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Orgulho grená11/05/2012 | 09h04

Ex-jogadores lembram conquista da Fita Azul pelo Flamengo, hoje Caxias, há 50 anos

Em 13 de maio de 1962, clube caxiense completou excursão invicta pela Argentina

Ex-jogadores lembram conquista da Fita Azul pelo Flamengo, hoje Caxias, há 50 anos Porthus Junior/
Aírton Bueno Carvalho (E), Arthur Moraes de Andrade (C) e Aribaldo De Negri estiveram na viagem Foto: Porthus Junior

O dia 13 de maio, data em que o Caxias decide o título gaúcho contra o Inter, entrou para a história do clube há 50 anos. Em 1962, ao empatar em 2 a 2 com o Gimnasia y Esgrima, em La Plata, o Grêmio Esportivo Flamengo encerrou invicto uma excursão de 12 jogos, 36 dias e 5 mil quilômetros de ônibus pela Argentina.

A campanha – nove vitórias, três empates, 46 gols feitos e 20 sofridos – significou a Fita Azul, uma espécie de título simbólico atribuído na época a equipes que retornavam invictas de giras de 10 ou mais partidas fora do país.

Centromédio e capitão do time naquela excursão, mesmo aos 20 anos, Airton Bueno Carvalho lembra quando a excursão foi comunicada aos jogadores pelo empresário argentino Juan Doce, no vestiário da Baixada Rubra, logo após um jogo contra o Cruzeiro-PoA.

Um mês antes, Doce havia levado o Flamengo ao Centenário, em Montevidéu, para um amistoso contra a seleção uruguaia, que ganhou por 6 a 1. Para a maioria dos jogadores, foi a primeira viagem de avião.

A delegação embarcou no avião da Cruzeiro do Sul, em Porto Alegre, em 9 de abril de 1962, véspera do 27º aniversário do clube. Na Argentina percorreu 5 mil quilômetros de ônibus, que os jogadores apelidaram de El Condor, passando pelas províncias de Buenos Aires e Mendoza e Bahía Blanca.

O retorno, em 15 de maio, provocou uma comoção que o Pioneiro descreveu assim: “Caxias do Sul tributou ao Flamengo a maior recepção de todos os tempos”.

Em Buenos Aires, o metrô era novidade para quase todos na delegação. Aírton e os ex-goleiros Nilson e Negri decidiram fazer um passeio. Em Almagro, Negri e Nilson resolveram dar a volta na estação e pagar o trem no sentido oposto para voltar. Aírton preferiu seguir em frente e empolgou-se tanto que foi até o fim da linha.

– Quando voltei ao hotel passava de duas da manhã – diverte-se.

No retorno, um susto. Um problema na aeronave atrasou o retorno em quase 12 horas. A chegada dos invictos a Caxias do Sul, em 15 de maio, provocou uma comoção que o Pioneiro descreveu assim: “Caxias do Sul tributou ao Flamengo a maior recepção de todos os tempos”.

 
 
 
 
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