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+Serra02/12/2019 | 09h47Atualizada em 02/12/2019 | 09h47

5 dicas para internacionalizar os empreendimentos de forma planejada

Orientações são do Sebrae

5 dicas para internacionalizar os empreendimentos de forma planejada Luan Zuchi / Agência RBS/Agência RBS
Foto: Luan Zuchi / Agência RBS / Agência RBS
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Comercializar produtos e serviços para os mercados consumidores de outros países não é um sonho impossível ou inacessível para micro e pequenas empresas. Embora exportar ainda represente um enorme desafio para os donos de pequenos negócios no Brasil, a cada ano vem crescendo o número de empreendedores que ousam expandir seus mercados.  Conquistar o mercado externo exige planejamento, estratégia, qualificação, investimento e paciência. É fundamental que o empresário busque conhecer a fundo a legislação, a cultura, a concorrência e outros aspectos com os quais ele terá de lidar ao negociar seus produtos no Exterior.

Os resultados vão além do faturamento com os negócios firmados com clientes estrangeiros. Especialistas do Sebrae avaliam que o simples fato de se prepararem para vender seus produtos no mercado externo já traz para a empresa um diferencial competitivo. O Sebrae preparou cinco dicas que vão ajudar os donos de pequenos negócios a se planejar da melhor forma possível para dar os primeiros passos rumo ao Exterior.

1. Definir os objetivos pretendidos com a internacionalização da empresa
Entender o objetivo para sua empresa assumir uma atuação geográfica fora do país de origem é essencial para realizar um planejamento cuidadoso e calculado. A internacionalização pode acontecer de diferentes maneiras: exportando, fazendo o licenciamento de sua patente ou de sua marca para outra empresa no Exterior, franquiando a marca no mercado externo, abrindo uma filial ou subsidiária da empresa em outro país, importando insumos para os produtos que sua empresa exporta, fazendo joint venture (que é associar-se a uma empresa estrangeira e criar uma nova empresa no Exterior) ou participando da cadeia de suprimentos de empresas globais, fornecendo, por exemplo peças ou partes para o processo produtivo de empresas estrangeiras.

2. Elaborar uma estratégia de internacionalização e um planejamento cuidadoso
Sua empresa deve responder às seguintes perguntas para compreender os próximos passos para planejar a atuação no mercado externo:  por que exportar, para onde exportar, para quem exportar e como exportar? Dessa forma, você começa por verificar sua capacidade de produção e a identificar os recursos necessários para levar adiante o processo de exportação (como tempo, máquinas e equipamentos e mão de obra). É fundamental também realizar pesquisas de mercado para identificar os mercados-alvo potenciais, verificar se existem acordos comerciais entre o Brasil e o país de destino para se beneficiar com isenções tributárias ou benefícios fiscais, consultar as barreiras tarifárias e não-tarifárias, avaliar o preço que poderá ser praticado, estudar a melhor forma de comercialização do seu produto, entre outras providências necessárias.

3. Compreender que o planejamento estratégico necessita incluir o risco calculado tanto em operações de câmbio quanto em operações logísticas
Ao negociar em moeda estrangeira, o empresário deverá planejar o risco de variação cambial e dos tipos de logística que utilizará para realizar a entrega do produto, que, dependendo da modalidade, envolve custos variáveis em algumas circunstâncias. Fique atento também à embalagem adequada ao tipo de transporte e de tempo de envio.

4. Conhecer os regimes aduaneiros especiais
Esteja atento aos regimes aduaneiros que garantem benefícios fiscais às operações de importação ou exportação.  Um exemplo é o regime especial Drawback, que oferece suspensões ou isenções de tributos incidentes na importação de insumos utilizados na industrialização de um produto a ser exportado.

5. Registre sua marca e proteja sua propriedade intelectual
Quando você registra sua marca, a protege do uso não autorizado por concorrentes e assegura um bem com valor econômico para sua empresa.  Da mesma forma, é fundamental depositar seus pedidos de patente no Brasil para garantir a titularidade de sua invenção ou tecnologia no mercado interno. Assim, você poderá — posteriormente — depositá-lo no Exterior ou licenciá-la.

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