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De olho no Rio04/08/2015 | 19h31

Ex-jogadora do Juventude sonha com vaga olímpica no rúgbi feminino

Catarinense Raquel Cristina Kochhann começou na modalidade no Serra Rugby, de Caxias do Sul

Ex-jogadora do Juventude sonha com vaga olímpica no rúgbi feminino João Neto/Fotojump
Com 22 anos, Raquel conquistou o bronze com a seleção no Pan Foto: João Neto / Fotojump
Raquel Cristina Kochhann é natural de Saudades, em Santa Catarina, mas foi em Caxias do Sul que encontrou rumo no esporte. E de forma inesperada. A menina, então com 15 anos, chegou com o objetivo de jogar futebol no time feminino do Juventude.

Após um ano e meio, o time alviverde fechou a equipe e ela passou a se dividir entre os estudos na UCS e partidas no futsal, pelas equipes da universidade e da Escola Santa Catarina. O início no rúgbi veio por um convite de uma amiga. O destino era o Serra Rugby, time caxiense que disputa o Estadual feminino.

— Me apaixonei pelo esporte, continuei treinando e fiquei no Serra até 2013. Fiz boas partidas e as meninas me incentivaram a tentar a Seleção. Eu não tinha dinheiro para ir e as meninas organizaram uma rifa para conseguir passagem e hospedagem, que permitissem tentar a seletiva. Fui aprovada na seleção e depois acabei indo para o Charrua, que joga a liga nacional e traz um ritmo importante pra quem joga na seleção — relembra.

Raquel participou do Mundial Universitário em Kazan e foi incorporado ao time principal na primeira etapa do Circuito Mundial de 2013, em Dubai. A partir do ano passado, Raquel foi morar em São Paulo e viu o sonho crescer. Com uma seleção permanente e maior organização para treinamentos, o Brasil conquistou a medalha de bronze no Pan de Toronto.

— Fizemos uma boa preparação e o nosso objetivo era conquistar uma medalha. Não tem como explicar. Estar lá no Pan para nós é como fosse uma mini Olimpíada. É uma sensação muito legal, jogar com os estádios lotados — diz Raquel.

Com 22 anos, o foco da atleta está no Rio de Janeiro. Mesmo que não esteja garantida em 2016, Raquel acredita na importância de fazer parte do projeto olímpico do rúgbi feminino: 

— A Olimpíada é o grande sonho. Temos um grupo grande e, se eu não puder estar lá, tenho certeza que fiz parte dessa caminhada. O projeto olímpico evoluiu muito desde a centralização das atletas e temos expectativas muito boas.
 
 
 
 
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