Sindicato dos Metalúrgicos defende paralisação total das atividades - Economia - Pioneiro

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Coronavíruis19/03/2020 | 14h31Atualizada em 20/03/2020 | 14h55

Sindicato dos Metalúrgicos defende paralisação total das atividades

Marcopolo e Randon definiram por férias coletivas a partir de segunda-feira, dia 23.

Sindicato dos Metalúrgicos defende paralisação total das atividades Uliane da Rosa/Sindicato dos Metalúrgicos,Divulgação
"Nossa preocupação é a saúde, a renda e o emprego dos trabalhadoras e trabalhadores metalúrgicos", diz Assis Melo Foto: Uliane da Rosa / Sindicato dos Metalúrgicos,Divulgação

Foi criado o Comitê de Crise para pensar nas melhores alternativas para esse momento de prevenção ao coronavírus, formado pelo Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul (Simecs), Sindicato dos Metalúrgicos e Secretaria do Trabalho do Ministério da Economia, todas entidades de Caxias do Sul.

A única ressalva da reunião, foi o fato de o Sindicato dos Metalúrgicos não ter conseguido aprovar a necessidade de paralisação das empresas de forma emergencial e imediata, seguindo os protocolos da Organização Mundial da Saúde. Em nota enviada pela assessoria da entidade, o sindicato vai continuar a insistir nessa tese. 

"Uma das grandes empresas de Caxias, o grupo Randon, segue negando essa possibilidade; já a outra grande, a Marcopolo, avançou e determinou férias coletivas para seus funcionários. Outras empresas também deram férias coletivas, num gesto importante para a preservação da vida, que é o mais importante agora", diz a nota.

Após a veiculação da notícia de que o Sindicato dos Metalúrgicos ainda cobrava uma posição da Randon, a assessoria de imprensa da Randon emitiu uma nota confirmando a data das férias coletivas para segunda-feira, dia 23. 

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De uma forma geral, Assis Melo, que é o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, avalia como positivas as ações propostas pelo comitê. 

- Creio que, unindo esforços, e com a presença da Secretaria Regional do Trabalho, conseguimos chegar num acordo positivo e importante para este momento, mas temos que avançar mais, nossa prioridade é a vida -  argumenta Melo. 

No entanto, insiste que todas as empresas da cidade tomem a mesma posição, ou seja, optem pela paralisação imediata de todas as atividades. 

- Nossa preocupação é a saúde, a renda e o emprego dos trabalhadoras e trabalhadores metalúrgicos. Esses foram os princípios básicos para debatermos as questões para construção de um documento com medidas a serem adotadas. Entendemos a preocupação das empresas, que precisam de medidas para não quebrarem, principalmente as pequenas. Por isso, estudamos formas para que as empresas possam parar e compensar as horas posteriormente, sem prejuízo para o trabalhador - declara Melo.

A seguir, confira outro trecho da nota, em que o Sindicato dos Metalúrgicos reforça pontos importantes, a seu ver, do acordo firmado pelo Comitê de Crise:
As seguintes medidas foram adotadas:
1- Afastamento imediato dos trabalhadores do grupo de risco, gestantes e pais.
2- Viagens nacionais e internacionais devem ser canceladas.
3- Quem chegar de viagem deve ficar em total isolamento.
Para quem é possível realizar teletrabalho, esse sistema deve ser feito imediatamente. Para os trabalhadores operacionais, as seguintes medidas podem ser adotadas: férias coletivas, férias individuais (período mínimo de 10 dias) e compensação extraordinária de horas sem prejuízo ao salário do trabalhador e
flexibilização de 10 dias mensais, onde o trabalhador recebe todos os dias trabalhados e mais 50% dos não trabalhados.
A compensação extraordinária de horas será de pagamento hora por hora. Se o trabalhador dever 220 horas (máxima possível), deverá pagar as 220 horas. Será possível pagar em três sábados mensais, com folga garantida no sábado seguinte ao pagamento, e até duas horas diárias, conforme a Lei. O período para pagamento é de 18 meses.

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