Safra da maçã deverá ser maior nos Campos de Cima da Serra em 2020, mas com frutas menores - Economia - Pioneiro

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Agricultura22/01/2020 | 12h16Atualizada em 22/01/2020 | 12h22

Safra da maçã deverá ser maior nos Campos de Cima da Serra em 2020, mas com frutas menores

Expectativa da Agapomi é chegar a 500 mil toneladas no RS neste ano

Safra da maçã deverá ser maior nos Campos de Cima da Serra em 2020, mas com frutas menores Diego Mandarino/Agência RBS
Variedade Gala corresponde a cerca de 70% da produção no Rio Grande do Sul Foto: Diego Mandarino / Agência RBS

A safra da maçã no Rio Grande do Sul deverá alcançar 500 mil toneladas em 2020, um aumento de cerca de 3% em relação ao ano anterior. A estimativa é do presidente da Associação Gaúcha de Produtores de Maçã e Pêra (Agapomi), José Sozo. De acordo com ele, no entanto, os frutos estão menores que a média por influência do clima, que teve inverno irregular e grande quantidade de chuvas no desenvolvimento das lavouras, especialmente na primavera.

— Com a umidade, não casou o período de florada das variedades gala e fuji para polinização, por exemplo. É um fator que afeta a produtividade — explica.

A produção, mesmo assim, está maior que a da última safra, que fechou em 485 mil toneladas, quando as plantas "descansaram" em relação à safra de 2018, ano que teve grande produção da variedade gala. A estiagem deste ano no Estado não afetou de forma significativa a maior parte da produção que, segundo Sozo, não sofreu tanto com a falta de chuva na área de Vacaria, Bom Jesus e São José dos Ausentes, onde a produção de maçãs está mais concentrada, ao contrário das áreas a oeste de Vacaria, mais voltadas à plantação de grãos.

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Como há frutos pequenos nesta safra, o preço para os produtores pode ficar menor que o normal. Por isso, uma parte da produção, de alguns frutos menores, com pouco valor de mercado para o consumo in natura, será destinada à indústria para produção de sucos, sidras e vinagres, podendo resultar num volume de frutas nas gôndolas dos supermercados semelhante ao do ano passado, mesmo com um volume total de produção maior. Por isso, será importante que os produtores trabalhem bem a classificação das frutas que atingirem maior calibre, de modo a serem selecionadas para comercialização nos mercados. Sozo garante que as frutas terão a qualidade esperada em termos de sabor.

A safra ainda não começou em grande volume nos Campos de Cima da Serra, responsável pela maior parte da produção do Rio Grande do Sul. A projeção é que o auge ocorra entre a metade e o fim de fevereiro, durante a colheita da gala, que chega a quase 70% da produção; a maior parte dos 30% restantes é da variedade fuji, que começa a ser colhida no fim de março e vai até o fim de abril. Depois disso, há uma variedade de pouca produção na região, a "Pinky Lady", colhida em maio.

Como a safra começa em breve em grande volume, os alojamentos nas propriedades já estão quase lotados de safristas, que devem chegar no máximo até a próxima semana, segundo Sozo. A estimativa é de que 12 mil trabalhadores participem da safra em Vacaria e arredores neste ano. 

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