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Economia07/10/2020 | 17h21Atualizada em 07/10/2020 | 17h24

Por queda na demanda de usuários, Visate anuncia demissão de 243 funcionários

Número de trabalhadores representa cerca de 25% do quadro total de motoristas e cobradores

Por queda na demanda de usuários, Visate anuncia demissão de 243 funcionários Porthus Junior/Agencia RBS
Foto: Porthus Junior / Agencia RBS
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Mais uma empresa de Caxias do Sul anuncia demissão de funcionários, tendo como justificativa as consequências da pandemia do coronavírus. Por meio de nota oficial, a Visate informou nesta quarta-feira (7) que demitiu 243 trabalhadores. Esse número representa cerca de 25% do quadro de motoristas e cobradores. Conforme reportagem do jornal Pioneiro, em março deste ano, a Visate informava ter 1,4 mil funcionários, incluindo todos os setores.

"A Visate informa, seguindo seus princípios de transparência e prestação de contas à comunidade caxiense, que devido a grande queda na demanda de usuários do transporte público de Caxias do Sul,  ocorrida em virtude da pandemia do novo Coronavírus e decorridos seis meses desde o início do Estado de Emergência, o qual continuamos vivendo, infelizmente, precisamos desligar 243 funcionários do nosso quadro, visando ajustar a operação em relação a demanda", explica-se a empresa, no texto enviado à imprensa.

A nota se encerra, com a seguinte justificativa:

"Essa redução é absolutamente necessária para a manutenção dos serviços à população, bem como para o reequilíbrio financeiro da empresa. Lamentamos profundamente a situação, mas, é preciso se adaptar para continuar atendendo a comunidade caxiense".

A Visate não irá se pronunciar sobre o caso por meio de seus executivos, apenas por esta nota citada.

Setor de transportes acumula demissões no Brasil

De janeiro a agosto deste ano, o setor de transporte no Brasil demitiu 63.762 trabalhadores. Os números foram divulgados pela CNT (Confederação Nacional do Transporte), no dia 5 de outubro. O levantamento considera informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia.

Com dados até agosto, o Rio Grande do Sul tem o terceiro pior saldo negativo com 6.408 vagas perdidas. Em primeiro lugar está o Rio de Janeiro, com -14.817 e, em segundo, em São Paulo, com -12.779.

No saldo acumulado das demissões, em 2020, a região sul (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná) fechou 11.575 vagas.

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