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+Serra14/10/2019 | 04h01Atualizada em 15/10/2019 | 13h47

Artigo: Economia Circular

Leia a opinião do empresário Guila Sebben

Artigo: Economia Circular Luan Zuchi/
Foto: Luan Zuchi
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Guilherme Guila Sebben, empresário e diretor-executivo da Biosys

A partir da década de 70, começamos a medir o "Dia da Sobrecarga da Terra". Neste ano de 2019, segundo a Global Footprint Network, organização internacional de sustentabilidade, atingimos o nosso pior índice. Até o dia 29 de julho, extraímos do planeta todos os recursos que ele poderia nos oferecer até o final do ano, dentro da sua capacidade de regeneração. Entramos no negativo da utilização dos recursos naturais. Ou seja: estamos utilizando mais do que a Terra consegue repor. Nesse cenário, investir em novos modelos de negócios, utilizar de forma cíclica os produtos e materiais e redesenhar os processos torna-se uma questão de sobrevivência.

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No Brasil, de acordo com a Abrelpe (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública), temos quase três mil lixões. Esse dado nos mostra que o modelo de produção conhecido como Economia Linear precisa ser revisto. O gerenciamento inadequado de resíduos agrava essa situação e leva a problemas ambientais como mudanças climáticas, secas prolongadas, contaminação do solo e problemas de saúde. Mais de 3.300 cidades brasileiras recorrem a depósitos irregulares, como os lixões, para armazenar os resíduos.

Em sua maioria, as indústrias utilizam a Economia Linear baseada na extração da matéria-prima, transformação em produto, distribuição, consumo e descarte pós-consumo. No entanto, existe uma alternativa eficiente para a reutilização dos nossos recursos naturais que, ao mesmo tempo que possibilita o uso do máximo valor dos produtos, aumenta a competitividade da indústria: a Economia Circular.

A Economia Circular é um conceito baseado na inteligência da natureza, onde os resíduos são insumos para a produção de novos produtos. Neste ambiente é que a Biosys atua, buscando acelerar a mudança ao implementar um modelo de negócio inovador transformando resíduos em recursos. Por meio do gerenciamento realizado pela Biosys, os resíduos industriais perigosos tornam-se matéria-prima para a produção do CDR – Combustível Derivado de Resíduos, material com alto poder calorífico, utilizado como combustível alternativo nos fornos das fábricas de cimento, substituindo o carvão coque derivado do petróleo.

Existem muitas oportunidades quando pensamos no reaproveitamento de produtos ou resíduos. A nova economia estabelece uma relação de ganha-ganha. Nessa parceria, realmente existe a preocupação com a necessidade do cliente, sempre pensando em como trazer a melhor solução por meio da Economia Circular e auxiliando as empresas a se desenvolverem de forma sustentável.

Além disso, a Economia Circular está diretamente relacionada aos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Organização Nações Unidas (ONU), que fazem parte da Agenda 2030, um compromisso assumido por 193 países para um desenvolvimento sustentável.

A Biosys é uma empresa que insere a sustentabilidade em sua estratégia de negócio, como forma de construir, ativamente, um futuro seguro para as próximas gerações. Nos seus dois anos e meio de atuação, foram 38.357 toneladas de resíduos perigosos destinados de forma ambientalmente correta.

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