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Após a falência21/01/2020 | 06h00Atualizada em 21/01/2020 | 06h24

Leilão de maquinário pode liberar Maesa neste semestre

Judiciário precisa autorizar venda de patrimônio de Metalcorte Fundição para liberação de imóvel

Leilão de maquinário pode liberar Maesa neste semestre Lucas Amorelli/Agencia RBS
Foto: Lucas Amorelli / Agencia RBS

Refirmada como prioridade na gestão do prefeito Flavio Cassina (PTB), a ocupação do prédio da antiga Maesa esbarra, entre outros empecilhos, num problema espacial: a continuidade do maquinário da empresa Metalcorte Fundição, última a ocupar parte do imóvel. Embora o Grupo Voges (do qual a Metalcorte faz parte) tenha tido a falência decretada em agosto do ano passado, desde então, a estrutura abriga equipamentos e materiais deixados após o encerramento das atividades. 

O patrimônio será leiloado para restituição de parte dos passivos trabalhistas, tributários, fiscais e sociais, estimados em aproximadamente R$ 1 bilhão, conforme o Ministério Público Estadual.

Segundo Nelson Sperotto, administrador judicial responsável para dar andamento aos atos após a falência da empresa, a expectativa é de que a desocupação do espaço ocorra ainda neste semestre.

— O juiz ainda não autorizou a venda de nada. O falido (Osvaldo Voges, proprietário do grupo) já disse que pretende fazer correções no valor que estimamos do maquinário na Maesa (Metalcorte Fundição) — comenta.

Sperotto informa que o levantamento dos imóveis pertencentes ao Grupo Voges já foi concluído. Conforme o laudo de avaliação dos bens da massa falida, o patrimônio das empresas Metalcorte Fundição, Voges Motores (no bairro São Cristóvão), além de veículos e imóveis pertencentes ao CNPJ do grupo alcança R$ 333.758.339,27. Na Metalcorte Fundição, o valor avaliado para leilão é de mais de R$ 6,7 milhões, estimativa que é contestada por Osvaldo.

— O falido garante que tem condições de vender por mais e vai apresentar uma nova avaliação nos próximos dias. Se ele acha que pode valer mais, não temos por que criar problemas contanto que apresente valor razoável. Mas é justamente onde teríamos mais pressa que ele quer fazer algumas correções. Isso pode atrasar alguns meses todo o processo. Mas esse semestre vai sair a venda. (O maquinário) tem de sair da Maesa — acredita o administrador judicial.

O laudo de avaliação dos bens do grupo foi remetido ao Judiciário ainda em outubro. No entanto, a greve forense que durou até 14 de novembro e o recesso dos servidores, que terminou ontem, protelaram possível avanço no processo. 

O patrimônio do Grupo Voges

O laudo de avaliação de bens projeta que o patrimônio deixado na Metalcorte Fundição valha em torno de R$ 6,7 milhões. Ao todo, foram contabilizados 436 lotes aptos para o leilão, sendo 131 desses itens hoje utilizados na Mercosul Motores (antiga Voges Motores). É pouco, se considerado o montante total de mais de R$ 333 milhões que devem ser remetidos ao leilão. 

Chama a atenção, no entanto, que os maiores valores estimados são de propriedades registradas pelo CNPJ do Grupo Voges. Ao todo, mais de R$ 260 milhões  são referentes a esses terrenos, que incluem áreas urbanas e propriedades rurais. Há, por exemplo, uma área no estado do Amazonas com 9.749 hectares, estimada em mais de 68 milhões, e outra, no mesmo Estado, de 10.432 hectares avaliada em R$ 89,9 milhões. Consta também uma fazenda em Cazuza Ferreira de 526 hectares, avaliada em mais de R$ 12 milhões.

Por estarem inscritos sob o CNPJ do Grupo Voges, todas as áreas estão aptas para o leilão. Os bens pessoais de Osvaldo Voges só poderiam ser leiloados em caso de condenação criminal.

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