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Safra 202018/06/2019 | 11h53Atualizada em 18/06/2019 | 11h53

Falta de frio preocupa produtores da Serra

Frutíferas precisam de mais de 400 horas de baixas temperaturas para uma boa colheita

Falta de frio preocupa produtores da Serra Roni Rigon, Agência RBS/
Sem frio neste ano, risco de brotação antecipada pode fazer com que mais tarde a colheita seja prejudicada com geadas Foto: Roni Rigon, Agência RBS

Não é só o setor malheiro e o comércio que são impactados com o frio que ainda não deu as caras neste ano. Produtores rurais da Serra estão preocupados com a falta de frio às vésperas do início do inverno porque temem perdas na safra. Isso porque, para fazer a quebra de dormência das parreiras e árvores frutíferas, é necessário frio constante. Até agora, os produtores não contabilizam nem uma hora de frio considerável para o cultivo, ou seja, temperaturas abaixo de 7º C. Segundo o vice-presidente do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Márcio Ferrari, que também é presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Farroupilha, é preciso pelo menos de 400 a 500 horas de frio nesta época do ano para uma boa colheita no verão. 

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Se demorar muito mais para o frio chegar ou ele não for constante, como já estamos quase em julho, a seiva começa a circular e não tem mais jeito de parar a brotação das plantas. O produtor rural destaca que já há propriedades no interior de Farroupilha, como em Caravagginho, na divisa com Caxias do Sul e Alto Feliz, em que alguns pessegueiros estão brotando. Se tivermos geada, que é muito provável pois nem começou o inverno, o fenômeno vai comprometer toda a produção.

Difícil do preço baixar

O governador Eduardo Leite anunciou o fim da substituição tributária, imposto presumido pago por vinícolas que faz com que vinhos produzidos aqui no Serra custem mais barato em outros estados sem a tributação. Há expectativa de representantes do setor vinícola de que os preços de vinhos possam diminuir de 4% a 10% a partir de setembro, mas se houver quebra de safra por falta de frio, a redução do imposto nem será sentida no ano que vem. Será compensada pelo aumento dos produtos pela redução da demanda da uva. 

O balanço da safra

Na semana passada terminou o prazo para as vinícolas declararem quanto de uva processaram na colheita deste ano. A expectativa e de que, até o final do mês, seja divulgado o balanço oficial da safra 2019, mas estimativa da Emater na Serra é superar a expectativa inicial de 650 mil toneladas.

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