Reinvenção na pandemia: Histórias de quem mudou o foco para seguir no mercado e enfrentar a crise - Economia - Pioneiro

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+Serra11/05/2020 | 07h28Atualizada em 12/05/2020 | 09h07

Reinvenção na pandemia: Histórias de quem mudou o foco para seguir no mercado e enfrentar a crise

Profissionais precisaram inovar e criar estratégias para se reerguer

Reinvenção na pandemia: Histórias de quem mudou o foco para seguir no mercado e enfrentar a crise Porthus Junior/Agencia RBS
Com eventos remarcados, Daniela teve ideia de entregar drinks em casa Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

"Gosto de trabalhar sob pressão. É assim que me defino. Acredito que aprendemos na dor e no amor. Eu sempre criei oportunidades e elas vêm das minhas ideias. Me reinventei na hora do desespero. Vi uma chance de gerar renda, horas de trabalho e ajudar o próximo também." O relato da empresária de Caxias do Sul Daniela Ballardin Miotto, 47 anos, se encaixa nesta edição de retorno do caderno +Serra, sob o foco de "Reinvenção na pandemia". A ideia é mostrar histórias de pessoas que viram na crise uma oportunidade. Profissionais que perderam o emprego, que precisaram mudar o foco de seus negócios, inovar no mercado ou criaram estratégias para se reerguer. São histórias de superação, criatividade e força de vontade para ir à luta em um momento sem precedentes vividos por todos. Histórias que inspiram pela capacidade de transformar momentos obscuros, tristeza e medo em ações positivas, para recomeçar em meio ao caos. 

Acostumada a driblar crises financeiras, Daniela — que, ao lado do marido, detém franquias da Croasonho no Centro e no Bourbon San Pellegrino e também é professora de Química — não cruzou os braços durante o isolamento social. Idealizadora do CeleBar, um bar itinerante de drinks que é contratado para aniversários, formaturas, festas e casamentos, ela teve a ideia de entregar as bebidas em casa, uma vez que os eventos foram remarcados. Daniela conta que, no começo, estava tranquila com a possibilidade de retomar a agenda no segundo semestre, mas, quando as formaturas começaram a ser reagendadas, bateu o desespero:

— A agenda estava cheia para o segundo semestre, mas então as formaturas começaram a ser reagendadas. Aí me deu um desespero, e foi nesse momento que pensei: preciso me reinventar e realizar um desejo antigo, entregar os drinks em casa.  Eu disse para o meu marido: "É hoje que eu vou sair, fazer as compras e começar a colocar as coisas para funcionar." Em quatro dias eu organizei tudo, imaginei os drinks, criei os menus, coloquei as embalagens, fiz contatos, mandei listas de transmissão, chamei uma funcionária para me ajudar e contatei o motoboy.

O primeiro passo foi divulgar a novidade nas redes sociais. "Estávamos com tanta saudade de 'celebrar' que nos reinventamos e queremos ir até a sua casa, oferecendo uma nova experiência etílica", diz o anúncio.

As primeiras entregas foram feitas no dia 18 de abril, com a saída de seis drinks. Uma semana depois, no dia 25, foram 21 entregas. Os drinks são produzidos no apartamento da família. Nesse novo formato, é encaminhado um kit com ingredientes necessários para que a pessoa finalize os drinks no conforto de casa. Os kits servem dois drinks que, após abertos, podem ser conservados na geladeira, observando a data de validade da etiqueta de cada produto. A entrega é por conta da casa, e se o cliente preferir, pode ir retirar o kit na casa da empresária.

— A aceitação está boa, e é tudo do nosso jeito. Eu sou detalhista e bem artesanal.  Eu gosto de escrever à mão e gosto de coisinhas fofinhas. Estamos utilizando pedaços de papel e não fiz rótulos elaborados para decorar as entregas. Uso o que tenho em casa. Queria usar caixas de papelão, mas acho perigoso com a pandemia. Estamos com uma decoração linda e rústica, feita com cordão, novelo de lã, e os drinks são gostosos e diferentes. É uma experiência única e, como tudo o que faço, com muito amor.

A empresária acredita que a novidade fortalecerá a marca:

— O CeleBar fez um ano em fevereiro. E mesmo interrompendo a caminhada dele com essa pandemia, a marca vai ficar mais forte, porque agora estamos "entrando" na casa das pessoas,  para dar a elas essa experiência. A marca irá se fortalecer agora que estamos ainda mais perto das pessoas. Faço tudo com "autoamor" e contrato pessoas que trabalham assim, com amor. Então, vendemos muito bem, não só o nosso drink, mas quem nós somos, o  jeitinho que atendemos, e a nossa energia — aposta ela.

Inspiração para empreender

Essa capacidade de se reinventar foi, inclusive, a inspiração para criar o novo empreendimento, um ano antes da epidemia:

– O CeleBar, que é um trocadilho de celebração com bar, porque eu adoro drinks, nasceu de uma vontade anterior de me reinventar, porque eu estou sempre a mil. Sou a Dani multifuncional. 

Ela conta que, em 2018, a família enfrentava uma crise financeira e, no dia 26 de dezembro daquele ano, teve a ideia de criar um bar itinerante. Daniela ligou para uma amiga que é cerimonialista e contou que pensou em colocar um bar de drinks em eventos. E começou a se organizar para aprender sobre as bebidas:

— Eu estava lavando meu terraço, e eu sempre digo para Deus: "Me manda uma luz." Foi quando surgiu a ideia.  Dias depois, fiz um curso de um final de semana em São Paulo. Eu gosto muito de beber drinks, mas eu não sabia nada da arte da coquetelaria. No começo, levava o bar em eventos com amigos, e então surgiu uma formatura.  Foi um sucesso, veio a Feira de Noivas, o primeiro casamento e, na metade do ano, o crescimento foi bombástico. Vamos retomar essa trajetória.

"Temos que achar uma saída"

Daniela acredita que, na vida, se aprende de duas maneiras, no amor e na dor:

— O amor é maravilhoso e nos ensina muita coisa, e a dor é a hora que temos que mostrar por que a gente veio para esse universo. Crises financeiras são sempre situações muito difíceis. Tem muitos relacionamentos que terminam e muitas empresas vão falindo e muita coisa ruim vai acontecendo. É preciso achar uma felicidade para poder retomar as coisas. Eu acho que temos que deixar fluir os desejos que sentimos um dia, a vontade de ajudar as pessoas, o voluntariado, e transformar as coisas mais difíceis em boas oportunidades. Tudo depende do olhar que temos sobre as coisas, de como a gente vê, porque é como a vida nos retorna as coisas. Não dá para achar que tudo está péssimo.

Emocionada, ela frisa que agarra as oportunidade para se reinventar:

— Em meio ao caos, nos momentos difíceis, eu não posso corroborar com todas as tristezas, é preciso dar a volta e fazer o melhor. Eu agarro as oportunidades e acredito que temos que achar uma saída. Enquanto alguns reclamam do vento, outros ajustam as velas. Eu nunca reclamei – sugere ela.

Agora para o Dia das Mães, Daniela e uma amiga, Liliane Trentin, da LT Gastro, exercitaram mais uma vez a criatividade e lançaram duas opções de presente para as famílias brindarem a data.

COMO FAZER SEU PEDIDO

Contato pelo telefone (54) 99610-3307 ou acessar o iFood. As formas de pagamento são em dinheiro ou cartões de débito e crédito.

 CAXIAS DO SUL, RS, BRASIL, 30/04/2020. Me reinventei na hora do desespero. O relato da empresária de Caxias do Sul, Daniela Ballardin Miotto, 47 anos, é o primeiro da série de reportagens especiais do Jornal Pioneiro: Me Reinventei na epidemia. A ideia é contar histórias de pessoas que viram na crise uma oportunidade. Daniela faz drinks para telentrega. (Porthus Junior/Agência RBS)<!-- NICAID(14489899) -->
Ideia exigiu curso de drinks em SPFoto: Porthus Junior / Agencia RBS

Capacidade criativa ajuda a driblar o momento

Em tempos de pandemia e o consequente isolamento social, com restrições de serviços e impacto econômico com queda na produção e na geração de renda, é preciso buscar uma alternativa para superar a crise financeira instalada pelo vírus. No atual cenário, a saída pode estar em um conjunto de negócios que, conforme projeção do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES),deve crescer para 4,16% em 2021: a economia criativa.

— Faz parte da economia criativa toda empresa que tem como insumo principal o capital humano, ou seja, que usa a criatividade como diferencial produtivo e competitivo. Há relatos de que surgiu na Austrália, inicialmente para as artes, quando eles tinham dificuldade em formalizar os artistas, e então criaram o termo para formalizá-los. Depois, a Inglaterra se "apropriou" do termo e entendeu que vários outros setores trabalhavam como o mesmo insumo e listou novos setores para compor o segmento — explica a coordenadora do Grupo de Economia Criativa da Microempa, Luana Belarmino.

De acordo com dados de levantamento de 2006 a 2017, 4,1% da força de trabalho no Rio Grande do Sul são setores vinculados à cultura, criatividade, conhecimento e inovação ligados, portanto, à economia criativa. Esse segmento gera mais empregos que muitos tradicionais da economia gaúcha, pois são mais de 130 mil vagas formais. Dessas, 48 mil são microempreendedores individuais que atuam em áreas como publicidade, artes visuais, ensino da cultura, design e moda, entre outras atividades. Os dados são do Departamento de Economia e Estatística da Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão do Estado (Seplag-RS).

A economia criativa tem ganho espaço no mundo todo como uma oportunidade de independência financeira. Agora, torna-se uma chance de expandir horizontes e, quando a pandemia passar, apresentar inovações no mercado, seja no próprio negócio ou em um segmento totalmente diferente. Não há dados específicos de Caxias, mas quando começaram os casos na cidade, foi realizada uma pesquisa para entender como as notícias sobre a epidemia de covid-19 impactavam nos segmentos que dependem da criatividade para trabalhar:

— Fizemos a pesquisa e extraímos uma amostra de 15 dias para verificar como as pessoas estavam se sentindo com o que ocorria no mundo. Tem curvas onde identificamos que, conforme surgiam as notícias, as pessoas ficavam mais tristes e menos criativas. E, se fossem positivas, mudava o comportamento, já que se sentiam mais felizes e criativas. Percebemos que era o momento de pesquisar como seria esse período em relação à criatividade. A curva dos sentimentos mostrava como estavam se sentindo, nível de criatividade e como trabalhavam. Estamos cruzando os dados da curva geral dos sentimentos com a curva dos acontecimentos. O levantamento será concluído na próxima semana — diz ela.

Assim, como empresas que trabalham neste segmento estão com o caixa zerado, outras, como na área de publicidade, têm mantido o faturamento:

— Dentro do segmento, estamos com pontos opostos: áreas sem movimentação financeira, como a de cultura, e outras aquecidas, como a publicidade, porque as empresas querem estar na internet, gerar posicionamento, e cria esse contraste dentro da economia criativa.

Contudo, Luana ressalta que a economia criativa é uma maneira de driblar a crise financeira durante a epidemia

— Eu acredito que estamos vivendo um momento único e desafiador, em que temos observado movimentos de criação de produtos e serviços, com criatividade em todos os setores, do mais pequeno ao mais grande. Com certeza, ela é uma alternativa para esse momento de crise, porque o suprassumo dela somos nós, seres humanos, e a nossa capacidade criativa é o nosso principal diferencial competitivo. Nós estamos sentindo na pele as dores da pandemia, e isso proporciona a criação de soluções para amenizar as dores que muitos outros setores podem não ter acesso neste momento, embora possam estar interagindo de alguma forma.

Luana finaliza:

— A principal dica é entender que dor eu estou curando, como o meu produto ou serviço pode contribuir com o que o mundo vive neste momento. É preciso testar rápido, trabalhar com o mínimo viável, temos que pensar no mínimo que posso fazer para o máximo de impacto porque não há tempo de planos de negócios no novo cenário. Nossa capacidade de criação e inovação é o que vai nos salvar. A criatividade vai salvar o mundo porque há empresas que só podem contar com ela neste momento. É preciso adaptar ou se reinventar para atender às demandas de mercado e sobreviver.

Foto:

De escola de beleza para entrega de esfihas

"É preciso sair da zona de conforto, se desafiando, se reinventando", afirma a empresária Viviane Avila Barbosa, 45. Proprietária da escola especializada Santa Beleza, ela trabalha ao lado do marido Marcos Abib, 49, e do filho Gabriel, 21, no negócio que abriu há quatro anos e meio. O empreendimento promove cursos de formação voltados a cabeleireiras, manicures, barbeiros e especializações técnicas. Mas com a epidemia de covid-19, a escola, que tem dois funcionários e mais 15 professores, suspendeu as atividades em 17 de março. Para vencer a crise, a família começou a produzir e entregar esfihas, que é uma pequena torta assada originária do Líbano e da Síria, e popular entre os caxienses. A filha dela, Manu, seis anos, está presente junto e leva seu apoio. 

— Desde que fechamos a empresa (suspensão das atividades da Santa Beleza), não tem mais faturamento, porque nem os alunos que têm boletos pagaram as parcelas. Estávamos com nove cursos em andamento, mas vivemos um momento surreal, nunca imaginei que minha empresa iria parar as atividades, porque, mesmo em meio às adversidades, há demanda. As pessoas procuram cursos técnicos o tempo todo, tanto que a Santa Beleza surgiu em um momento de crise, porque há essa busca por especialização, por renda extra e uma nova colocação no mercado. Então veio uma epidemia e com ela a necessidade de me reinventar. Senti a urgência de sobreviver, de pagar as contas básicas e de manter minha família e honrar o pagamento dos meus funcionários. No momento do desespero, eu pensei: como posso usar minhas habilidades para me reinventar nessa epidemia? — conta Viviane. 

 CAXIAS DO SUL, RS, BRASIL, 08/05/2020 - É preciso sair da zona de conforto, se desafiando, se reinventando, afirma a empresária Viviane Avila Barbosa, 45. Proprietária da escola especializada Santa Beleza, ela trabalha ao lado do marido Marcos Abib, 49, e do filho Gabriel, 21, no negócio que abriu há quatro anos e meio. O empreendimento promove cursos de formação voltados a cabeleireiras, manicures, barbeiros e especializações técnicas. Mas, com a epidemia de covid-19, a escola, que tem dois funcionários e mais 15 professores, suspendeu as atividades em 17 de março. Para vencer a crise, a família começou a produzir e entregar esfihas, que é uma pequena torta assada originária do Líbano e da Síria, e popular entre os caxienses. A filha dela, Manu, seis anos, também ajuda nas vendas. (Marcelo Casagrande/Agência RBS)<!-- NICAID(14496038) -->
Viviane teve a ideia: pessoas querem comer bem e tranquilas em casa. Então, tarefas foram distribuídasFoto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

A ideia surgiu durante um jantar em família. 

— Na primeira semana, ficou a expectativa de retornar (as atividades da escola) em 15 dias. Como não sabíamos como lidar com a situação, não saíamos de casa e comecei a procurar serviços, até de mercados que tivessem telentrega. Tinha pouca opção, e gostamos de cozinhar. Como meu marido é descendente de libanês, fizemos esfihas. No jantar, eu  pensei: que delícia! E na hora comentei com minha família: "É isso que as pessoas querem, comer bem e tranquilas em casa." E surgiu a ideia. Meu filho trabalha com marketing e fez um fôlder, fiz uma postagem nas redes sociais sobre essa nova realidade, e a necessidade de nos reinventarmos, e começamos a vender para os amigos, vizinhos, e a receber pedidos. Em três semanas, já entregamos mais de mil esfihas. Recebo ligações até de quem diz "eu não como, mas vou comprar para outras pessoas para te ajudar'. Foi uma corrente do bem.

Ela completa: 

— É possível e é preciso se reinventar. Vamos manter a venda, quando a escola voltar às atividades, na sede da Santa Beleza. Criamos um novo negócio dentro do nosso. Não tem como parar, porque a aceitação foi excelente. Fica uma lição: quando criamos a Santa, vimos uma oportunidade, porque as pessoas estavam em busca de um novo trabalho. Hoje aconteceu conosco, porque não somos, estamos proprietários, e é preciso sempre explorar novas oportunidades e saber que tu és capaz de seguir um novo caminho, tem que se permitir ousar. É fácil? Não é, mas tem que tirar o foco do problema e focar na solução. 

COMO FAZER SEU PEDIDO

Contato pelo telefone (54) 98165-3030. São cinco sabores salgados e dois doces. A família também criou a esfiha baguete, que é o jantar árabe. Na telentrega, vão as pastas de grão de bico, berinjela e húmus. 

Curso online para trabalhar nas redes sociais

Formada em Economia, a administradora Marina Morillos, 31, percebeu na epidemia uma nova oportunidade: tornar-se empreendedora digital. Ela criou um curso online para ensinar as pessoas a trabalhar nas redes sociais e profissionalizar os perfis de seus negócios. 

— Administro uma empresa de produtos químicos e fomos fortemente afetados pela pandemia porque a maioria dos nossos clientes parou as atividades. Acredito que, mesmo quando todos voltarem ao trabalho, muitas empresas vão ter que mudar os seus modelos de negócios, e se adaptar ao fato de que os negócios vão acontecer ainda mais no meio online. Já estou adaptando a minha empresa para essa nova realidade, mas percebo que muitos empresários e empreendedores ainda não sabem como atuar pela internet. Decidi ajudar as pessoas a se posicionarem no meio online, profissionalmente e de forma eficaz para alcançar mais pessoas, clientes e vendas. Se não estiver na internet e se posicionar, principalmente nas rede sociais, e saber chegar ao público, muitas empresas não vão mais existir. Eu creio que muitas empresas vão seguir só na internet, e o home office fará parte de nossa realidade — ressalta Marina. 

Ela complementa:

— Vi uma oportunidade de me reinventar na epidemia porque é hora de repensar o negócio, criar novas estratégias, buscar conhecimento e parceiros se necessário para viver esse novo momento. 

 CAXIAS DO SUL, RS, BRASIL, 08/05/2020.  Me reinventei na hora do desespero - A administradora Marina Morillos criou um curso online sobre como se posicionar nas redes durante a epidemia. (Porthus Junior/Agência RBS)<!-- NICAID(14495788) -->
Marina criou curso para adaptação de empresas à realidade onlineFoto: Porthus Junior / Agencia RBS

PARA PARTICIPAR

O workshop tem duração de sete dias, no valor de R$ 67. Informações pelo telefone (48) 98827-5993 ou email marinamorillos@gmail.com.br.

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