Melhor do que os últimos Natais, mas nada de extraordinário - Economia - Pioneiro

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Caixa-Forte03/12/2018 | 14h31Atualizada em 03/12/2018 | 14h31

Melhor do que os últimos Natais, mas nada de extraordinário

Entenda por que o comércio ainda não pode comemorar com força 

Melhor do que os últimos Natais, mas nada de extraordinário Felipe Nyland/Agencia RBS
O consumidor não voltou às compras como na época do boom do consumo Foto: Felipe Nyland / Agencia RBS

Sim, a economia esboça reação. Sim, a indústria, principal vítima da crise econômica na Serra, voltou a apresentar indicadores surpreendentes em alguns casos.  Não, o comércio não está navegando em águas confortáveis ainda, sendo o setor com o pior desempenho em Caxias e, em vários comparativos, ainda no vermelho. Não, o consumidor não voltou às compras como na época do boom do consumo. 

Mas por que esse paradoxo?

1º) A retomada da produção não garantiu o retorno das contratações de empregados no mesmo ritmo. Os empresários aprenderam a fazer mais com menos e, no caso da indústria, havia (e há) capacidade ociosa.

2º) Os salários dos trabalhadores ficou achatado nos últimos anos, com as convenções coletivas conquistando pouca reposição, ao passo que há uma inflação galopante em serviços essenciais.

3º) Muitos profissionais não conseguiram voltar ao mercado formal de trabalho, recorrendo à informalidade, na forma de “bico” ou trabalho autônomo. Atuam por conta própria, mas acabam tendo mais gastos antes subsidiados pelas empresas, enquanto o salário é sempre incerto.

4º) A inadimplência ainda ronda, com mais de 78 mil CPFs em listas de maus pagadores em Caxias. 

Por tudo isso, é possível aguardar um Natal melhor do que os dos últimos três anos, mas nada de extraordinário. O consumidor continua com o dinheiro curto, com contas a pagar e com o sentimento de insegurança. O legado da retração econômica é um cliente mais consciente. 

 
 
 

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