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+Serra26/10/2020 | 06h00Atualizada em 26/10/2020 | 10h02

Empresário caxiense do setor moveleiro começa a investir na produção de lúpulo

Alvâneo de Bortoli tem 1.680 mudas plantadas em Fazenda Souza

Empresário caxiense do setor moveleiro começa a investir na produção de lúpulo Antonio Valiente/Agencia RBS
Alvâneo entrou nesse ramo por conta da boa rentabilidade em uma área menor Foto: Antonio Valiente / Agencia RBS

O caxiense Alvâneo de Bortoli, de 39 anos, é proprietário da Móveis Dallas. Ele entrou nesse ramo do lúpulo porque estava pesquisando sobre a relação de custo e produtividade em uma menor área possível. Sem saber por onde começar, resolveu pesquisar pela internet, até que, como a maioria, acabou encontrando Natanael

– Foi uma busca que eu fiz sobre produtividade por área. Queria buscar a maior rentabilidade por metro quadrado. Aí, acabei encontrando pesquisas sobre lúpulo e fui atrás de mais informações com quem já era produtor. Foi então que encontrei o Natanael, que é um dos mais experientes para todo tipo de informação que tu precisar a respeito do lúpulo – revela.

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A partir desses primeiros encontros com Natanael, ficou interessado no cultivo da planta, como uma forma de diversificar seus negócios. Por ora, não pretende abandonar o ramo moveleiro e cair de cabeça no plantio de lúpulo.

– As primeiras 10 mudas experimentais que comprei, eu plantei em Bom Jesus, nas terras da minha mãe. E, em fevereiro de 2019, fiz a primeira plantação, com mais ou menos 600 plantas, em Fazenda Souza. Lá na minha mãe já reproduzimos umas 300 mudas. Em Bom Jesus, percebi que a planta desenvolveu melhor. Atualmente tenho plantadas 1.680 mudas em 1,5 hectare em Fazenda Souza – conta De Bortoli.

O empresário diz que a falta de parâmetros e dados ainda torna sua experiência ainda mais arriscada e, justamente por isso, aceitou participar do programa do governo do Estado, que visa ao fomento da cadeia produtiva. No último ano, desde que colocou em prática o seu planejamento, tem percebido aumentar o interesse de novos produtores de lúpulo.

– Minha expectativa de ganho diminuiu bastante. Percebi na prática que é uma atividade trabalhosa, e vai demorar pelo menos umas três safras para que eu tenha um ganho relativamente bom. Tanto é que hoje eu penso em outros cultivos para diversificar meus negócios – reconhece.

De Bortoli não é o primeiro a revelar que, apesar de alguns compartilharem informações relevantes, ainda há certos mitos que têm sido propagados em cursos. Um dos mitos segundo ele, é de que é possível colher um quilo de lúpulo por planta e vender por cerca de R$ 300. Segundo o empresário, nem todos explicam de que forma é possível chegar a esse preço.

– Quem pesquisa da forma como eu estava fazendo vai encontrar que é possível colher um quilo por planta, mas se trata de um quilo do cone verde. Quando tu seca, perde cerca de 70% de umidade, perdendo também peso. Ou seja, em uma planta adulta, com quatro ou cinco anos, é que tu consegue ter de 250 a 300 gramas em cada planta. Isso tudo foi muito ilusório para mim e me deixou decepcionado – desabafa.

Apesar disso, Bortoli vai arriscar. Sabe das dificuldades em se tratando de uma cultura recente, sem ainda elementos de comparativo, com manejos diferentes em diferentes municípios aqui da Serra. É por isso que acredita no programa do governo do Estado que deverá possibilitar um panorama geral com dados para uma melhor tomada de posição nos próximos três anos, quando suas plantas deverão estar no auge da produtividade. Vislumbrando esse futuro nem tão distante, nos próximos dois anos ele revela que deverá duplicar seu plantio.

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