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Agricultura15/02/2019 | 15h31Atualizada em 15/02/2019 | 15h55

Confira como está a colheita da maçã nos Campos de Cima da Serra

Abertura oficial será neste sábado (16) em Monte Alegre dos Campos, com a presença do governador Eduardo Leite

Confira como está a colheita da maçã nos Campos de Cima da Serra Artur Alexandre/Divulgação
Propriedade Varaschin de Vacaria contratou 350 safristas para ajudar na colheito nos pomares Foto: Artur Alexandre / Divulgação

A colheita da maçã será aberta oficialmente na tarde deste sábado em Monte Alegre dos Campos, na região dos Campos de Cima da Serra. A expectativa da Associação Gaúcha dos Produtores de Maçã (Agapomi) é produção de 460 mil toneladas neste ano, redução de 6% em relação a 2018, quando a safra ficou em 490 mil toneladas.

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A queda, segundo o presidente da Agapomi, José Sozo, se deu porque os pomares produziram muito na safra de 2017/18 e, neste ano, as plantas “descansaram” e frutificaram menos. Sozo garante, no entanto, que os produtores estão satisfeitos com a safra deste ano. Isso porque a qualidade está acima da média e o preço no mercado também será mais valorizado. 

O quilo deve variar entre R$ 1,10 a R$ 1,40. Na safra passada, a média paga ficou em R$ 0,90. Nas gôndolas dos supermercados, o valor passa de R$ 5 o quilo ao consumidor final. Por isso, destaca Sozo, o cliente tem que exigir frutas de qualidade. 

— O produtor fica com a menor parcela. A baixa margem de lucro não permite que ele invista na modernização dos pomares — observa o presidente da Agapomi.

O futuro da maçã, segundo  ele, é a produção da fruta em áreas cobertas.

— Exige investimentos, mas vai produzir mais com menos trabalho – ensina.

O produtor de Caxias do Sul Paulino Peruchin  produz 170 toneladas de maçã por ano em 4,3 hectares plantados na localidade de São Valentin da 6ª Légua.  Ele está colhendo a variedade Gala até 25 de fevereiro

— A coloração e o tamanho estão bons, apenas o granizo atrapalhou e por isso a quantidade aqui na propriedade será um pouco menor em relação ao ano passado, mas não tenho do que reclamar — frisa.


Mais empregos

 CAXIAS DO SUL, RS, BRASIL, 13/02/2019. Fotos para matéria de Economia. Colheita da maça na propriedade de Ermano Varaschi, em Vacaria. No próximo sábado, inicia oficialmente a colheita da safra. (Artur Alexandre/Divulgação)Indexador: Artur Alexandre
Foto: Artur Alexandre / Divulgação

Vacaria colhe mais da metade de todas as maçãs gaúchas. São 270 mil toneladas esperadas para este ano. A Gala, variedade mais precoce, representa 60% da produção do Estado, seguida da Fuji com 30% e outras variedades com cerca de 10%.

O município dos Campos de Cima da Serra também detém 20% da produção nacional e responde por 80% das exportações do Brasil. Com mais de 6,5 mil hectares de pomares, a atividade gera 30% dos empregos no município de 65 mil habitantes. Nesta época, mais de 10 mil safristas vindos de várias regiões do país trabalham nos pomares.

Ermano Varaschin cultiva 200 hectares de maçãs em Vacaria e pretende colher 9 mil toneladas. Para dar conta do trabalho contratou 350 safristas, vindos de vários Estados brasileiros. É um custo alto, mas necessário, segundo ele. 

Cada trabalhador recebe um salário fixo mais um percentual por produtividade. A família Varaschin oferece alojamento e alimentação. 

— É a época mais movimentada do ano. São centenas de pessoas circulando pela propriedade — conta o produtor. 

Há também municípios vizinhos que exploram a cultura, como Monte Alegre dos Campos, Muitos Capões e Bom Jesus.


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