Artigo: A mobilidade futura - Economia - Pioneiro

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+Serra12/08/2019 | 04h47Atualizada em 12/08/2019 | 04h47

Artigo: A mobilidade futura

Leia a opinião do presidente da SAE Brasil

Artigo: A mobilidade futura Luan Zuchi/
Foto: Luan Zuchi

MAURO CORREIA é presidente da SAE Brasil, associação sem fins lucrativos que congrega engenheiros, técnicos e executivos unidos pela missão comum de disseminar técnicas e conhecimentos relativos à tecnologia da mobilidade em suas variadas formas: terrestre, marítima e aeroespacial. 

Ante os crescentes movimentos disruptivos, pesquisas que apontam para um futuro em que consumidores preferirão usufruir de um automóvel a possuí-lo, e poucas certezas além da que é preciso tomar decisões agora, os OEMs do setor automobilístico (OEM é a sigla para Original Equipment Manufacturer, ou Fabricante Original de Equipamento, em português) fazem alianças para o atendimento das demandas de 2030.

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Segundo as consultorias especializadas, as fusões e aquisições são praticamente inevitáveis por causa das mudanças que vêm por aí, e que apontam para o aumento da segurança nos carros, para a quebra de paradigma na propulsão e para a conectividade. 

Os desafios do futuro encorajam as fábricas a repensar seu papel no presente. Já foi dada a largada para a corrida por uma nova orientação de negócios relacionados à sua atividade fim, como serviços de compartilhamento de carros, parcerias para outros novos serviços e colaboração mais próxima com planejadores urbanos. 

O ambiente foge da zona de conforto e até pode parecer hostil, mas é esse o lugar onde a oportunidade se revela. Para começar, existe uma infraestrutura construída pelos OEMs e suas concessionárias que, combinada às ofertas de players digitais, pode facilitar as premissas da mobilidade futura. 

A combinação de novas tecnologias e consumidores, altamente conectados, sinaliza em âmbito mundial que as fórmulas tradicionais serão substituídas. E a transformação, que envolve diretamente a engenharia, pode começar pela via da regulação. Sabe-se, por exemplo, que bater as metas de emissão de poluentes apenas com motores de combustão interna será cada vez mais desafiante. 

Nesse escopo, a solução mundial recai sobre a eletrificação como saída. A tendência tem apontado para o crescimento gradativo da utilização dessa tecnologia como a mais provável para o carro do futuro por meio da lógica do compartilhamento, que pode mitigar o custo de aquisição pela economia obtida por km rodado em relação ao motor a combustão.

O processo de transformação é complexo e está atrelado a expectativas quanto ao comportamento do consumidor e a amplitude das mudanças ficará mais clara a cada dia. Tudo isso afetará profundamente o modelo de negócio que conhecemos, com questões e desafios que terão de ser resolvidos localmente.

Há muito trabalho a ser feito e a engenharia é protagonista dessa revolução, reinventando-se a partir das novas relações de negócios que nascem da compreensão sobre o que os consumidores do futuro enxergam como mobilidade.

A SAE Brasil é uma associação que trabalha para abraçar o desafio desses novos tempos e contribuir para um futuro em que a engenharia e a indústria localizada no país sejam os atores principais de seu próprio destino, e saibam aproveitar as oportunidades.

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