Presidente do Caxias avalia o primeiro ano de gestão: "acredito que nos fortalecemos" - Esportes - Pioneiro

Temporada grená15/11/2016 | 19h37Atualizada em 15/11/2016 | 21h13

Presidente do Caxias avalia o primeiro ano de gestão: "acredito que nos fortalecemos"

Maurício Grezzana fala sobre dificuldades financeiras e investimentos para 2017

Presidente do Caxias avalia o primeiro ano de gestão: "acredito que nos fortalecemos" Marcelo Casagrande/Agencia RBS
Grezzana diz que Estádio Centenário está todo penhorado devido às dívidas trabalhistas Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

Maurício Grezzana assumiu a presidência do Caxias depois de um turbulento e medíocre 2015. Pegou um clube enfraquecido no futebol, com dois rebaixamentos consecutivos, e com muitas dívidas a pagar. Era preciso reagir e isso passava diretamente pelos resultados de campo. Retornar à elite estadual era um objetivo quase obrigatório para manter o clube vivo. Com muitas dificuldades, o saldo de 2016 foi positivo. Agora, o aliviado presidente grená já pensa em 2017.

— Para quem lembra, há um ano o sentimento era de desespero, de medo, de receio de que nada do que estávamos planejando desse certo. Hoje, é um sentimento de alívio. Um alívio muito grande — diz Grezzana.

Os resultados do futebol tiraram o Caxias da situação crítica. Porém, as dívidas do passado, com cerca de 180 ações trabalhistas, ainda levam 50% do orçamento mensal. Mesmo assim, a folha para o Gauchão de 2017 deve ser dobrada e ainda há expectativa de jogar a Série D nacional novamente. Para Grezzana, o ano de 2015 pode ter um lado muito positivo, mas que só será visto no futuro:

— Acho que vamos olhar para trás e dizer: "que bom que passamos por aquele momento". Serviu para poder rever toda a estrutura, como estávamos procedendo e os erros que estávamos cometendo.

Confira os principais trechos da entrevista com Maurício Grezzana sobre o primeiro ano dele à frente do clube:

Avaliação do mandato

— Me surpreende. Eu sabia o quanto seria difícil, mas vejo que foi mais fácil do que esperava devido à união do grupo, fora e dentro do campo. Ninguém fez nada sozinho, foi tudo em conjunto. Cada um apoiou o outro. Não quer dizer que tenha sido fácil, mas foram 12 meses de muita luta. Sabemos que fizemos um bom trabalho. Dentro do contexto, foi muito bom.

Saldo do ano

— Ainda temos um grande percurso pela frente para reestruturar o Caxias dentro e fora de campo. O primeiro passo conseguimos dar. Os dois títulos (Divisão de Acesso e Copa Larry) foram muito importantes para nós. Porém, todos criticavam que isso era obrigação. Só que pela quantidade de associados, patrocínio muito baixo e tudo que aconteceu depois dos dois descensos, eu vejo que conseguimos muito. Não foi obrigação, foi um ato heroico de todos que estavam trabalhando aqui.

Reflexos de 2015

— Regredimos em relação a algumas coisas, principalmente no futebol. Mas acredito que isso servirá de lição para o Caxias. A reestruturação que estamos montando no clube, de médio e longo prazos, vai dar muitos efeitos benéficos em breve. Hoje, apesar de todas as dificuldades, acredito que nos fortalecemos bastante. Vejo um futuro muito bom para o Caxias.

Investimentos

— O que o Caxias pode investir não ficaria longe do que é hoje. Desde que nosso grupo entrou, criamos uma estratégia de que poderia contratar de acordo com a receita e não fazer contratações e depois ir em busca da receita. Claro, vamos ter que equilibrar para o Gauchão. Não temos a receita suficiente ainda. Teremos que ousar e contratar melhor. Temos que trazer pelo menos seis reforços de nível de Série A do Gauchão. Vamos ter que buscar mais receitas e continuar fazendo malabarismos para manter o clube. Porém, com essa união e com as conquistas que tivemos, não vamos partir do zero, como foi no final do ano passado. Quando assumimos o clube, a situação era calamitosa. Muito difícil. Hoje, é uma sensação de alívio e saber que não vamos iniciar do zero.

Folha e dívidas

— Neste segundo semestre, a folha salarial girava em torno de R$ 110 mil. Os custos mensais foram de R$ 400 mil. No ano que vem, teremos quase que duplicar a folha para ter um time competitivo, ou seja, uns R$ 220 mil. Não vai duplicar os custos mensais, só a folha. Os custos mensais acreditamos que vá girar em torno de R$ 600 mil, contando as dívidas que pagamos mensalmente, que hoje respondem a praticamente metade dos nossos custos. O Estádio Centenário está todo penhorado devido a essas dívidas trabalhistas e com a União. São cerca de 180 ações trabalhistas.

Série D de 2017

— Ainda há expectativa. Assim que acabarem todos esses campeonatos regionais, vamos ter uma perspectiva real. Acredito que dentro deste mês ainda, teremos essa certeza da CBF.

Planejamento

— Tendo uma Série D, facilita nas contratações. Hoje, temos dificuldades porque os próprios jogadores não querem vir com calendário curto. Me coloco no lugar deles, todos querem um planejamento de médio e longo prazos. Mas, de qualquer maneira, estamos trabalhando com dois cenários: com uma perspectiva melhor se vier a Série D ou uma perspectiva mais agressiva, tendo só o Campeonato Gaúcho.

Número de sócios

— Já estava difícil, mas sempre sou otimista. Quando chegamos, eram 700 sócios. Não adianta a gente cobrar e exigir do associado. Eu também me vejo muito como torcedor, sempre falei isso. Fiquei triste por ver o Caxias na Divisão de Acesso, mas acredito que agora, de volta ao Gauchão, venham mais sócios. Estamos criando outras estratégias para arrecadação e benefícios para os sócios. Então, em breve teremos algumas novidades. Tenho convicção de que o pessoal vai abraçar mais a causa em 2017. Hoje, temos 2,5 mil sócios, mas muitos não estão em dia.

 
 

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