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+Serra01/06/2020 | 06h04Atualizada em 01/06/2020 | 06h04

Impactos da pandemia desafiam gestores de shoppings centers da Serra Gaúcha 

Estabelecimentos buscam alterativas que garantam a continuidade do consumo para superação da crise

Impactos da pandemia desafiam gestores de shoppings centers da Serra Gaúcha  Porthus Junior/Agencia RBS
Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

A reabertura dos shoppings centers da Serra, registrada após flexibilização de decretos governamentais nos âmbitos estadual e municipais, deu início a uma transformação sem precedentes no segmento. Assim como no comércio de rua ou mesmo em outros negócios que voltam às atividades durante a pandemia de coronavírus, é preciso uma adaptação, a partir de uma série de medidas que proporcionem segurança sanitária aos clientes, lojistas e funcionários. Para além destas ações, um desafio ainda maior impera sobre as redes que abrem suas portas ao público, agora escasso: enquanto campanhas orientam as pessoas a ficar em casa e economistas estimam uma recessão mundial sem precedentes, os shoppings abrem as suas portas, buscando alterativas que garantam a continuidade do consumo para superação da crise.

As aglomerações que ocupavam estacionamentos e corredores, especialmente aos finais de semana e vésperas de datas comemorativas, deram lugar a um ambiente de poucas pessoas, com atendentes muitas vezes ociosos atrás dos balcões das lojas, que agora limitam o número de clientes. Aplicação de álcool gel nas mãos e aferição de temperatura corporal ainda na entrada do shopping são medidas adotadas por alguns dos locais checados pela reportagem e colaboram para a sensação de segurança aos visitantes. A determinação estadual, que delimita ocupação de até 50% da capacidade, segundo os administradores, é facilmente controlada, uma vez que o público diário sequer atinge a limitação. Espaçamento entre as vagas de estacionamento, bem como das mesas e cadeiras nas praças de alimentação, são outras medidas de proteção ao contágio adotadas pelos shoppings, que mantêm suspensas atividades mais voltadas ao lazer e ao entretenimento, como as salas de cinema, algo que também colabora para a redução de público.

Em meio a tudo isso, as lojas começam a sentir os reflexos financeiros, demandando negociação personalizada com os shoppings para sua permanência e ainda demitindo parte dos funcionários. Dados preliminares da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop) apontam que o fechamento de boa parte das lojas por cerca de dois meses já resultou em aproximadamente 120 mil desempregados. A associação, que representa 105 mil lojas em todo o país, estima que 15 mil não devem mais reabrir devido à crise econômica gerada pela pandemia.

— Um shopping é atraente pelas atrações que ele tem. Se começa a perder lojas, torna-se menos atraente, e isso diminui o fluxo de pessoas. Quanto menos pessoas frequentarem o shopping, menos lojas serão atraídas. Este é um momento em que os shoppings precisam ter muita sensibilidade para manter a saúde de suas lojas. É preciso ter cautela, respeito com a doença, mas não é momento de paralisar — avalia Patrícia Palermo, economista-chefe da Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do Rio Grande do Sul (Fecomércio-RS).

Transformações a caminho

Segundo a especialista, a adesão ao sistema de e-commerce (comércio eletrônico) como forma de compensar a queda de vendas presenciais é uma das transformações que podem marcar permanentemente a forma de relacionamento com o cliente.

— Muita gente foi apresentada a essa oportunidade por conta da pandemia. A gente briga pra abrir loja em feriado, mas a loja virtual é aberta em tempo integral, uma oportunidade de acesso incrível para o consumidor. Ainda assim, é importante pensar que o mundo online e offline são dois lados da mesma moeda e que o ato de comprar não é apenas consumir, mas também sair de casa, passear, isso continuará sendo uma necessidade — afirma Patrícia.

De acordo com a economista, no contexto de um vírus que ainda não tem remédio e nem vacina, o isolamento poderá ocorrer de forma intermitente. Após esta fase de adaptação, que ocorreu de forma imediata, mais como uma resposta do que como um planejamento, é preciso que o comércio esteja, logo adiante, preparado para o que ainda poderá vir. O incentivo para que os clientes voltem a frequentar os shoppings poderá se dar com mudanças arquitetônicas, investindo-se em ambientes mais amplos e arejados. Até mesmo os shoppings ao ar livre, formato pouco aderido até então, poderão ser o tipo de ambiente mais procurado. 

— O shopping representa muitas coisas. Sobretudo para os brasileiros de classe média e média-alta, é um local onde as pessoas buscam, sim, oportunidades de compras, mas sobretudo o conforto e a comodidade. A segurança e a própria climatização são os fatores mais relevantes para o consumidor brasileiro em qualquer região — garante Patrícia.

Pausa forçada

Em Caxias do Sul, as lojas dos shoppings fecharam em 21 de março, por decreto municipal de dois dias antes. Ficaram abertos apenas praça de alimentação, farmácias e supermercados. A reabertura ocorreu em 17 de abril.

Modelos de atendimento, como o drive thru, devem permanecer após a pandemia

 CAXIAS DO SUL, RS, BRASIL, 20/05/2020. PRAÇA DE ALIMENTAÇÃO - Superintendente do Shopping Iguatemi Caxias, Thiago Quina, fala sobre os procedimentos implantados e alternativas de vendas adotadas para manter funcionamento do shopping mesmo durante a pandemia. Drive thru e delivery, além da negociação customizada com cada uma das lojas, são algumas das medidas que visam reduzir o impacto econômico gerado pela pandemia. (Porthus Junior/Agência RBS)<!-- NICAID(14504071) -->
Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

— As pessoas estão vindo de forma mais objetiva, passeando menos. Por isso, a queda de fluxo não necessariamente representa a queda de faturamento. A pessoa vai onde precisa, come alguma coisa e vai embora — observa Thiago Quina, superintendente do Shopping Iguatemi Caxias, que registra 45% de queda no total diário de público em relação ao período anterior à pandemia.

Dos 30 shoppings administrados pela rede BrMalls em todo o país, o Iguatemi é um dos quatro que abriram as portas por estarem em áreas onde houve flexibilização por parte dos governos. A rede adotou protocolos como a sanitização completa feita a cada três dias, além da remoção de assentos para descanso que ficavam nos corredores, para não incentivar a permanência prolongada dentro do shopping.

— Estamos agindo com o máximo de cautela e, claro, buscando alternativas para que as lojas continuem tendo seu faturamento. Percebemos que as pessoas estão conscientes dos cuidados que nós tomamos e que elas devem tomar também. Mantendo estes hábitos, vamos voltando de forma gradativa — afirma.

No Iguatemi Caxias, planeja-se um sistema delivery, com a adesão à estratégia de marketplace já aplicada em outros shoppings administrados pela BrMalls. O sistema drive thru implantado logo após a reabertura — com retirada das mercadorias feitas pelo cliente, de carro — tem sido um complemento para as vendas. O modelo também foi adotado por outros shoppings caxienses, como o Prataviera e o Shopping Bourbon San Pellegrino.

Das 177 lojas do Iguatemi, 42 aderiram ao formato. As vendas ocorrem por canais diretos com cada uma (via telefone, e-mail ou Whats App) disponíveis para consulta no site do shopping. Em um segundo momento, as compras são direcionadas ao setor do drive thru, ficando disponíveis para a retirada do cliente, que não precisa pagar estacionamento e sequer desembarcar do automóvel. Atualmente, por meio do drive thru, o Iguatemi registra uma média de 10 vendas por dia.

— É um modelo implantado para quem tem receio de vir ao shopping e que pretendemos manter mesmo pós-pandemia, pela comodidade que oferece — explica Quina.

Menos saídas, menos compras

Os caxienses Pâmela dos Reis de Mello, 31, e Diogo Ferreira Campos, 33, sempre foram frequentadores assíduos de shoppings. A pandemia de coronavírus, porém, afetou o comportamento do casal, que agora evita ao máximo sair de casa. Na segunda-feira (25), em meio ao feriadão de Nossa Senhora de Caravaggio, eles eram um dos poucos clientes que se encontravam no Iguatemi Caxias. Segundo Pâmela, a ida se deu em virtude de um pagamento que precisavam realizar de forma presencial no supermercado anexo.

— Aproveitamos a vinda para dar uma voltinha rápida. É a segunda vez que viemos desde o início das medidas de isolamento. A gente era bem "shoppeiro", mas agora não nos animamos muito a sair, não dá nem vontade de comprar, porque, diante da incerteza, acabamos priorizando alimentação, saúde e combustível — comenta a relações públicas.

Pâmela conta que costumava ir ao Iguatemi pelo menos uma vez por semana antes da pandemia para passear e fazer compras junto do companheiro.

CAXIAS DO SUL, RS, BRASIL, 25/05/2020. Movimento no Shopping Iguatemi, após decretos que liberaram o funcionamento. Shopping teve que se adequar às normas. O casal Pâmela dos Reis de Mello, 31 anos, e Diogo Ferreira Campos, 33 anos, se consideravam shoppeiros pois iam uma vez por semana ao shopping. Agora só saem em caso de necessidade e estão comprando menos. (Porthus Junior/Agência RBS)<!-- NICAID(14507682) -->
Pâmela e Diogo agora reduziram idas ao shoppingFoto: Porthus Junior / Agencia RBS

Centro de Compras busca responder às demandas

No Centro de Compras, em Farroupilha, que atende a clientes e varejistas de todo o Brasil, uma série de fatores levou à queda no movimento. O principal deles foi a restrição no número de passageiros e viagens feitas no formato de excursão. Antes do fechamento em prevenção à covid-19, o local chegava a receber 20 ônibus em um final de semana, contabilizando até 5 mil visitantes. Agora, o público de final de semana chega, no máximo, a duas mil pessoas.

— Os ônibus que vinham com 40 pessoas, agora vêm com 10 ou 12 passageiros. Acredito que esse problema perdurará por mais uns dois meses e, assim que o turismo começar a fluir, teremos uma rápida retomada — projeta o síndico do Centro de Compras, Juliano Settin.

De acordo com ele, uma das soluções para continuar atendendo os varejistas — público majoritariamente advindo das excursões — tem sido o envio de encomendas por meio dos guias de turismo. 

— Percebemos nitidamente que as vendas acontecem muito por meio de ferramentas como o WhatsApp, Facebook e Instagram. Estamos tentando implantar um sistema de e-commerce ainda sem previsão, mas acredito que, se já estivéssemos com isso em mãos agora, teria minimizado muito o impacto — afirma Settin.

Com a baixa, o faturamento caiu até 70% e três das 110 lojas fecharam suas portas. A administração afirma que já existem marcas interessadas nas salas, que costumam ser disputadas.

FARROUPILHA, RS, BRASIL, 25/05/2020. Centro de Compras de Farroupilha registra queda no público, composto por consumidores finais e varejistas. Medidas como a esterilização das roupas com vapor foram adotadas para que os clientes possam continuar provando antes de comprar. De Novo Hamburgo, Sônia de Barros Vieira, 42, Valmir Ferrari, 43, e a filha do casal, Rafaela Vieira Ferrari, 8, aproveitaram a folga no restaurante onde trabalham para passear e fazer compras no shopping de Farroupilha. (Porthus Junior/Agência RBS)<!-- NICAID(14507646) -->
Sônia, Valmir e Rafaela vieram de Novo HamburgoFoto: Porthus Junior / Agencia RBS

PROVA DE ROUPAS

Para garantir vendas ao público agora reduzido, as lojas têm adotado ações como a permissão para que os clientes provem as roupas, confirma Settin. Conforme portaria estadual, a prática não é autorizada ao comércio no momento. Segundo o síndico, decreto municipal não define normativas em relação à prova de roupas nas lojas, que ocorrem no Centro de Compras por conta de uma higienização.

— Muitas pessoas não querem provar, mas quem vem de longe ainda prefere garantir que levará o tamanho certo, então encontramos esta alternativa — afirma Letícia Agazzi, 20, vendedora de uma das lojas que adotaram o procedimento.

Medidas deixam clientes seguros

A medição de temperatura na entrada e a instalação de um tapete que higieniza a sola dos calçados são medidas que passam a sensação de segurança para os clientes de diversas cidades.

De Novo Hamburgo, Sônia de Barros Vieira, 42, Valmir Ferrari, 43, e a filha do casal, Rafaela, oito, aproveitaram em família o dia de folga para visitar a Serra Gaúcha. O principal motivo: as compras de inverno.

— Ficamos em casa por quase um mês e agora, com todos os cuidados, achamos que está seguro. Espero que até agosto tudo volte ao normal — afirma Sônia, que trabalha com o marido em um restaurante da Região Metropolitana de Porto Alegre.

Da mesma forma, as amigas Vera Lúcia Valiati, 32, e Clarinei Borges, 39, que são colegas de trabalho em uma indústria de Caxias do Sul, foram às compras durante o feriadão de Nossa Senhora de Caravaggio – período que costumava lotar os corredores do Centro de Compras.

— É a primeira vez que saímos, mas estamos bem tranquilas, tomando todos os cuidados, até porque estamos trabalhando de forma presencial também — relata Vera.

Plataforma de e-commerce com 68 lojas

Enquanto lojas de eletrônicos e artigos para home office apresentam uma movimentação que se destaca em meio a lojas praticamente vazias, as praças de alimentação são as mais impactadas pelo novo comportamento objetivo do consumidor. Além disso, embora seja reforçada a ideia de segurança sanitária, os shoppings ainda mantêm uma postura tímida em relação às campanhas de marketing que incentivem o retorno dos clientes aos estabelecimentos.

— Estamos remando contra a maré, porque, enquanto as campanhas incentivam as pessoas a permanecer em casa, nós não podemos parar e, por isso, estamos buscando alternativas para que as vendas continuem ocorrendo — afirma Jones da Silva, administrador do Shopping Bento, no centro de Bento Gonçalves.

Segundo ele, a reabertura no dia 17 de abril — após 29 dias de fechamento em virtude da pandemia — se deu com apenas 60% do movimento que era registrado anteriormente. Os bares e restaurantes da praça de alimentação chegam a registrar uma queda de 70% no faturamento, mesmo que ainda mantenham a clientela composta pelos próprios lojistas do shopping e do comércio de rua mais próximo. Com a redução significativa, o proprietário do Center Beer Petiscos, Marcelo Floriano Lopes, 33, chegou a demitir três funcionários, mantendo uma equipe de quatro pessoas.

— Infelizmente, as pessoas estão com medo de sair de casa. Além disso, nosso forte era à noite, com o pessoal que vinha para o cinema que agora está fechado também. Estamos tentando reverter isso com um cardápio novo de telentrega, para mantermos os clientes que já tínhamos e, ao mesmo tempo, conquistarmos outros — afirma Lopes.

A solução, que ele já começou a implantar com uso do WhatsApp, deverá ser aperfeiçoada com apoio da administração do shopping, que está viabilizando a possibilidade do e-commerce em uma plataforma virtual que busca reunir as 68 lojas e quiosques.

— Para que o cliente se sinta mais seguro, é uma tendência neste momento pensarmos em e-commerce. Será uma oportunidade de as lojas experimentarem este formato, que amplia a possibilidade de vendas. Ainda assim, ele deverá se manter como segunda opção, porque a gente acredita que a loja física é muito importante. Os clientes ainda querem ver, provar, saber qual o produto que estão comprando — afirma o administrador do Shopping Bento.

 BENTO GONÇALVES, RS, BRASIL, 27/05/2020 - Reportagem apura como os Shoppings centers de Bento estão se prevenindo da covid 19. NA FOTO: shopping Lamérica. (Marcelo Casagrande/Agência RBS)<!-- NICAID(14509320) -->
Praças de alimentação são mais impactadas, com queda de 70% no faturamentoFoto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

ASSOCIAÇÃO SUGERE PROTOCOLO

A Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), que abrange 577 shoppings de todo o país, ainda não possui projeções para o ano, uma vez que a maioria dos estabelecimentos permanece fechada. A Abrasce criou um protocolo com mais de 20 medidas:

> Controle de tráfego de pessoas, limitando em 50% o número de vagas dos estacionamentos.
> Uso obrigatório de máscaras para clientes, lojistas e funcionários.
> Testagem de todos os funcionários e lojistas.
> Fechamento de cinemas, teatros e áreas kids.
> Horário de funcionamento reduzido.
> Bactericidas aplicados em tapetes de entradas e saídas.
> Entradas reduzidas e utilização de portas específicas para entrada e saída, inibindo aglomeração.
> Aferição de temperatura dos clientes através de termômetros manuais.
> Higienização do shopping a cada três horas, especialmente áreas de contato: maçanetas, corrimãos, etc.
> Serviço especiais para grupos de risco, com formas alternativas de atendimento, como drive thru.
> Distanciamento social obrigatório: limitação das praças de alimentação e restaurantes em 50%.
> Controle de acesso aos elevadores, com limitação de passageiros.
> Indicação de distanciamento em escadas rolantes (uma pessoa a cada três degraus).
> Remoção de áreas como lounges.
> Disponibilização de álcool gel a todos os clientes, lojistas e funcionários.
> Controle de acesso a sanitários e higienização a cada três horas.
> Manutenção e trocas regulares dos filtros de ar condicionado.
> Não operação dos serviços de vallet e restrição de operação dos serviços como fraldário e empréstimo de carrinhos.
> Suspensão de eventos, ações infantis e entretenimento.
> Campanha junto aos lojistas para reforçar os pagamentos por aplicativos.
> Campanhas de conscientização para população sobre a prevenção à covid-19.

NA PANDEMIA

IGUATEMI CAXIAS
> Reaberto desde 20 de abril, o movimento presencial é 45% menor em relação ao fluxo anterior à pandemia.
> Com horário reduzido, o shopping funciona diariamente, do meio-dia às 20h. Todas as 177 lojas estão abertas. Cinema e espaços de recreação permanecem fechados.
> Clientes e funcionários devem usar máscaras. Todos têm a temperatura corporal medida na entrada do estabelecimento. Uma sanitização completa no interior do shopping é realizada a cada três dias.
> Modelo drive thru. As encomendas são realizadas diretamente com as 42 lojas participantes e a retirada é feita pelo cliente em um ponto acessado pelo estacionamento. 

Saiba mais: iguatemicaxias.com.br

PRATAVIERA
>
Reaberto desde o dia 22 de abril, o Prataviera funciona de segunda a sábado, das 10h às 19h.
> A taxa de ocupação atual é de 88%, com 35 operações locadas.
> Neste primeiro mês após a reabertura, o shopping registrou queda de 40% de frequentadores diários.
> Na entrada, existe um controle de número de visitantes, que devem estar usando máscara.
> O shopping conta serviços delivery, take away e drive-thru. No caso do último, a escolha do produto é feita previamente via Whats e a retirada ocorre pelo estacionamento, com entrada pela Rua Sinimbu. 

Saiba mais: prataviera.com 

BOURBON SAN PELLEGRINO
> O shopping está funcionando. De acordo com o site, o atendimento ocorre de segunda a sábado, das 10h às 22h; aos domingos e feriados, o atendimento é das 14h às 20h. A praça de alimentação funciona de segunda a domingo, das 10h às 22h, e o supermercado, de segunda a sábado, das 8h às 22h, e das 9h às 22h nos domingos e feriados.
> Não há informação a respeito do fluxo de movimento ou de faturamento após a reabertura, uma vez que a administração não quis conceder entrevista à reportagem.
> O sistema drive thru também foi adotado, das 10h às 20h. Os clientes devem entrar em contato com as lojas participantes por telefone. A retirada deve ser feita de carro, com uso de máscara, em um ponto indicado dentro do estacionamento do shopping.

CENTRO DE COMPRAS FARROUPILHA
>
Todas as lojas estão abertas, com funcionamento das 8h30min às 18h30min, de segunda-feira a sábado. Aos domingos e feriados, das 10h às 18h.
> Além de medir a temperatura dos visitantes na entrada, o Centro de Compras instalou um tapete com produtos para desinfecção dos calçados. Lojas estão permitindo a prova de roupas, que são higienizadas com uso de vapor.
> Fechado no dia 19 de março, o Centro de Compras retomou as atividades no dia 9 de abril. O fluxo menor de clientes reduziu em até 70% o faturamento médio das mais de 100 lojas.
> As vendas também ocorrem pelas redes sociais das lojas e, para os varejistas de fora do Estado, a encomenda por guias de turismo é uma alternativa.

Saiba mais: centrodecomprasfarroupilha.com.br

SHOPPING BENTO
> Exceto pelo cinema e espaços de recreação, todas as demais 68 lojas e quiosques estão abertas, com funcionamento diário das 10h às 21h.
> A temperatura de clientes e funcionários é medida na entrada, sendo obrigatório o uso de máscaras.
> Após 29 dias fechado, o shopping reabriu no dia 17 de abril, atingindo 60% do volume de frequentadores diários em relação a antes da pandemia.
> Algumas lojas estão vendendo pelas redes sociais e, dentro de 20 dias, o shopping pretende disponibilizar uma plataforma de e-commerce.

Saiba mais: shoppingbento.com.br

L’AMÉRICA SHOPPING
> Todas as 54 operações, incluindo academia, banca de jornal, supermercado, farmácia, lojas e quiosques, estão em funcionamento.
> Horário das lojas é das 11h às 19h; da praça de alimentação, é das 10h às 22h; e do supermercado, das 9h às 19h30min.
> O L’América aplica  medidas de higienização, bem como aferição de temperatura de todos os lojistas, funcionários, e de alguns clientes, conforme horários de acesso.
> O shopping fechou as portas em 20 de março, retornando no dia 16 de abril com fluxo de apenas 20%, que recentemente cresceu para 30%.

Saiba mais: lamericashopping.com.br

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