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+Serra18/11/2019 | 05h05Atualizada em 18/11/2019 | 05h05

Artigo: A revolução da Indústria 4.0

Leia a opinião de José Amauri Martins, especialista em NR 12 da Schmersal

Artigo: A revolução da Indústria 4.0 Luan Zuchi/
Foto: Luan Zuchi

José Amauri Martins, especialista em NR 12 da Schmersal.

Nos últimos tempos, não tão distantes, um novo termo ou conceito começa a ser comentado e discutido, não pela maioria dos brasileiros, mas por diferentes gerações. Até mesmo aqueles que nunca ouviram falar ou se interessam pelo assunto estão inseridos na atualidade tecnológica, ou seja, a Indústria 4.0 ou a Quarta Revolução Industrial.

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As revoluções ocorrem quando um grupo de pessoas vê um espaço vazio a ser preenchido, um erro a ser corrigido ou uma chance de reescrever o futuro. Há uma revolução acontecendo agora mesmo. Hoje ela está mudando tudo: a tecnologia está mudando, conectando tudo o tempo todo e em todos os lugares. A tecnologia está se tornando uma plataforma para promover mudanças, desenvolver as empresas e gerar novas oportunidades.

As revoluções são consequências uma das outras. Na Primeira Revolução Industrial, no Século 18, os trabalhos realizados nas fábricas eram exclusivamente manuais. Dessa forma, a produção era lenta e dependia exclusivamente das pessoas. Foi introduzido o motor a vapor nos primeiros pátios fabris. Essa mecanização proporcionou grandes melhorias nos processos produtivos, já que a força do ser humano foi substituída pela força artificial gerada pelo motor.

A Segunda Revolução Industrial nasceu com o progresso científico e tecnológico por volta da segunda metade do Século 19. Entre 1850 e 1950, a busca por descobertas e invenções foi longa, o que representou maior conforto para o ser humano. A Segunda Revolução Industrial é marcada pelo Fordismo, modo de produção em massa baseado na linha de produção idealizada por Henry Ford, que perduraria até meados da década de 1980. Foi fundamental para a racionalização do processo produtivo, na fabricação de baixo custo e na acumulação de capital.

Na Terceira Revolução Industrial, chamada também de Revolução Informacional, os sistemas digitais trazem a flexibilidade dos softwares para o chão de fábrica. Começou em meados do Século 20, momento em que a eletrônica aparece como verdadeira modernização da indústria. Isso aconteceu após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) e abrange o período que vai de 1950 até a atualidade.

A partir da década de 1970, deu-se início à automação do processo produtivo. A robótica foi criada e os primeiros robôs, introduzidos nas fábricas de todo o mundo. A produção em larga escala ganhou força, pois as atividades começaram a ser realizadas automaticamente. Apesar desses avanços, a interação entre máquinas e homens ainda era manual. Não existiam sistemas inteligentes que interligassem todos os setores da empresa.

Agora, estamos vivenciando a Quarta Revolução Industrial, representada pela Indústria 4.0, que é caracterizada pela automação de todos os setores de uma fábrica. A Indústria 4.0 parte de uma proposta já conhecida em ambientes de produção: a de que muitos processos e atividades podem ser automatizados.

Com exceção das grandes multinacionais, o parque fabril nacional conta com máquinas com idade média de 17 anos. Ou seja, nem todas estão preparadas para receber informações nos seus comandos, impedindo em alguns casos a aplicação do conceito da Indústria 4.0. Na impossibilidade de aquisição de novas máquinas com suporte tecnológico, pode-se aplicar o processo de retrofitting nas máquinas e/ou nos sistemas de produção, substituindo partes da automação que recebem sinais e comandos analógicos por digitais.

A revisão da Norma Regulamentadora NR 12 — que trata das condições seguras no trabalho em máquinas — veio para colaborar com essa transição no chão de fábrica. A revisão publicada em julho de 2019 ampliou os conceitos técnicos, exigindo a modernização do sistema produtivo a favor da segurança. Para isso, a máquina deve passar pelo processo de adequação. A implantação de tecnologias atualizadas permite que o processo possa ser comandado ou acionado de forma automatizada e sem a participação o operador, proporcionando mais segurança ao processo produtivo.

Fica evidente a necessidade das indústrias na competição mundial para que os processos sejam cada vez mais rápidos, flexíveis, com baixos custos, alta produção e seguros. Isso só poderá ocorrer com máquinas e processos seguros. A Indústria 4.0 não é imaginar o futuro; é o presente em que a tecnologia está disponível e faz parte do dia a dia. Para mais informações sobre a NR 12 acesse nr12.schmersal.com.br.

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