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Aniversário03/08/2015 | 21h27

Clássico Ca-Ju completa nesta terça-feira 80 anos de história

O próximo duelo entre Caxias e Juventude será no domingo, pela Série C, no Centenário

Clássico Ca-Ju completa nesta terça-feira 80 anos de história Jefferson Botega/Ver Descrição
Ca-Ju em agosto de 2000 é marcante para o historiador do Caxias Foto: Jefferson Botega / Ver Descrição
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O maior clássico do Interior gaúcho completa hoje 80 anos de história. A rivalidade caxiense, que começou com Flamengo e Juventude no campo do Ruy Barbosa em 4 de agosto de 1935, terá o capítulo 278 no próximo domingo, no Estádio Centenário, em um duelo de opostos pela Série C do Brasileiro. Para o Caxias, vale manter a esperança de escapar do rebaixamento para a Série D. Para o Ju, significa permanecer no G-4 da competição e ainda dar o troco de 2010.

Cada torcedor tem o seu Ca-Ju especial. Pelo lado do Caxias, o historiador Jorge Roth, 55 anos, aponta pelo menos cinco clássicos que não saem da cabeça: o último Fla-Ju da história (empate de 0 a 0), em 31 de outubro de 1971, os dois entre Associação Caxias e Juventude em 1975 (uma vitória para cada) e dois bem mais recentes e felizes para ele. 

— As duas vitórias no Gauchão de 2000 me marcaram muito, o 1 a 0 no Jaconi e os 3 a 0 no Centenário. Esta foi uma vitória acachapante, com gols de Luciano Araújo (dois) e Titi. O Juventude era muito forte, tinha o patrocínio da Parmalat e vinha de títulos, mas foi o Caxias que levantou a taça em cima do Grêmio — conta Roth, que se tornou torcedor grená ferrenho ao lado do irmão Beto em 1971.

Já para o ex-presidente do Juventude Carlito Chies, 69 anos, o clássico especial foi o de 14 de agosto de 1977, no Centenário (foto abaixo). Foi a primeira vitória do Juventude na casa do rival, mas valeu muito mais do que isso.

 
Crédito da foto: Luiz, BD - 14/8/1977

— Valia uma vaga no Campeonato Brasileiro para a terceira força do Estado. E o Caxias tinha um baita time, com Bagatini, Luiz Felipe, Jorge Tabajara e companhia. O Juventude era um time de guris e tinha Assis, Flecha e Plein. O Assis driblou cinco jogadores, fez um gol antológico e vencemos por 3 a 1. É um jogo que não sai da memória — recorda Chies.

Mas para muitos torcedores que vão estar presentes no Centenário, domingo à noite, um clássico recente vem à tona justamente em um momento inverso para os clubes. Nos últimos cinco Ca-Jus por campeonatos nacionais, foram cinco empates, todos pela Série C do Brasileiro. Um deles entrou para a história pelo jogo em si e por tudo o que significou o confronto antes e depois.

Era 29 de agosto de 2010 quando Caxias e Juventude se enfrentavam no Centenário. Para o Ju, a vitória representaria a esperança de escapar o rebaixamento. Para o Caxias, a chance de empurrar o rival para baixo depois de vê-lo por longos 13 anos na elite do futebol brasileiro.

O primeiro tempo do Ca-Ju 265 era o da redenção do Juventude. Celsinho e Ismael Espiga abriam 2 a 0 para os papos e a torcida visitante enlouquecia no Centenário. Só que aí o colombiano Palácios entrava em cena para estragar a festa dos alviverdes com dois gols, o último aos 49 minutos da etapa final. Ali se encaminhava o rebaixamento do Ju para a quarta divisão nacional, o que se consumaria na última rodada, em Criciúma.

 
Crédito da foto: Juan Barbosa, BD - 29/8/2010

Jogadores e torcedores grenás empunharam caixões com as cores do rival e aquele clássico é conhecido até hoje por dois nomes: Clássico do Palácios ou Clássico dos caixões. As semelhanças para 2015 são muitas. E como o mundo gira, as situações dos dois times estão invertidas.

 
Crédito da foto: Juan Barbosa, BD - 29/8/2010

Agora, é o Caxias que está na zona de rebaixamento e com um pé na Série D e o Juventude é quem disputa a classificação à próxima fase. O local é o mesmo, mas desta vez são os papos que estão preparando os caixões. Resta saber se o sentimento do jogo vai ser o mesmo de 2010, mas para o lado do Juventude, ou se haverá a redenção do time desesperado, atualmente o Caxias.

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