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Impacto07/04/2020 | 11h37Atualizada em 07/04/2020 | 15h18

Pesquisa aponta que mais de 50% dos caxienses não pretendem fazer compras de Páscoa

Levantamento também indica redução de R$ 19 no tíquete médio para quem irá comprar produtos alusivos à data

Pesquisa aponta que mais de 50% dos caxienses não pretendem fazer compras de Páscoa Marcelo Casagrande/Agencia RBS
O principal motivo para a redução da intenção de compra, segundo apurou a pesquisa, é o contexto gerado pelo coronavírus Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

Pesquisa da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) aponta que 53% dos consumidores caxienses não pretendem fazer compras de Páscoa neste ano. O levantamento foi realizado entre 19 e 25 de março e ouviu 402 pessoas.

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O principal motivo para a redução da intenção de compra, segundo apurou a pesquisa, é o contexto gerado pelo coronavírus: 95% dos entrevistados afirmaram que a situação afeta "muito" ou "um pouco" o consumo no período.

O coordenador de Tecnologia, Informação e Inovação da CDL Caxias, Cleber Figueredo, acredita que a própria insegurança causada pela situação de isolamento e também com o futuro econômico influenciam no comportamento mais hesitante do consumidor.

Figueredo estima que as vendas deste ano devem reduzir em cerca de 30% na comparação com 2019.

— São dois indicadores que mostram que a Páscoa tende a ser menor do que o ano passado, o do número de pessoas declarando que decidiram não fazer compras esse ano, e o segundo fator é o tíquete médio, que caiu para R$ 130, redução de 18% em comparação a 2019 — afirma.

Ainda de acordo com a pesquisa, 42% dos entrevistados afirmaram que pretendem, sim, comprar na Páscoa e 3% declararam ter realizado as compras semanas antes da data.

O levantamento também indica redução nos valores que os caxienses que vão comprar pretendem investir. O tíquete médio por pessoa deve ser de R$ 130, R$ 29 a menos do que o gasto estimado em 2019, de R$ 159. A média por presente também caiu, de R$ 53 em 2019 para R$ 32,50 neste ano.

— Está também presente a questão da insegurança, muitos entrevistados disseram ter medo do coronavírus e 6% disseram não saber o que esperar do futuro. Também não vão ocorrer os tradicionais encontros familiares, almoços de família, o que de certa forma estimulava uma compra maior para presentes de outros parentes — complementa Figueredo.

Apesar da projeção negativa, a CDL espera que os impactos projetados na pesquisa não se confirmem totalmente em razão da liberação anunciada pela prefeitura de Caxias para abertura de lojas que comercializam chocolates no período. A flexibilização temporária foi confirmada na tarde de segunda-feira (6) pelo poder público.

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