, é ver o trabalho que é feito, procurar talentos nos projetos sociais ou de clubes. O objetivo da Confederação é que eu encaminhe relatórios dos atletas e das dificuldades que existem para os treinadores por todo país.

Expandindo fronteiras
– Precisamos massificar o badminton. Hoje ele já é mais conhecido do que há três anos, pela presença olímpica, os resultados, as medalhas no Pan-Americano. Então, é importante centros de treinamentos como esse em Caxias do Sul. É um lugar que estaremos muito atentos e mais para frente pode nos servir como uma base para as nossas seleções. O que procuramos é justamente ter centros fortes em todos Estados.

História de superação
– Minha chegada ao esporte foi pelas dificuldades que encontrei na minha família. Era pobre, meus irmãos tinham problemas com álcool e drogas e havia violência doméstica do meu paí batendo na minha mãe. Encontrei no esporte uma saída, porque vivia no vazio, na escuridão. Um dia, caminhando da escola para casa, ouvi uns barulhos esquisitos e entrei no ginásio. Estavam jogando badminton. Pedi ao professor se poderia jogar, ele aceitou e desde então comecei minha caminhada. Hoje tenho 44 anos e minha vida foi toda no esporte. Aos 11, joguei minha primeira competição nacional e aos 13 passei para a seleção juvenil de Portugal. A partir daí, competi por toda Europa e concretizei o sonho de disputar as Olimpíadas em 2000.

Falta de visibilidade
– Queria dar visibilidade ao badminton e uma representação olímpica tem esse peso. Hoje se fala um pouco mais da modalidade. O mesmo que acontece em Portugal. Ainda não existe o reconhecimento, até por conta dos resultados. Ainda não conseguimos verbas para massificar o esporte e existe a ideia de que é uma modalidade de praia. O badminton é alto rendimento, um esporte bom de se ver e exige muito fisicamente. 

 
 

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