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Histórico23/05/2015 | 12h02

Um Ca-Ju para a história: neste domingo, tem clássico centenário no Alfredo Jaconi

A contagem está baseada no livro Clássico Ca-Ju: paixão e rivalidade, do escritor Gustavo Côrtes

Um Ca-Ju para a história: neste domingo, tem clássico centenário no Alfredo Jaconi Juan Barbosa/Agencia RBS
Rivalidade em verde e grená Foto: Juan Barbosa / Agencia RBS
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A partir das 16h deste domingo, com o Ca-Ju no Jaconi, pela Série C do Brasileiro, a história da rivalidade ganha um capítulo especial. É o 100º clássico no Alfredo Jaconi, incluindo os confrontos do Flamengo e da Associação Caxias, nomes que antecederam à atual nomenclatura do Caxias.

A contagem está baseada no livro Clássico Ca-Ju: paixão e rivalidade, do escritor Gustavo Côrtes. Na publicação, você pode conferir fichas e escalações.

A editoria de esportes escolheu os mais marcantes no Jaconi. Confira:

1º Clássico no Jaconi
17/6/1954
Juventude 2 x 1 Flamengo
Gols: Carlinho e Luiz (Ju); Gerônimo (contra, para o Caxias)
O Ju foi o vencedor do primeiro clássico no Jaconi. Era amistoso, mas para Casara, Lory e companhia o jogo significava mandar na cidade.
— Era uma emoção. No Jaconi, pela torcida próxima do corrimão, era mais legal ainda. Eu tinha as mãos pequenas, não usava luvas – testemunha o ex-goleiro Casara, 86 anos, titular do Ju nesta partida.

O clássico das autoridades
16/12/1975
Juventude 1 x 2 Associação Caxias
Gols: Raul, Paulinho (ACF); Benazzi (J)
Com as presenças do governador Sinval Guazzelli, do prefeito Mário Vanin e do presidente da CBD, Heleno Nunes, o clássico foi importante para encaminhar a participação do Caxias no Brasileiro de 1976. Foi um dos dois jogos da Associação Caxias, válidos pela Taça Governador. Na ida, na Baixada Rubra, o Ju venceu por 1 a 0, gol de Da Silva. Como o Caxias ganhou a volta por 2 a 1, a decisão foi para os pênaltis e aí deu Juventude por 3 a 2.

Ca-Ju 01 no Jaconi
28/3/1976
Juventude 0 x 0 Caxias
Com as denominações atuais dos clubes, esse foi o primeiro Ca-Ju oficial da história. Com os dois times apostando em fortes defesas, o jogo não saiu do 0 a 0.

Clássico do Porco
13/3/1977
Juventude 0 x 1 Caxias
Gol: Osmar (C)
Foi um ano atípico, afinal, foram realizados 12 clássicos em 1977, um recorde. O mais marcante foi o primeiro. Isso porque o torcedor Germano Rigotto, que depois virou governador, teve a ideia de soltar um porco no gramado. Diz a lenda que Rigotto, integrante de uma organizada, colocou o porco em um bumbo para burlar a fiscalização.

Clássico do Peixoto
18/10/1992
Juventude 2 x 1 Caxias
Gols: Ariomar (Caxias); Peixoto (dois, Ju)
Dificilmente, vai ter uma história parecida em outro clássico. O técnico do Juventude, Roberval Davino, resolveu inovar na escalação. Colocou o zagueiro Peixoto como centroavante. E o resultado, que todos previam ser uma piada, ainda mais depois de o Caxias fazer 1 a 0, foi o melhor possível para o Juventude: vitória de 2 a 1, de virada, com dois gols do zagueiro artilheiro Peixoto.

Clássico da Festuva
15/3/1994
Juventude 3 x 3 Caxias
Gols: Fabiano e Ângelo (dois, J); Brandão (dois, C) e Arizinho (C)
Sempre quando se fala em clássico no Jaconi, impossível não lembrar de 1994. Foi uma chuva de gols. Além do placar de 3 a 3, foram mais cinco em cobranças de pênaltis. Você já foi em um Ca-Ju com 11 gols? Pois é. Esse teve de tudo. Valia o terceiro lugar do Torneio Festuva e o Ju começou arrasador ao abrir 3 a 0. Mas o Caxias diminuiu e buscou o empate no finalzinho.

Clássico do ano alviverde
30/5/1999
Juventude 1 x 0 Caxias
Gol: Mabília (Ju)
Se em 1998, quando o Ju foi campeão gaúcho, não houve clássico Ca-Ju, em 1999 teve. No ano em que o Ju foi campeão da Copa do Brasil, não podia passar sem vencer o maior rival. O Caxias, de Tite, não conseguiu parar o melhor do Brasil.

Clássico do ano grená
9/4/2000
Juventude 0 x 1 Caxias
Gol: Maurício (Caxias)
Para dar o troco, o Caxias também tinha que vencer o clássico no ano de seu maior título. Foi o jogo em que o clube arrancou para a conquista em cima do Grêmio. Naquele time de Tite, o astro era o meia Gil Baiano, hoje gerente de futebol grená.
— O que mais me chamou a atenção foi a nossa torcida. Ficou marcado na minha memória o quanto a torcida estava eufórica. Naquele jogo havia uma euforia diferente. Ganhamos jogando bem, tivemos chances, e aquela vitória aumentou a nossa confiança e foi um marco na caminhada rumo ao título — conta o ex-meia.

 
 
 
 
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