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Vitivinicultura12/01/2019 | 08h00Atualizada em 12/01/2019 | 08h00

Uvas viníferas começam a chegar às cantinas da Serra

Estimativa é de que as vinícolas da região recebam 550 mil toneladas da fruta até o fim da safra

Uvas viníferas começam a chegar às cantinas da Serra Lucas Amorelli  / Agência RBS/Agência RBS
Foto: Lucas Amorelli / Agência RBS / Agência RBS

Os caminhões carregados de uvas viníferas começam a chegar em pelos menos seis cantinas da Serra. Cerca de 550 mil toneladas da fruta (destinadas para a indústria do vinho) devem ser descarregadas até março, segundo dados da Emater/RS-Ascar, e vão render pelo menos 400 milhões de litros de vinhos, sucos e espumantes.  

A produção representa cerca de 17% a menos do que a safra passada, quando foram destinadas à produção de bebidas 663 mil toneladas das mais diversas variedades nos municípios da região.  A queda se deve ao granizo que atingiu parte dos parreirais no final de outubro. Temor que ainda abala os produtores da região, já que as previsões de temporais são diárias.

Leia mais:  
Começa a colheita da uva na Serra gaúcha Definido o preço mínimo da uva para a safra 2018/2019 

— O clima é de ansiedade na agricultura. Os que conseguem entregar antes, respiram aliviados — aponta o técnico agrícola da Cooperativa Vinícola Garibaldi, Evandro Bosa.

No estacionamento da cantina, o movimento de caminhões era intenso na tarde da última quinta-feira. O recebimento das uvas industriais iniciou-se dia 3 de janeiro, com variedades como Chardonnay e Pinot Noir (para espumantes) e algumas tintas para suco, como a Concord e a Niágara, por exemplo. 

A estimativa da Garibaldi é de receber 23 mil toneladas, 15% a mais do que a safra passada,  e produzir 17 milhões de litros de bebidas derivadas. Em uma semana já recebeu 310 toneladas.

As projeções otimistas são embasadas pela soma de sinais favoráveis ao longo do ano passado. 

— Como tivemos um inverno rigoroso, a brotação foi bastante uniforme nos vinhedos, o que leva a crer que teremos uma produtividade acima da média — explica o enólogo da vinícola, Ricardo Morari.

Neste ano, a safra não foi antecipada, como ocorreu em 2018, quando as cantinas abriram as portas antes do Natal.

— Foi atípico e aconteceu somente duas vezes nos últimos 30 anos. Este ano, o forte da colheita vai acontecer em fevereiro, dentro do prazo de uma boa safra normal — revela Bosa.  

— O clima é de ansiedade na agricultura. Os que conseguem entregar antes, respiram aliviados — aponta o técnico agrícola da Cooperativa Vinícola Garibaldi, Evandro Bosa.

No estacionamento da cantina, o movimento de caminhões era intenso na tarde da última quinta-feira. O recebimento das uvas industriais iniciou-se dia 3 de janeiro, com variedades como Chardonnay e Pinot Noir (para espumantes) e algumas tintas para suco, como a Concord e a Niágara, por exemplo. 

A estimativa da Garibaldi é de receber 23 mil toneladas, 15% a mais do que a safra passada,  e produzir 17 milhões de litros de bebidas derivadas. Em uma semana já recebeu 310 toneladas.

As projeções otimistas são embasadas pela soma de sinais favoráveis ao longo do ano passado. 

— Como tivemos um inverno rigoroso, a brotação foi bastante uniforme nos vinhedos, o que leva a crer que teremos uma produtividade acima da média —explica o enólogo da vinícola, Ricardo Morari.

Neste ano, a safra não foi antecipada, como ocorreu em 2018, quando as cantinas abriram as portas antes do Natal.

—Foi atípico e aconteceu somente duas vezes nos últimos 30 anos. Este ano, o forte da colheita vai acontecer em fevereiro, dentro do prazo de uma boa safra normal — revela Bosa.  

Qualidade na média

A expectativa é do recebimento de uvas de qualidade e de maturação adequadas. Monari explica que, durante a fase de floração, o excesso de umidade exigiu cuidado maior para evitar a incidência de doenças fúngicas: 

—Trabalhamos métodos de manejo como desfolha e desbrote para minimizar o impacto de fenômenos climáticos adversos.

A previsão é de processar grande volume de uvas tintas Bordô e Isabel para a elaboração de suco integral. Na Garibaldi, a expectativa também está no aumento das uvas para espumantes, carro-chefe da vinícola, e um mercado que ganha cada vez mais consumidores.

— Realizamos um trabalho de conversão de vinhedos junto aos associados para atender à expansão das vendas de espumantes dos últimos anos — conta Monari.

Até outubro de 2018, a comercialização de espumantes cresceu 13% em relação a 2017.


Produtores tem por temporais com vento e granizo

Produtor Daniel Balbinot era um dos agricultores que aguardava sua vez de descarregar Foto: Lucas Amorelli / Agência RBS

O produtor de uva Daniel Balbinot, 40 anos, era um dos agricultores que aguardava sua vez de descarregar o caminhão lotado de uvas Concord na Cooperativa Garibaldi, na quinta-feira. Em uma semana, ele já deixou por lá quase 15 mil quilos da fruta. 

Em Monte Belo do Sul, ele cultiva 11 hectares de parreirais das mais diversas variedades. A previsão é colher 200 mil quilos até o início de março. Associado da Garibaldi, ele se diz satisfeito quanto a safra deste ano. Por enquanto:

— A qualidade está boa. Mas precisamos que pare de chover e que o sol apareça por vários dias seguidos — destaca.

Além disso, o temor por temporais com ventos e granizo tira o sono de muitos produtores.

— Quando descarrego um caminhão, respiro aliviado e penso: Ufa, mas uma carga foi garantida. 

SAIBA MAIS SOBRE O MUNDO DA UVA 

* A previsão é colher cerca de 550 toneladas de uvas viníferas, destinas a vinhos, sucos e espumantes. Cerca de 17% a menos que a safra passada.

* O preço mínimo do quilo da uva foi definido em R$ 1,03 pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

* A venda de espumantes cresceu 13,4% até outubro de 2018. A de suco aumentou 22%

* A queda nas vendas está nos vinhos finos, com - 3,4%

* No total (todos os derivados da uva), o saldo até outubro foi positivo, com quase 37 mil litros a mais (12,8%)

* A importação de vinhos, sucos e espumantes também caiu no ano assado: - 9,77%. 

Fonte: Emater/RS Ascar e Ibravin

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