Ondas de frio de julho e agosto compensam chegada tardia do inverno e favorecem agricultura da Serra - Economia - Pioneiro

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Fruticultura14/08/2019 | 13h31Atualizada em 14/08/2019 | 13h31

Ondas de frio de julho e agosto compensam chegada tardia do inverno e favorecem agricultura da Serra

Conforme agrônomo da Emater, "vitória veio na prorrogação"

Ondas de frio de julho e agosto compensam chegada tardia do inverno e favorecem agricultura da Serra Roni Rigon/Agencia RBS
Frio interrompeu brotação que estava começando em algumas plantas Foto: Roni Rigon / Agencia RBS

O inverno irregular deste ano, com alternância entre ondas de frio intenso e dias de calor, irá atingir uma quantidade suficiente de horas de frio para que as próximas safras de frutas sejam promissoras na Serra. Conforme o agrônomo Ênio Todeschini, da Emater/Serra, embora o frio tenha chegado de forma tardia neste ano, as ondas de frio de julho e agosto compensaram, e a perspectiva é de que as lavouras tenham uma brotação "regular, uniforme e vigorosa".

— Com o frio no início deste mês e essa nova onda de frio em agosto, a vitória chegou na prorrogação — compara.

A média anual de horas de frio na Serra, de acordo com a medição feita pela Embrapa Uva e Vinho de Bento Gonçalves, onde está instalada uma estação meteorológica do Inmet, é de 409 horas. É considerada hora de frio a que teve a temperatura menor que 7,2ºC.

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Conforme a Embrapa Uva e Vinho, o número de horas de frio neste ano, até as 10h desta quarta-feira (14), foi de 252. Já Todeschini apresenta o dado de 318 horas até a segunda-feira (12); o agrônomo explica que se baseia em dados registrados de forma automática, e não por levantamento manual.

Segundo Todeschini, com as baixas temperaturas desta terça e quarta, a quantidade de horas de frio vai ficar bem próxima da média neste ano. O agrônomo explica que a alternância entre dias de frio e calor não vai afetar as plantas, até porque esse fenômeno é normal em agosto. 

— O que aconteceu neste ano é que o primeiro frio chegou tarde, em 21 de junho. Alguns pessegueiros, por exemplo, tinham começado a brotar. Mas as ondas de frio que vieram depois travaram as plantas — explica.

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As horas de frio são necessárias para que as plantas economizem energia durante o inverno para se desenvolverem melhor até a safra. O agrônomo da Emater comenta que houve geada em áreas do interior de Caxias do Sul nesta quarta (14), mas o fenômeno não causou prejuízos às lavouras justamente porque a brotação que havia começado em algumas plantas foi interrompida pelas ondas de frio.

Ainda existe a possibilidade de uma geada tardia em setembro, por exemplo, trazer prejuízo. Mas, até o momento, Todeschini ressalta que o comportamento do clima tem sido bom para a agricultura.

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