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Brincadeira que virou negócio29/05/2019 | 06h56Atualizada em 29/05/2019 | 11h48

Conheça "o guri" por trás de personagem que ganhou a internet com ofertas absurdas

Criador do Chico, vendedor raiz, tem 36 anos e mora em Bento Gonçalves

Conheça "o guri" por trás de personagem que ganhou a internet com ofertas absurdas Marcelo Casagrande/Agencia RBS
Francisco Cechin Junior nunca foi vendedor de veículos, trabalha em uma indústria de Bento Gonçalves Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

"Opa, tudo bom guri?" É com essa intimidade que o personagem Chico, o Vendedor Raiz, tem abordado empresários, jogadores de futebol ou um amigo próximo que alguém resolve "sacanear". Uma brincadeira que começou entre amigos em um grupo de WhatsApp e acabou viralizando na internet. Na conversa, ele simula a oferta de um produto de segunda mão com um preço absurdo, como se fosse um bom negócio. Há pouco mais de um mês, o autor dos áudios também resolveu lucrar de verdade com as ofertas inacreditáveis que propõe. Só que em vez de vender Chevettes, Omegas, Passats, jatinhos e mansões, está incrementando a renda de outra forma, cobrando por mensagens encomendadas para "homenagear" os amigos. 

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Francisco Cechin Junior disse que tomou a decisão de transformar a brincadeira em negócio por conta do número de sugestões que recebia. Só nos últimos dois meses, chegou a gravar cerca de 70 anúncios diferentes. Com a atividade atingindo proporções inesperadas, o autor não descarta fazer com que o personagem se materialize.

— Poderia talvez pegar esse personagem e criar uma fantasia, criar algum show, mas a gente não sabe o dia de amanhã... Sou pé no chão e pode ser que todo mundo esqueça o Chico amanhã — destaca o autor, que mantém a criação humorística como atividade paralela.

Metalúrgico de formação, Francisco disse que procurou manter o personagem oculto justamente para despertar a imaginação das pessoas. Mas, mesmo anônimo, acabou sendo encontrado. E para organizar a procura crescente para as gravações de ofertas, mantém um caderninho com os pedidos, a la vendedor raiz, como o próprio personagem. O preço varia de acordo com a finalidade. Uma brincadeira simples com amigos sai por cerca de R$ 150, ou 150 pilas, como o personagem faz questão de "arredondar".

— Antigamente tinha muito tele-carinho e hoje tem muito do amigo querendo "zoar" com outro amigo — compara o humorista, de olho na oportunidade de venda. 

Está cobrando cerca de R$ 200 para áudios com fins comerciais e o trabalho por um vídeo mais elaborado chega a valer R$ 600. Para entrar em contato com o autor, os canais têm sido o Youtube e o perfil no Instagram. 

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