Preço da gasolina volta a disparar em Caxias do Sul - Economia - Pioneiro

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Combustíveis21/03/2019 | 16h27Atualizada em 21/03/2019 | 16h28

Preço da gasolina volta a disparar em Caxias do Sul

Desde dezembro do ano passado, placas das revendas da cidade não anunciavam valores na casa dos R$ 4,70

Preço da gasolina volta a disparar em Caxias do Sul Porthus Junior/Agencia RBS
Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

 Nos últimos 30 dias a gasolina nas revendas de Caxias do Sul subiu R$ 0,30 e voltou a bater a casa dos R$ 4,70. Desde dezembro do ano passado, o caxiense não pagava tão caro pelo litro do combustível. Levantamento feito pelo Pioneiro no início da tarde desta quinta-feira (21) constatou variação máxima de 0,15 entre os 17 postos pesquisados: 3,2%. O valor mais alto é de R$ 4,699 e o mais barato, R$ 4,549.

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A última pesquisa realizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), entre os dias 11 e 15 de março, apontou média de R$ 4,566 na cidade. No dia 16 de março, o litro nas bombas custava, em grande parte dos postos, entre R$ 4,46 e R$ 4,50.

Agora, o cenário parece estar invertendo. Com menor oferta do produto, o petróleo aumenta e o real se desvaloriza. São os dois fatores observados pela Petrobras para definir o preço nas refinarias. Neste ano, a gasolina em refinarias da Petrobras já acumula alta de 21,5%. Na última terça-feira (19), a estatal vendeu o litro da gasolina por R$ 1,836, o maior valor desde o início de novembro do ano passado. Já o diesel subiu 18,5%. A cotação do petróleo Brent, negociado em Londres e usado como referência internacional, subiu 26,4% em 2019.

Na quarta-feira (20) o presidente Jair Bolsonaro escreveu em sua conta no Twitter que sabe  das reclamações do brasileiro sobre o preço do combustível. "Temos conversado com os ministérios responsáveis para absorver tal demanda e até poder diversificar. Sei que os estados carregam consigo enorme responsabilidade na tributação dos combustíveis", escreveu.


Tendência de alta

O movimento com viés para cima deve permanecer, pressionado pelo mercado interno. No início da semana, membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) decidiram manter até junho acordo que limita a produção e sustenta os preços em alta.

O corte na produção foi decidido em dezembro, após forte queda nas cotações internacionais.Para o comitê ministerial, que acompanha as ações dos membros do cartel, "os fundamentos do mercado provavelmente não vão mudar nos próximos meses".

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