Clássico da Uva de 1994 é o recordista de gols na história do Ca-Ju no Estádio Alfredo Jaconi - Esportes - Pioneiro

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Há 19 anos02/02/2013 | 15h32

Clássico da Uva de 1994 é o recordista de gols na história do Ca-Ju no Estádio Alfredo Jaconi

Goleiro Isoton e atacante Brandão foram personagens de um confronto histórico

Clássico da Uva de 1994 é o recordista de gols na história do Ca-Ju no Estádio Alfredo Jaconi Maicon Damasceno, Agência RBS/
Brandão (E) e Isoton (D) se reencontraram no Jaconi Foto: Maicon Damasceno, Agência RBS
Clássico que se preze tem de ser eletrizante, emocionante e tenso. Com muito gols, então, fica perfeito. Em final de semana de Ca-Ju pelo Gauchão 2013, o Pioneiro relembra do Ca-Ju 234, o recordista de gols no Estádio Alfredo Jaconi depois da Era Fla-Ju.

Naquele empate de 3 a 3 em 15 de março de 1994, o atacante Brandão foi o herói no tempo normal e o goleiro Isoton brilhou nos pênaltis. Quando os dois jogadores reencontraram o gramado do Jaconi esta semana, a reação foi a mesma: 

— Foi naquela goleira ali. Os dois gols de cabeça — diz Brandão, 42 anos, apontando para o lado direito do campo, o da Rua Hércules Galló. 

— Ali também peguei os pênaltis — completa Isoton, 41, oito anos de Juventude, entre categorias de base e profissional.

O goleiro está na história do Ju, muito por aquele ano de 1994, quando o clube conquistou o acesso à elite do Brasileirão, na qual ficou por 13 anos consecutivos. Antes, o ano começou com a terceira e última edição do Torneio da Festa da Uva (as outras foram em 1961 e 1965, quando o Caxias ainda se chamava Flamengo), com a participação da dupla Ca-Ju, Vitória-BA e Inter.

E foi naquele duelo em 15 de março, pela decisão do terceiro lugar, que Isoton saiu como herói: 

— O Juventude errou os três primeiros pênaltis, e o Caxias fez 2 a 0. Depois que a gente errou o terceiro, o Caxias tinha três cobranças para fazer um gol. Eu peguei dois e o outro foi na trave. Empatamos a série em 2 a 2 e, no desempate, fizemos o terceiro, enquanto o Joel Marcos errou o sexto. O goleiro Agnaldo pegou três pênaltis, só que o Caxias errou quatro cobranças e não adiantou nada. _ Eu bati o pênalti na trave — recorda o atacante, que atuou sete anos no Caxias.

A lembrança dele está mais ligada ao tempo normal. O Juventude chegou a fazer 3 a 0, com gols de Fabiano e Ângelo (dois). Aí, Brandão e o Caxias reagiram. O atacante fez o primeiro gol grená, Arizinho marcou o segundo e o próprio Brandão deixou tudo igual aos 44 minutos, calando a torcida da casa. Após 19 anos de um recorde, o de maior número de gols em um Ca-Ju no Estádio Alfredo Jaconi, Isoton e Brandão jogam agora no mesmo time.

São as estrelas do São Luiz da 6ª Légua, atual tricampeão da tradicional Copa União de Clubes de futebol amador de Caxias do Sul. Mesmo aposentados do futebol profissional e trilhando outras atividades — o primeiro é monitor do Colégio Murialdo e o segundo investe em táxi e imóveis — ainda são lembrados como heróis de um clássico eletrizante, emocionante e tenso.
 
 
 
 
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