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+ Serra21/10/2019 | 06h15Atualizada em 21/10/2019 | 06h15

"A reforma é cruel, com prejuízo para todos", critica senador

O caxiense Paulo Paim revela que a votação da reforma da Previdência, em segundo turno, deve ocorrer nesta terça-feira, dia 22 de outubro

"A reforma é cruel, com prejuízo para todos", critica senador Marcos Oliveira/Agência Senado/Divulgação
Foto: Marcos Oliveira / Agência Senado/Divulgação

O senador caxiense Paulo Paim (PT) reconhece que a reforma da Previdência deve ser aprovada na sessão da próxima terça-feira, dia 22 de outubro.

–  É a votação em segundo turno e deve ser uma sessão protocolar. Embora sejam encaminhadas emendas, devem ser rejeitadas. E o texto será aprovado como pretende o governo – observa.

Paim é reconhecido por usar a tribuna em defesa de pontos de vista que julga serem os mais corretos para aposentados e pensionistas.

– A reforma é cruel, com prejuízo para todos. É prejudicial para quem está em vias de se aposentar e para quem vai se aposentar futuramente – critica.

Paim revela que a PEC da Previdência deve ser promulgada pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) entre o final do mês de outubro e início de novembro. Uma das tantas preocupações do senador é com relação à regra de transição entre o novo regime e o anterior.

– Pela regra atual, quando a pessoa se aposenta com 60 anos (mulheres) ou 65 (homens), é feito um cálculo da média de 80% sobre as melhores contribuições, desde 1994. Mas o que o governo que aprovar é um cálculo sobre os 100% da contribuição. Ou seja, todos serão rebaixados, porque vai diminuir o valor final de todos. Tem gente que vai perder mais de 30% do que poderia ser o benefício – acusa Paim.

O senador reconhece que faltam dados para avaliar melhor o número de aposentados que seguem trabalhando e que a mensuração se torna ainda mais difícil quando se imagina que muitos destes vão para a informalidade, na falta de trabalho formal: 

– A avaliação é minha. Não tem pesquisa específica sobre isso recentemente, mas conhecendo bem o tema, eu calculo que 50% dos aposentados têm de arrumar algum bico para sobreviver. Imagina no futuro.

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