Defesa de Voges confirma que recorrerá de decisão que decretou falência de empresa de Caxias - Economia - Pioneiro

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Recurso13/08/2019 | 18h04Atualizada em 13/08/2019 | 18h04

Defesa de Voges confirma que recorrerá de decisão que decretou falência de empresa de Caxias

Nota de expediente publicada por Tribunal de Justiça do Estado iniciou prazo para recurso

Defesa de Voges confirma que recorrerá de decisão que decretou falência de empresa de Caxias Marcelo Casagrande/Agencia RBS
Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS
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Uma nota de expediente publicada nesta terça-feira (13) pelo Tribunal de Justiça do Estado (TJ-RS) concede prazo de cinco dias úteis para embargos e declaração e 15 dias para agravo de instrumento da decisão que decretou a falência do Grupo Voges de Caxias do Sul. A decisão do dia 8 de agosto partiu de sentença do juiz titular da 3ª Vara Cível de Caxias do Sul, Clóvis Moacyr Mattana Ramos, que atendeu a um pedido do Ministério Público (MP) e do administrador judicial Nelson Sperotto.

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Um dos advogados da empresa, Leonardo da Rosa, confirmou que a defesa ingressará com recurso, embora não tenha revelado quando e de que forma será recorrida a decisão.

Nelson Sperotto, que assumiu a direção do Grupo Voges após afastamento do empresário Osvaldo Voges no dia 16 de julho, informou ao Pioneiro que as atividades se encerraram oficialmente no último dia 10 e que nesta semana iniciou-se a relação do patrimônio das unidades da empresa. Após concluído o inventário, a listagem dos bens será encaminhada para avaliação e somente após esse procedimento é que juiz nomeará leiloeiro para publicação de editais e início da venda pública do maquinário e mobiliário.

— Além do processo de relação de bens, temos de recontratar vigilância, dar baixa nas carteiras, emitir documentos para seguro-desemprego e outra série de coisas. Mas quero ver se inicio a arrecadação (de avaliação dos bens da massa falida) ainda nesta semana  — informou Sperotto.

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Sperotto foi o administrador judicial que fundamentou o pedido de falência. Na sentença, o juiz menciona que ao assumir a gestão, "deparou-se com uma situação insustentável e aliou-se ao Ministério Público no pedido de conversão da recuperação judicial em falência".

Outros motivos que sustentaram a decisão do juiz foram o descumprimento do plano de recuperação inicial, já que a venda da UPI Motores não se concretizou e assembleias rejeitaram outras propostas de compra.

A decisão judicial também alega  prejuízos aos trabalhadores em seis anos de tramitação da recuperação judicial, decretada ainda em 2013, a falta de faturamento, a determinação de devolução da parte ocupada do antigo prédio da Metalúrgica Abramo Eberle (Maesa) e as dívidas fiscais do grupo e  demais débitos, que alcançam mais e R$ 1,3 bilhão. 

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