Cerca de 50 agroindústrias familiares expõem produtos na Festa da Uva de 2019 - Economia - Pioneiro

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Caxias do Sul28/02/2019 | 07h00Atualizada em 28/02/2019 | 07h29

Cerca de 50 agroindústrias familiares expõem produtos na Festa da Uva de 2019

No espaço destinado aos produtores é possível encontrar queijos, salames, copas, sucos, vinhos, geleias, mel e cucas

Cerca de 50 agroindústrias familiares expõem produtos na Festa da Uva de 2019 Porthus Junior/Agencia RBS
Segundo Gema, até agora as vendas estão menores do que nas edições anteriores da Festa da Uva Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

A edição deste ano da Festa da Uva privilegiou as agroindústrias. O amplo espaço com mais de 500 metros quadrados, no Pavilhão 2, atrai e conquista pelo estômago. Impossível resistir à degustação de queijos, salames, copas, sucos, geleias, mel e cucas. Cerca de 50 pequenos empreendedores de todo o Estado expõem o que há de melhor de sua produção. Doze são de Caxias do Sul

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Coordenado pela Emater e pela Fetag/RS, o espaço teve os corredores ampliados e passou a ter estandes de tamanho padronizado. Segundo o assessor de política agrícola e agroindústria da Fetag, Jocimar Rabaioli, a proposta é mostrar o potencial que a agricultura familiar tem e proporcionar aos produtores a abertura de novos canais de vendas.

– A Festa da Uva é uma vitrine e eles precisam mostrar o que sabem fazer e aproveitar para ampliar o mercado de negócios – observa Rabaioli.

Proprietária de uma queijaria no Interior de Caxias, Marta Camelo aprovou a reformulação do pavilhão. 

– Ficou bem melhor, com boa localização e chama a atenção do público visitante – diz Marta.

Ela pretende vender 750 quilos de queijo durante o evento. Até agora, negociou 250 quilos.

 – Estamos otimistas e acreditamos que as vendas ficarão dentro do resultado esperado.

Negócios em baixa 

Para grande parte dos expositores, no entanto, os amplos corredores preparados para receber multidões, a exemplo de edições anteriores, ainda não atingiram o objetivo. No final da tarde de terça-feira, a maioria  estava preocupada com a falta de público e, consequentemente, com os poucos negócios concretizados. Por trás da bancada lotada de geleias, doces e compotas, Gema Gabriel Balbinot, de Monte Belo do Sul, tem receio de não conseguir pagar o investimento que fez para participar da exposição. 

– Chegamos a vender mais de 2 mil potes de geleia (em edições anteriores). Nos primeiros cinco dias de feira, a venda foi muito fraca. Ainda não chegou a 150 potes.

Ela aposta no próximo final de semana para recuperar o investimento. Gema gasta R$ 600 só com hospedagem em Caxias no período da festa. 

–   Tem que melhorar (as vendas) – aponta.

Outra reclamação que persiste entre os expositores é o pagamento via Fiorin Card. O novo sistema de pagamento, informam, está confundindo os visitantes.

– Eles (os clientes) ficam surpresos quando informamos que não aceitamos o cartão. Eles não sabem que o Fiorin é só para alimentação e bebidas em bares e restaurantes dos Pavilhões. 

Os organizadores acreditam que o aquecimento das vendas vai acontecer a partir deste final de semana.

“A mais fraca de todas as festas”

 CAXIAS DO SUL, RS, BRASIL, 26/02/2019. 32ª Festa Nacional da Uva - Movimento nos pavilhões da Festa da Uva. Pavilhão Dois, feira de agroindústria. Na foto, Beatriz Tonet, da Cantina Tonet. (Porthus Junior/Agência RBS)
Beatriz salienta que o uso do Fiorin Card tem confundido clientesFoto: Porthus Junior / Agencia RBS

No estande da Cantina Tonet, os vinhos, sucos e espumantes convidam para uma “provinha”. Fica difícil resistir à compra dos produtos. O problema é a pequena movimentação de pessoas que passam pelos amplos corredores do Pavilhão 2.

– A maioria dos que param e querem comprar, não consegue fazê-lo porque acham que podem pagar com o Fiorin Card. Não estamos autorizados a receber por este cartão. Mas eles ficam confusos e acabam não levando o produto – reclama a proprietária da vinícola, Beatriz Tonet.

Ela conta que já participou de pelo menos cinco edições da Festa da Uva e que quatro funcionários não davam conta de atender a tantos clientes.

– Nesta, dois já são demais. A esperança é que o número de visitantes aumente.  

“Ainda não decolou”

As vendas de mel na banca da Associação do Apicultor também não decolaram, ainda. Volmir Pasqualon, responsável pelo local, também reclama que a movimentação está muito abaixo do esperado nesta primeira semana de feira. A previsão da associação é vender 400 quilos de mel.

– Até agora, vendemos menos de 50 quilos. Ainda não decolou (a venda)– observa.

“É um bom negócio”

 CAXIAS DO SUL, RS, BRASIL, 26/02/2019. 32ª Festa Nacional da Uva - Movimento nos pavilhões da Festa da Uva. Pavilhão Dois, feira de agroindústria. Na foto, banda Rei do Salame, Gilberto Koloski. (Porthus Junior/Agência RBS)
Koloski espera vender 7 mil quilos de salame durante o eventoFoto: Porthus Junior / Agencia RBS

Em outro espaço, os salames, copas e queijos parecem atrair mais o visitante. Um dos sócios do Rei do Salame, de Cotiporã,  Gilberto Koloski, garante que vendeu 2 mil quilos na primeira semana da festa. Ele já participou de seis edições e garante que é um bom negócio. A expectativa é vender 7 mil quilos de salame e copa até o dia 10 de março.

A novidade da banca é o salame de picanha e o de javali.

– Todo mundo aprovou – comemora.

“Boas vendas”

Pela primeira vez na Festa da Uva de Caxias do Sul, Andriele Coldebella, de Frederico Westphalen, está animada com a venda de salames e copas. Segundo ela, o primeiro final de semana foi bom.

– Quero vender uma tonelada de salames e 400 quilos de copa. Vou conseguir – projeta.

Por lá o quilo do salame custa, em média, R$ 28 e o da copa sai por aproximadamente R$ 45.

Decreto

Um decreto assinado pelo prefeito Daniel Guerra, com data de 22 de fevereiro de 2019, autoriza, em caráter excepcional, a comercialização de produtos artesanais/caseiros e também de origem animal. Em agosto do ano passado, vários produtores do interior de Caxias denunciaram o rigor da fiscalização do serviço de inspeção ligado à Secretaria de Agricultura. Agora, eles questionam qual o critério para permitir que os mesmos produtos sejam expostos nos Pavilhões durante a Festa da Uva. 

– Em que lei (federal) está baseado este decreto? – pergunta um produtor.

No parágrafo único do decreto, destaca que os produtos devem estar dentro das normas de vigilância sanitária. Sobre o questionamento, a Smapa respondeu, via email: “O decreto é autoexplicativo”.

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