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+Serra09/09/2019 | 10h32Atualizada em 09/09/2019 | 15h03

Vivendo de música: Caxias tem 366 empreendimentos ligados ao segmento

Dado é da Receita Federal

Vivendo de música: Caxias tem 366 empreendimentos ligados ao segmento Antonio Valiente/Agencia RBS
Foto: Antonio Valiente / Agencia RBS

Gravar um álbum, fazer shows, ficar famoso. Esse é o sonho de muitos músicos. Mas trabalhar com música não se restringe a isso. O universo é muito mais amplo do que se possa imaginar. Conforme dados da Receita Federal, há 366 empreendimentos ligados ao setor em Caxias do Sul, como empresas de locação de som, produtoras, escolas, estúdios, entre outras.

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Já de acordo com dados da administração municipal, são 145 empresas ativas – entre micro e pequenas e microempreendedores individuais (MEIs). Os números não coincidem porque pode haver empresas formalizadas, mas sem movimentação, explica Jorge Andreazza, assessor técnico da Secretaria Municipal do Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Emprego. Em 2018, entre atividades artísticas, criativas e de espetáculos e de atividades ligadas ao patrimônio cultural e ambiental, o município recolheu R$ 361.933 em impostos federais – não há informações específicas sobre o segmento da música. No total, o Executivo municipal recolheu, no ano passado, R$ 3,6 bilhões em impostos federais.

Embora o impacto tributário seja baixo, a atividade musical é importante e necessária para a cidade porque movimenta outros setores da economia. A realização de um evento, por exemplo,envolve bares,restaurantes e hotéis que recebem moradores e turistas. Em sete temporadas de Tum Tum Instrumental e uma da Tum Tum Semana da Música, foram R$ 825 mil em recursos captados em empresas via renúncia fiscal (leis de incentivo municipais, estaduais e federais), que voltaram para a cadeia produtiva da cultura e para a cidade.

– É um mercado que gera valor e tem muito potencial. A gente tem uma produção musical na região muito rica – destaca Juliana Pandolfo, produtora cultural e sócia-proprietária da Tum Tum Produções.

 CAXIAS DO SUL, RS, BRASIL (03/09/2019)Leonardo Bottini Dos Reis, o Leozão, é baterista e professor de bateria. É proprietário da escola Dom1. (Antonio Valiente/Agência RBS)
Foto: Antonio Valiente / Agencia RBS

No Festival de Música de Rua realizado em maio deste ano, dos R$ 300 mil de recursos para a realização do evento, o músico e produtor Luciano Balen estima que 80% ficaram em Caxias. Mas não é só isso.

– A Yangos tocou em uma das edições do Festival de Música de Rua e foi notada. A Catavento também (a banda caxiense tocou no Lollapalooza 2019). A gente enxerga o festival como possibilidade de projeção – acrescenta Balen.

Para o músico, aliás, Caxias é uma das melhores cidades para se fazer música. Mas é preciso pensar como negócio. E não é somente ele que tem esse entendimento. Cada vez mais os músicos têm percebido que o ofício é mais do que simplesmente cantar e tocar.

– Muitos estão presos em um padrão do século passado. Agora é diferente – entende Marcos De Ros, guitarrista.

– O músico tem de estar focado em observar o mercado. Tem o mercado de eventos, casamentos, formaturas, que está muito forte. Músico hoje tem de saber ler edital, dominar redes sociais, dominar a burocracia, fazer release, dar nota fiscal – completa o baterista e professor Leonardo Bottini dos Reis, o Leozão.

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Além do Festival de Música de Rua e do Tum Tum Instrumental, Caxias tem importantes eventos de música, como o Mississippi Delta Blues Festival, Aldeia Sesc e Carnaval. 

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