1º Fórum Estadual de Energia Solar e Eficiência Energética começa nesta quarta-feira - Economia - Pioneiro

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Bento Gonçalves21/05/2019 | 21h04Atualizada em 21/05/2019 | 21h04

1º Fórum Estadual de Energia Solar e Eficiência Energética começa nesta quarta-feira

Além de debater o setor, evento tem como objetivo qualificação de profissionais 

1º Fórum Estadual de Energia Solar e Eficiência Energética começa nesta quarta-feira Anselmo Cunha/Agencia RBS
Foto: Anselmo Cunha / Agencia RBS

Em contínua expansão a partir da regulamentação em 2012, o setor de energia solar é, pela primeira vez, tema de fórum estadual, que ocorre nesta quarta (22) e quinta-feira em Bento Gonçalves. Mais de 200 pessoas, entre empresários, especialistas, estudantes e pesquisadores são esperadas para debater a atual situação do setor e projetar perspectivas de mercado no Rio Grande do Sul, segundo Estado do país com maior número de instalações — cerca de 15 mil, atrás apenas de Minas Gerais. E a tendência é de um crescimento ainda maior.

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— O  Rio Grande do Sul é excelente para o setor, pois tem radiação solar muito alta, e a temperatura média mais baixa do que em todo o Brasil faz com que as placas tenham eficiência muito maior. Às vezes, pessoas acham que aqui é muito frio, mas a placa não trabalha com calor, até podemos dizer que não é muito fã do calor, gosta da iluminação solar, e aqui temos altas taxas — explica o coordenador do Fórum Estadual de Energia Solar e Eficiência Energética, Tiago Cassol Severo.

De acordo com estudo do Portal Solar, maior marketplace do segmento no país, divulgado na última semana, o Brasil atinge cerca de 10 mil empresas atuantes na área, com investimentos acumulados que ultrapassam R$ 24 bilhões entre grandes usinas e sistemas de autogeração em residências, comércios e indústrias. No Brasil, há quase 75 mil sistemas fotovoltaicos instalados.

Ainda assim, o desconhecimento e o receio ainda são empecilho para fazer alavancar o setor.

— Precisamos fortalecer a cadeia. Hoje, a energia solar comporta somente 1% da matriz energética do país, é bastante significativo, mas só 1%. O governo (federal) quer que, até 2025, de 3% a 5% da matriz energética corresponda  à energia solar. Por isso, temos de qualificar muita gente ainda — ressalta Cassol.

O fórum deve debater assuntos como legislação, regulação e financiamentos para o setor. O evento ocorre na Fundação Casa das Artes (Rua Herny Hugo Dreher, 127, Planalto). Além da programação oficial, no dia 24 (sexta-feira), haverá workshop de comissionamento em energia solar fotovoltaica.

Sistema na UCS Bento

Como parte da programação do fórum, a Universidade de Caxias do Sul (UCS) vai inaugurar projeto de eficientização do sistema de iluminação dos campi de Caxias e Bento. Ao todo, foi investido cerca de R$ 1 milhão. Ambas as unidades receberam trocas de lâmpadas por lâmpadas de LED. Em Bento, houve a instalação de um sistema fotovoltaico que irá abastecer dois blocos da instituição.

— Esperamos que seja uma primeira etapa. Conforme a instituição perceber a economia na conta de luz, deve motivar a expansão — explica a coordenadora do Laboratório de Tecnologia Construtiva (LabTec) da UCS, Marta Baltar Alves.

No total, serão trocadas 2.479 lâmpadas normais por LED em Caxias e 1.281 em Bento. Além do custo reduzido, a tecnologia em LED dura média de 25 mil horas, enquanto uma lâmpada normal, cerca de 8 mil horas.

Qualificação de profissionais do setor é um dos objetivos do fórum

Um dos objetivos do fórum será o de qualificar profissionais do setor. Como todo nicho em expansão, o mercado de energia solar também atrai empresários e investidores considerados "oportunistas" por especialistas da área. 

— É importante esse tipo de evento para reforçar a conscientização pela profissionalização de quem trabalha na área. As empresas realmente sérias no RS, eu diria que correspondem a 10% — afirma Sidimar Capitanio, engenheiro da Efall Engenharia Elétrica.

A Efall é responsável por mais de 130 projetos homologados junto a concessionárias — sendo mais de 60% desses na Serra. Apesar disso, a empresa não atua de forma tão ativa em algumas cidades, como Caxias do Sul pois, segundo Capitanio, a expansão deve ser organizada de forma articulada para dispor de estrutura completa.

— Normalmente essas empresas sem qualificação não têm equipamentos, pegam um engenheiro aqui, outro instalador ali, não atribuem custos para parte do projeto, não dão assistência pós-venda, querem sentir mercado, vender até que está aquecido e depois sair.

O engenheiro reforça que uma ampla pesquisa de campo deve preceder investimento em sistemas fotovoltaicos:

— É recomendado fazer verificação junto a clientes referenciais das empresas, ver quem são eles, a estrutura de segurança de trabalho a funcionários e se é garantido o acompanhamento pós-venda — alerta. 

 BENTO GONÇALVES, RS, BRASIL - 21/05/2019 - Campus de Bento da UCS inaugura sistema de captação de energia solar. Marta Baltar Alves, coordenadora do Laboratório de Tecnologia Construtiva (LABTEC) da UCS e Tiago Cassol Severo, são organizadores do 1º Fórum Estadual de Energia Solar, em Bento Gonçalves (FOTO: ANSELMO CUNHA/AGENCIA RBS)Indexador:
Foto: Anselmo Cunha / Agencia RBS

O FÓRUM
> Quando:
22 e 23 de maio.
> Onde: Fundação Casa das Artes (Rua Herny Hugo Dreher, 127, bairro Planalto, Bento Gonçalves).
> Informações: forumenergiasolar.com.br
> Contatos: (54) 34196563 / 999719713 / 981017357 / organizacao@forumenergiasolar.com.br
> Inscrições e valores: forumenergiasolar.com.br/inscricao

As vantagens

> Economia direta: estima-se que sistemas fotovoltaicos podem resultar em economia média de 80% a 90% na conta de luz — podendo alcançar até 95% em alguns casos.
> Sustentabilidade: dispensa a construção de usinas de carvão, termoelétrica e, consequentemente, diminui a devastação de grandes áreas necessárias para implantação dessas estruturas.
> Garantias estendidas do produto: garantem 10 anos para defeito de fábrica e 25 anos para os módulos fotovoltaicos. Segundo especialistas, as estruturas têm durabilidade muito maior do que esse tempo de garantia.
> Modularidade: muitos sistemas são removíveis e, portanto, possibilitam expansão e até remanejo das placas.
> Simulação e retorno: de acordo com o coordenador do Fórum Estadual de Energia Solar e Eficiência Energética, Tiago Cassol Severo, quem costuma consumir 250 kw/mês precisaria gastar em torno de R$ 15 mil para a instalação de um sistema fotovoltaico. Apesar de salgado à primeira vista, estima-se que em quatro anos esse valor é compensado na economia da conta de luz.

Os riscos

> Má instalação, especialmente de sistemas de segurança dos painéis, o que pode gerar incêndios após superaquecimento. Situação é mais comum em estruturas complexas que foram implantadas de maneira incorreta.
> Prédios e residências devem ser compatíveis à instalação dos painéis. Cada placa pesa média de 30 quilos, por isso, as construções devem ter o reforço necessário para evitar desabamentos.

Para a população

> Interessados em saber mais sobre a tecnologia fotovoltaica podem procurar a área de negócios do evento, cujo acesso é gratuito. Ali, representantes de 15 empresas do Estado explicarão o funcionamento. Caso a pessoa leve sua conta de luz, será informada qual seria a economia que a instalação do sistema poderia resultar ao consumidor.

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