"O prognóstico para 2020 é realista com viés conservador", diz diretor de economia da CIC, em Caxias - Economia - Pioneiro

Vers?o mobile

 
 

Economia03/12/2019 | 06h00Atualizada em 03/12/2019 | 10h49

"O prognóstico para 2020 é realista com viés conservador", diz diretor de economia da CIC, em Caxias

Astor Milton Schmitt participou da reunião-almoço desta segunda-feira

"O prognóstico para 2020 é realista com viés conservador", diz diretor de economia da CIC, em Caxias Lucas Amorelli/Agencia RBS
"Eu costumo dizer que Caxias tem um crescimento chinês", diz Astor Schmitt, referindo-se a taxa de 6 a 7% que Caxias deve fechar neste ano Foto: Lucas Amorelli / Agencia RBS

Durante a Reunião Almoço desta segunda-feira, dia 2, Astor Milton Schmitt, diretor de Economia, Finanças e Estatísticas da CIC Caxias, anunciou a divulgação da Carta Econômica referente ao 3º trimestre de 2019. Antes mesmo do fechamento do ano, e dois dias antes da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC) e a Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) divulgarem à imprensa o Desempenho da Economia de Caxias do Sul no mês de outubro, o prognóstico é favorável, conforme revela Schmitt. A divulgação do Desemprenho da Economia ocorrerá amanhã, às 14h, na CIC.

— Eu costumo dizer que Caxias tem um crescimento chinês. A economia da cidade fecha este ano bem melhor do que a economia nacional. Vamos registrar crescimento entre 6 a 7%, enquanto que o Brasil deve ficar em 1%. Esses dados estão praticamente consolidados — antecipa Schmitt.

A defesa de Schmitt é baseada na Carta Econômica, elaborada pelo Conselho Temático de Economia e Finanças da CIC, que tem por objetivo "analisar as características macroeconômicas do país e região no momento atual, a fim de apoiar o associado no entendimento dos impactos nos negócios e na gestão". Ou seja, serve para que os empreendedores possam ser informados quanto à relação entre as reformas e movimentos da macroeconomia e seu impacto direto nas empresas de Caxias e nas demais cidades da Região da Serra.

— Penso que estamos passando por um período de reformas estruturais no país, que haviam sido proteladas, e lentamente, mas felizmente, estão acontecendo. Temos a reforma trabalhista e da previdência, uma maior liberdade econômica, responsabilidade fiscal, concessões e privatizações e a próxima é a reforma tributária. Esse leque de reformas certamente contribuirá, não só para a solução das nossas dificuldades fiscais, mas também de combustível da nossa retomada econômica.

Evolçução conomia caxiense nos pultimos 12 meses
Crescimento econômico em Caxias do Sul, entre setembro de 2018 e setembro de 2019.Foto: Luan Zuchi / arte

A carta endossa o que Schmitt justifica ser "um prognóstico realista com viés conservador". Trecho do documento atesta que: "É importante destacar que ao olhar para a economia de Caxias do Sul verifica-se que os níveis de atividade econômica que trabalhamos hoje são superiores aos melhores níveis percebidos nos últimos 10 anos, além de apresentar níveis de crescimento superior à média nacional. Estes resultados justificam a curva ascendente na recuperação do nível de emprego e manutenção dos níveis de exportação".

— Em Caxias tivemos um crescimento razoável do emprego. Entre 2018 e 2019 regatamos cerca de 8,5 mil empregos daqueles 25 mil que a crise nos fez perder — recorda Schmitt.

Mercado mais liberal, mais fôlego aos empresários
A Carta Econômica foi redigida observando-se análises de especialistas, além da leitura de prognósticos da macroeconomia, que de uma forma geral preveem um crescimento tímido, mesmo em um ambiente mais estável.

— Alinhado com o que conhecemos de outras fontes, devemos ter, para 2020, um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) na ordem de 2%, a inflação deverá estabilizar ao nível dos 3,6%, e a taxa Selic (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia, taxa básica de juros da economia no Brasil) deve ficar em 4,5%. Penso que esse nosso prognóstico é realista com viés conservador.

Evolução PIB
Evolução do PIB no mundoFoto: Luan Zuchi / arte

Astor Schmitt é um crítico dos governos recentes que, segundo ele, tiveram "políticas econômicas equivocadas e praticaram intervenções do estado na economia". Mas, para Schmitt, o otimismo recente, mesmo que conservador, se deve à agenda econômica encabeçada pelo ministro da Economia Paulo Guedes, que estará na Serra nesta semana.

— Hoje estamos com uma nova perspectiva. Vemos por parte deste governo uma nova estratégia, voltada ao mercado, uma estratégia mais amigável à livre iniciativa, e que visa diminuir o estado. Ao diminuir o estado, estamos dando resposta às nossas dificuldades fiscais. Essa nova realidade dá mais protagonismo ao setor privado.

Outra observação importante, registrada na Carta Econômica, reconhece Schmitt, está uma série de fatores que devem contribuir para o estímulo da demanda: "Liberação do FGTS, 13º Bolsa Família, Política Monetária, queda da Taxa Básica de Juros. Perante as reformas já implementadas, destaca-se a do Teto dos Gastos, TLP, Trabalhista, Enxugamento do crédito público, Fraudes na Previdência (MP 971, Lei 13.846), Redução da meta de inflação, Distrato, Cadastro Positivo, Duplicata eletrônica, Redução de Gastos e Cargos Públicos, Lei da Liberdade Econômica e Reforma Tributária".

Leia também:
Colombo completa 60 anos: as lições de uma sexagenária
Mercado do sorvete: números dos últimos anos são baixos, mas em curva de crescimento 
Comércio de Caxias terá atendimento estendido durante o mês de dezembro
Projeto premiado da Marcopolo estimula atividades com estudantes e realiza reforma em escolas de Caxias 

 
 
 

Veja também

 
Pioneiro
Busca
clicRBS
Nova busca - outros