Preparação para colheita da maçã em Vacaria terá até 2,5 mil trabalhadores a menos neste ano - Economia - Pioneiro

Versão mobile

 
 

Impacto da pandemia26/09/2020 | 14h16Atualizada em 26/09/2020 | 14h24

Preparação para colheita da maçã em Vacaria terá até 2,5 mil trabalhadores a menos neste ano

Produtores optaram por empregar apenas mão de obra da cidade no período de raleio

Preparação para colheita da maçã em Vacaria terá até 2,5 mil trabalhadores a menos neste ano Diego Mandarino/Agência RBS
Colheita ocorre entre janeiro e maio Foto: Diego Mandarino / Agência RBS

O período de raleio, que antecede a colheita da maçã, em Vacaria, terá cerca de três mil trabalhadores neste ano. O número representa entre 2 mil e 2,5 mil pessoas a menos em relação a 2019. A redução é mais um impacto da pandemia, que levou os produtores a optar por contratar apenas mão de obra local no período. O raleio consiste em retirar frutos em excesso ou defeituosos com o objetivo de melhorar a qualidade da colheita.

Leia mais
Colheita da maçã, em Vacaria, tem presença recorde de indígenas do Mato Grosso do Sul

Segundo José Sozo, presidente da Associação Gaúcha dos Produtores de Maçã (Agapomi), para compensar o número menor de trabalhadores, o setor pretende tornar mais eficiente o chamado raleio químico. A prática já é adotada há vários anos, mas depende da aplicação de produtos em uma janela de tempo específica para que dê bons resultados.

— Estamos pensando em investir mais no raleio químico para não depender de gente de fora. Se o trabalhador vem para a cidade pode estar trazendo o vírus ou levando de volta — observa.

Nos anos anteriores, além da mão de obra local, o setor costumava contratar funcionários de fora da cidade no período de raleio com o objetivo de que eles permanecessem para a colheita. O intervalo entre o fim de um período e o início de outro é de cerca de 15 dias. 

Agora, trabalhadores de fora da cidade serão recebidos apenas para o período da colheita, que vai de janeiro a maio, com maior demanda nos dois primeiros meses do ano. Isso porque a expectativa do setor é de que a transmissão do coronavírus esteja em um ritmo menor no início de 2021. De acordo, com Sozo, a estimativa é de que sejam necessárias 10 mil pessoas se somando à mão de obra local a partir de janeiro. O número é semelhante ao de outras safras.

Com pessoas de locais tão variados — como Mato Grosso e Nordeste — reunidas em uma mesma região, uma série de medidas já são adotadas para evitar a contaminação entre os funcionários. Entre elas, a divisão das refeições em três grupos, em vez de todos os colegas almoçarem juntos. Na colheita deste ano, nenhum caso de coronavírus foi registrado entre os trabalhadores, segundo Sozo. E ele garante que os cuidados continuarão com o uso de equipamentos de proteção.

— Se alguém não concorda com o uso, se para na hora e conversa com a pessoa. No campo, 55% dos nossos custos são de mão de obra. Como não vamos tratar bem esse pessoal? Se não for assim, vamos explodir nosso negócio — avalia.

Leia também
Professores e alunos da UCS se adaptam às atividades presenciais durante a pandemia
Governo do Estado confirma todas as regiões do Estado em Bandeira Laranja 

 
 
 

Veja também

 
Pioneiro
Busca
clicRBS
Nova busca - outros