Profissionais ligados à dupla Ca-Ju lamentam morte de amigos que estavam no voo da Chapecoense - Esportes - Pioneiro

Tristeza29/11/2016 | 10h41Atualizada em 29/11/2016 | 11h41

Profissionais ligados à dupla Ca-Ju lamentam morte de amigos que estavam no voo da Chapecoense

Morreram dois jogadores, um preparador físico, um técnico e um segurança que trabalharam no Caxias e no Juventude

Profissionais ligados à dupla Ca-Ju lamentam morte de amigos que estavam no voo da Chapecoense Cr Wilson Pardo/Policía Antioquia
 A aerovane levava 81 pessoas (72 passageiros e nove tripulantes). Apenas cinco sobreviveram. Foto: Cr Wilson Pardo / Policía Antioquia
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Ainda consternados pela tragédia com a delegação da Chapecoense, cujo avião caiu na Colômbia na madrugada desta terça-feira, profissionais ligados ao Caxias e ao Juventude lamentam a perda de atletas e outros ex-colegas. A aerovane levava 81 pessoas (72 passageiros e nove tripulantes). Apenas cinco pessoas sobreviveram, entre elas o lateral-esquerdo Alan Ruschel e o goleiro Follmann, ambos revelados pelo Juventude entre 2010 e 2012.

Morreram o atacante Kempes, ex-Caxias, o lateral-esquerdo Dener, que atuou no Caxias e no Veranópolis, o preparador físico Anderson Paixão, que atuou no Caxias, o técnico da Chapecoense, Caio Júnior, que trabalhou no Juventude, e Adriano Bittencourt, que foi segurança da dupla Ca-Ju.

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Amigo pessoal de Bittencourt, o massoterapeuta do Juventude Edson de Camargo, o Massa, lembra que encontrou o ex-colega pela última vez nas férias. Bittencourt contou que estava muito feliz na Chapecoense, onde havia sido muito bem acolhido. Eles trabalharam juntos por quatro anos no Ju.

— O Adriano é com que eu mais convivi. Ficávamos no mesmo apartamento quando o Ju concentrava, não tem como não me emocionar — lamenta, em meios às lágrimas.

Dirigente do Caxias entre 2007 e 2012, onde atuaram quatro dos mortos, Osvaldo Voges também lamenta a tragédia:

— Lembro de conversar com todos eles. Estavam todos vivendo um momento espetacular. Espero que as famílias tenham paz.

Outro que recebeu a notícia com muita tristeza, o ex-treinador do Caxias e do Juventude Picoli comentou o acidente. Picoli foi o treinador responsável por trazer o atleta Dener ao time do Caxias, em 2012, para a disputa da Série C do Campeonato Brasileiro. Ele orientou o jogador até o final de 2013.

— É um dos atletas mais profissionais e corretos que eu conheço. É um menino fantástico. Extremamente correto como pessoa também, é difícil até de falar porque eu perdi vários amigos nessa tragédia — disse o técnico.

— Falei com ele por mensagem faz mais ou menos um mês, ele disse que estava vivendo um dos melhores momentos da vida dele — completa o jogador Wallacer, colega de Dener na época do Caxias.

Além de Dener, Picoli trabalhou ao lado do treinador da Chapecoense Caio Junior (que foi técnico do time de base do Juventude nos anos 2000). Picoli diz que sua carreira como técnico foi muito influenciada pelo amigo:

— Se hoje eu sigo a carreira de treinador, eu devo muito ao Caio. Um profissional absurdo que sempre buscou fazer o seu melhor. Lembro de um episódio, no Rio de Janeiro, depois de um curso, nós estávamos hospedados no Aterro do Flamengo, nós sentamos para observar as ¿peladas¿, ele me disse assim: senta aqui, vamos ver se a gente acha um talento por aí — lembra.

Picoli conversou com Caio Junior pela última vez antes da semifinal contra o San Lorenzo, da Argentina.

— Ele me falava da importância de fazer um bom jogo lá (na Argentina). Também me dizia que era responsável por um time que era uma família, que nunca tinha visto algo assim no futebol, como acontecia lá em Chapecó — reforça Picoli. 

Até as 10h30min desta terça-feira não havia informações do estado de saúde de Follmann. Já Alan Ruschel passou por cirurgia e foi transferido para outro hospital.

 
 

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