"Quando a gente tem propósito muito claro, a gente sabe exatamente o que não quer" - Economia - Pioneiro

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Palestra26/08/2019 | 19h44Atualizada em 26/08/2019 | 19h44

"Quando a gente tem propósito muito claro, a gente sabe exatamente o que não quer"

Darwinista digital, nexialista e futurista Carlos Piazza foi o palestrante da reunião-almoço da CIC desta segunda-feira

"Quando a gente tem propósito muito claro, a gente sabe exatamente o que não quer" Gilmar Gomes/divulgação
Foto: Gilmar Gomes / divulgação
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Ao palestrar na reunião-almoço da CIC de Caxias do Sul nesta segunda-feira (26), o darwinista digital, nexialista e futurista Carlos Piazza reconheceu ao público a estranheza dos predicados que o anunciavam. Porém, foi justamente a necessidade de correr atrás do novo e se apropriar de novos conceitos que o  fundador da CPC, empresa nacional que presta serviço de assessoria e consultoria empresarial, abordou em sua apresentação.

— A sociedade já está entrando na quinta revolução industrial, mas estagnamos na terceira revolução, no surgimento da internet. Estamos perdidos nas planilhas de Excel, que não têm mais sentido nenhum — provocou Piazza.

Além de sugerir a atualização constante das novidades tecnológicas de mercado, o palestrante atentou para o valor perecível que as próprias "inovações" têm hoje no "mundo digital".

— O mundo está mudando rapidamente, todo mundo percebe. A velocidade está assustando. O ser humano não é feito sob medida para poder transitar com essa velocidade. As coisas cada vez mais surgem e morrem com tempos cada vez menores, aquele velho planejamento que fazíamos de 20 anos, não tem mais o menor sentido, planejar mais de um ano. Nesse mundo feito para não durar, tenho que fazer a seguinte pergunta: como criamos valor quando tudo muda o tempo inteiro? 

E complementou:

— As empresas precisam se adaptar ao mundo digital, porque se elas não se movimentarem, vão desaparecer com velocidade que vocês não vão acreditar.

Apesar de afirmar de reconhecer a expansão da tecnologia nos ambientes econômicos, ele atribui a preocupação do ser humano em ser "substituído" por máquinas como um comportamento cômodo diante da realidade:

— A gente se acomodou no passado. Ficamos viciados quando podemos dar comandinhos curtinhos para máquinas quando temos inteligência artificial que faz tudo sozinha. Todo mundo acha que inteligência artificial rouba empregos das pessoas. Não, não rouba nada, rouba só a sua rotina. Entrega para as máquinas aquilo que você gostou de fazer no lugar delas, porque eu preciso da sua inteligência humana — pontuou.

Para Piazza, no entanto, além do comodismo para se atualizar dos processos tecnológicos, a falta de foco também é um desafio que se apresenta a empreendedores e empresários.

— Quando a gente tem propósito muito claro, a gente sabe exatamente o que não quer. Não existe essa coisa da transição, nas empresas a gente não tem liberdade em trabalhar com criatividade da forma que a gente gosta. Dê liberdade para as pessoas pensarem, ser criativas, elas são criativas, só estão asfixiadas dentro das empresas.

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