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Agricultura03/12/2018 | 19h04Atualizada em 03/12/2018 | 19h04

Preço mínimo da uva será definido nesta terça 

Produtores pedem mínimo de R$ 1,05. Indústrias querem manter o preço em R$ 0,92. Expectativa é de R$ 0,96

Preço mínimo da uva será definido nesta terça  Felipe Nyland/Agencia RBS
Foto: Felipe Nyland / Agencia RBS

O preço mínimo da uva da safra 2018/2019 deve ser definido nesta terça-feira (4). Quem garante é o presidente da Comissão Interestadual da Uva, Márcio Ferrari, também vice-presidente do Ibravin. O decisão será da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que vai fixar o valor junto ao Conselho Monetário Nacional (CMN) para publicação no Diário Oficial da União (DOU).  


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Os produtores estão solicitando R$ 1,05 para o quilo da variedade Isabel com 15 graus Babo (que representa a quantidade de açúcar), a indústria (vinícolas) defende a manutenção dos R$ 0,92 e as cooperativas propuseram ajustar conforme o índice de inflação, ou seja, ficando em torno de R$ 0,96. 

Para Ferrari, a previsão e a expectativa é de que o valor se confirme em R$ 0,96, reajuste de 4,5% em relação ao preço pago na safra passada. O assunto já está sendo discutido há vários meses.

Uma comissão integrada por representantes do setor vitivinícola da Serra se reuniram com Ministério da Agricultura e Trabalho, em Brasília, no início de novembro para negociar propostas, mas não houve acordo. Os produtores de uva apresentaram planilhas que comprovam que o custo variável da produção de um quilo de uva comum chega a R$ 1,25.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Bento Gonçalves, Cedenir Postal, defende que o valor mínimo se aproxime dos R$ 1,05. 

— Caso contrário, os agricultores não vão conseguir cobrir os custos —reclama Postal.

No encontro, os agricultores também questionaram a realização de contratos para garantir de forma eficiente o pagamento.

— Desta forma os agricultores teriam maiores garantias de pagamento —salienta.

A expectativa é para uma boa safra em 2018/19. O frio intenso beneficiou a dormência das plantas, que brotaram de forma vistosa e forte. Na safra passada foram colhidas cerca de 600 mil toneladas da fruta.

A previsão para este ano é que a produção seja menor, devido aos prejuízos com o granizo que destruiu boa parte dos parreirais em mais de 10 municípios da Serra, no final de outubro. 


 
 
 

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