Baixa na construção civil ocasionou o fechamento de unidade da Vidroforte e na demissão de 30 funcionários - Economia - Pioneiro

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Mercado 09/05/2019 | 19h08Atualizada em 09/05/2019 | 20h01

Baixa na construção civil ocasionou o fechamento de unidade da Vidroforte e na demissão de 30 funcionários

Eduardo Heinen afirma que ideia é procurar alternativas para voltar a produzir em filial em Três Cachoeiras

Baixa na construção civil ocasionou o fechamento de unidade da Vidroforte e na demissão de 30 funcionários Divulgação Vidroforte/
Foto: Divulgação Vidroforte

A fábrica de Três Cachoeiras do Grupo Vidroforte, sediado em Caxias do Sul, parou de produzir entre o fim de abril e o início de maio e foi fechada. Os 30 funcionários que atuavam na filial foram demitidos e, segundo a empresa, receberam as indenizações. A unidade fabricava vidros para a construção civil e havia sido inaugurada em 2013. 

Segundo o diretor-presidente da Vidroforte, Eduardo Heinen, a queda na indústria da construção civil nos últimos anos levou ao fechamento da fábrica no Litoral Norte.

— Em função de a construção civil estar em baixa, a melhor solução foi encerrar para o setor. A estrutura vai continuar ali e vamos procurar alternativas para, talvez, uma continuidade de uso — afirma, acrescentando que todos os pedidos de clientes foram atendidos antes do fechamento da fábrica.

Conforme Heinen, a abertura da unidade em 2013 ocorreu pela perspectiva de fornecer vidros diferenciados para grandes empreendimentos, tendo em vista a Copa do Mundo de 2014 no Brasil. 

A Vidroforte, fundada há 30 anos, está em recuperação judicial desde o início de 2018. Uma assembleia de credores para votar o plano de recuperação em abril deste ano foi adiada para 13 de junho a pedido da empresa, que afirma que ainda está com negociações em andamento com os credores. 

O Grupo Vidroforte continua com a matriz em Caxias do Sul operando normalmente. Trabalham na cidade 300 funcionários, além de outros 50 em quatros centros de distribuição no país, em Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Goiás.

A indústria de Caxias fornece para-brisas e janelas automotivas para fabricantes de ônibus, caminhões, máquinas agrícolas, trens e embarcações. Além de atender ao mercado brasileiro, também vende para outros países na América do Sul. As exportações correspondem a 5% a 10% do faturamento do grupo, segundo Heinen, que diz ainda que a ideia é aumentar esse percentual para 15% a 20% até o fim do ano ou início de 2020.

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