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Por Onde Anda22/12/2012 | 07h42

O guri que fez história no Brasil-Fa

Edson Tonin, o Tiliko, comandou o clube no histórico acesso à Primeira Divisão, em 1992

O guri que fez história no Brasil-Fa Jonas Ramos, especial /
Tiliko teve a façanha reconhecida com o Mérito Esportivo Pioneiro Foto: Jonas Ramos, especial
No último dia 7 se completaram 20 anos da maior conquista da Sociedade Esportiva Recreativa e Cultural Brasil, em suas mais de sete décadas de história: o título da Segunda Divisão, na vitória de 2 a 1 sobre o São José-PoA, na única virada de placar em toda a competição. Uma semana antes, o acesso à Primeira Divisão havia sido alcançado no empate em 1 a 1 com o Tresmaiense, em Três de Maio.

No comando do clube estava um guri de 27 anos, que havia assumido o cargo um ano antes. E em meio a muitas dificuldades.

— A negociação começou em 1990. O pessoal disse: ou você assume ou vamos entregar o clube para a prefeitura. Quando cheguei, não tinha uma meia, um calção, uma bola, uma camisa — lembra Edson Tonin, o Tiliko, que era conhecido pela ligação ao esporte amador e por ser cônsul do Inter na cidade.

O primeiro ano, em 1991, foi para "arrumar a casa". O clube disputou apenas o campeonato de juniores para não perder a vaga na Segundona. E começou a se preparar, com a participação do supervisor Vitor Berticelli, considerado uma peça fundamental, e a parceria com o empresário Juan Figer.

Em 1992, na primeira parte da Segundona, o time teve a direção de Ivo Wortmann e Vilson Costa como preparador físico. Atraída por uma melhor proposta, a dupla saiu, sendo substituída por Bebeto, o Canhão da Serra, e Eroíno Machado. E foram com os dois, com jogadores como Renato Teixeira, Sidiney, Milton, Paulo Santos, Nelson, André, Alexandre, Edson Borges e tantos outros, que o clube subiu.

— É preciso envolver a comunidade e ter um grupo de jogadores com caráter e comprometidos com o clube — afirma Tiliko, explicando o segredo e, ao mesmo tempo, dando a receita para o sucesso no futebol.

No ano seguinte, o dirigente, que havia enfrentado algum preconceito justamente pela idade, foi apeado do poder. Mas não teve o feito repetido pelos sucessores. Apesar de alguma mágoa, Tiliko tem muito mais alegrias, pois foi no futebol que conheceu a mulher, Ivani, uma das primeiras integrantes do quadro da arbitragem nacional e da Fifa.

— O que eu levo são as verdadeiras amizades que fiz no futebol e guardo até hoje — lembra, exibindo o Mérito Esportivo Pioneiro de 1992 como um dos grandes reconhecimentos.

Ah, e Tiliko tem um orgulho especial naquela campanha memorável: durante a fase de classificação, o Brasil-Fa deixou para trás o Veranópolis, que era dirigido por um jovem que no último domingo teve uma consagração planetária. Ele mesmo, Adenor Bachi, Tite, o filho da Dona Ivone, que no ano seguinte mostrou que era bom mesmo e levou o time da Terra da Longevidade ao título.

Mais detalhes no Pioneiro deste sábado.
 
 
 
 
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