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Caxias padrão Fifa13/06/2014 | 18h55

Banco de Memória eterniza histórias

Acervo tem 843 gravações digitalizadas

Banco de Memória eterniza histórias Roni Rigon/Agencia RBS
Sonia Fries (E) e Susana Storchi (D), funcionárias do Arquivo Histórico, entrevistam Eulália Marenzi Lazzarotto (C) e Sonia Lazzarotto (em pé) Foto: Roni Rigon / Agencia RBS

Quatro anos após a criação do Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, em 1976, surgia em 1980 um projeto que até hoje colabora para eternizar e melhor compreender a história — e que complementa um acervo de milhares de documentos públicos e privados, periódicos e imagens.

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Trata-se do Banco de Memória, idealizado pela então funcionária e hoje diretora do Departamento de Memória e Patrimônio Cultural, Liliana Alberti Henrichs. O trabalho, alicerçado na gravação e na transcrição na íntegra de depoimentos orais, garante que esses testemunhos possam ser utilizados também como fontes de pesquisa. Entram aí histórias da vida e do cotidiano dos entrevistados, além de lembranças de acontecimentos econômicos, sociais, políticos e culturais da região, verificados desde o início da colonização, em 1875.

Desde 1990 coordenado pela historiadora Sônia Storchi Fries, o banco é constantemente alimentado por novas gravações, cujos roteiros obedecem a normas da metodologia da histórial oral. Na última terça-feira, por exemplo, Sônia e a também funcionária Susana Storchi, do setor de fotografia, estiveram na residência da família do antigo fotógrafo caxiense Waldemar Lazzarotto (1921-1984).

A partir de uma publicação na coluna Memória, do jornal Pioneiro, a equipe interessou-se pelo relato da viúva de Lazzarotto, dona Eulália Marenzi Lazzarotto, 92 anos completados em 28 de maio, e da filha, Sonia Lazzarotto. Durante a coleta, a equipe deparou com relatos sobre a antiga Terceira Légua de Caxias, a chegada da família à região, ainda no final do século 19, e a trajetória do fotógrafo (foto menor).

Atualmente, o Banco de Memória conta com 993 entrevistas. Destas, 842 foram digitalizadas a partir das fitas cassetes originais, um processo realizado em parceria com a Câmara de Veradores e o programa de Ajuda aos Arquivos Íbero-Americanos, do governo espanhol — o restante foi coletado já com a tecnologia digital. Na base de dados disponível no Arquivo pode ser realizada também a consulta na íntegra, mediante agendamento.

Mais do que uma contribuição para o Banco, a trajetória da família Lazzarotto fomentou um trabalho que hoje é referência não apenas no Estado, possui respaldo também junto a instituições internacionais, como o Museu del Mare, em Gênova, na Itália.

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