Caxias do Sul registra inflação negativa no mês de agosto - Economia - Pioneiro

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Puxado pelo transporte17/09/2019 | 17h09Atualizada em 17/09/2019 | 17h09

Caxias do Sul registra inflação negativa no mês de agosto

Cesta básica, porém, teve aumento de 0,28%

Caxias do Sul registra inflação negativa no mês de agosto Porthus Junior/Agencia RBS
Maior influência foi a queda no preço da gasolina, registrada no mês passado Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

O Índice de Preços ao Consumidor, calculado pelo Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais (IPC-Ipes) da Universidade de Caxias do Sul (UCS), apontou inflação negativa em agosto na cidade. A queda foi de 0,15%, contra um aumento de 0,21% no mês anterior. Com esse resultado, os preços medidos pelo IPC acumulam alta de 4,82% nos últimos 12 meses.

Do total de 320 itens avaliados pelo levantamento, 116 registraram aumento, 102 tiveram redução e outros 102 não variaram. De acordo com o presidente do Ipes, professor Roberto Birch Gonçalves, o setor de transportes compensou a elevação de preços de outros segmentos e puxou o índice para baixo. A maior influência foi a queda no preço da gasolina, registrada no mês passado.

Entre os segmentos que tiveram aumento, estão os setores de habitação, vestuário e alimentação. Neste último, o destaque fica para a Cesta Básica, que teve aumento de 0,28% em agosto, com preço médio de R$ 867,95. Em julho, a alta já havia ficado em 0,18%, com valor de R$ 865,52. O aumento nos alimentos é que o causa mais preocupação, segundo Gonçalves.

— O grupo de alimentos é o que pega a população mais carente. As pessoas menos favorecidas são as que mais sofrem — destaca.

Entre os "vilões" da Cesta Básica no mês passado, estão principalmente itens industrializados, como sabão em pó, leite condensado e creme dental, mas feijão e tomate também puxaram os preços para cima. Já o açúcar cristal, o apresuntado, a coxa de frango, o papel higiênico e o leite longa vida tiveram queda nos preços. Ao todo, dos 47 itens medidos na Cesta Básica em Caxias, 26 tiveram reajuste, 20 ficaram mais baratos e um não teve alteração.

Segundo Gonçalves, nos últimos meses os índices têm mostrado uma estabilidade na economia local.

— Isso significa que no curto prazo não vamos ter pico nem positivo nem negativo. Não posso dizer que temos uma tendência boa, mas também não estamos em tendência de cair no buraco. Parte do setor metalmecânico e da construção civil até estão se recuperando, mas ainda patinam, com meses bons e outros não. Vamos viver assim no resto deste ano e boa parte do ano que vem — projeta.

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