"Eu não tenho mais o mesmo pique de quando era jovem", diz garçom caxiense - Economia - Pioneiro

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+ Serra21/10/2019 | 06h05Atualizada em 21/10/2019 | 06h05

"Eu não tenho mais o mesmo pique de quando era jovem", diz garçom caxiense

 Luiz Paulo Zuanazzi, vai encaminhar a aposentadoria em 2020, mas continuará trabalhando

"Eu não tenho mais o mesmo pique de quando era jovem", diz garçom caxiense Lucas Amorelli/Agencia RBS
"Vou diminuir a carga de trabalho, mas eu não posso parar de trabalhar por causa da questão financeira", revela. Foto: Lucas Amorelli / Agencia RBS

Em 2012, 6,5% dos trabalhadores brasileiros tinham 60 anos ou mais. Em 2018, este índice saltou para 8,1%, segundo dados da PNAD Contínua. É o caso do garçom caxiense Luiz Paulo Zuanazzi, 64 anos. Zuanazzi trabalha na mesma função desde os 20, mas nem sempre com carteira assinada. A jornada de seis horas é cansativa, ele reconhece. Chega no restaurante pouco antes das 9h e ajuda a limpar a copa e as mesas, a organizar o salão, colocando os pratos sobre a mesa. No final do serviço do almoço, tudo se repete até o horário da saída, permanecendo de pé durante o período.

– Eu não tenho mais o mesmo pique de quando era jovem. Então, eu vou encaminhar a minha aposentadoria no dia seguinte ao meu aniversário de 65 anos. Vou festejar no sábado, dia 20 de junho de 2020, e na segunda-feira, dia 22, vou lá – brinca.

Entre os planos para depois da aposentadoria, está equilibrar a jornada de trabalho com aulas de hidroginástica. Mas não cogita viver apenas com o benefício da Previdência Social.

– Vou diminuir a carga de trabalho, mas eu não posso parar de trabalhar por causa da questão financeira. Quando a gente vai ficando mais velho começa a gastar mais em remédios e precisa ter uma reserva. Se eu pudesse até faria mais bicos em outros horários, mas não tenho mais essa disposição – desabafa.

Segundo o estudo Cápsula, 90% dos entrevistados com mais de 50 anos acreditam que trabalharão mesmo depois da aposentadoria. Ente os principais motivos, 44% destes dizem que a justificativa é complementar a renda, e 9% entendem que o trabalho será a principal fonte de renda. Zuanazzi acredita que daqui para diante vai ter de investir mais em medicamentos do que antes, e essa não é uma constatação empírica: foi comprovada também pelo Cápsula. 

Cerca de 55% dos entrevistados reconhecem gastar mais em remédios e medicamentos do que antes. A sensação de bem-estar na velhice não é real. Segundo o Cápsula, 42% dos gaúchos se diz pior do que imaginava depois da aposentadoria. E, dentro desse universo, 57% dos moradores da Região Nordeste, que inclui Caxias, gostariam de ter mais dinheiro.

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Foto: Luan Zuchi / ilustração

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