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Indústria/Caso Voges05/12/2018 | 19h26Atualizada em 05/12/2018 | 21h39

Depósito da antiga UPI Voges permanece indefinido

Prazo determinado pela Justiça se encerra à meia-noite desta quarta

Depósito da antiga UPI Voges permanece indefinido Lucas Amorelli/Agencia RBS
Novo diretor da empresa reuniu funcionários para informar sobre o processo de compra e venda. Trabalhadores exibiram faixa dizendo "Queremos trabalhar" Foto: Lucas Amorelli / Agencia RBS

Até as 19h desta quarta-feira (5),  o grupo de investidores que comprou a antiga UPI Voges ainda não tinha depositado o valor de R$ 2 milhões referentes ao pagamento das dívidas trabalhistas. O grupo de investidores da adquirente, a Biehl Metalúrgica, de São Leopoldo, no entanto, tem prazo até a meia noite para efetuar o depósito.

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O prazo foi definido pelo juiz da 3ª Vara Cível e responsável pelo processo judicial, Clóvis Mattana Ramos no dia 30 de novembro, após audiência com todas as partes interessadas no processo. O magistrado também determinou que uma segundo depósito de R$ 1 milhão deveria ser feita até o dia 15 de dezembro.

Por volta das 13h30min desta quarta (5),  um dos acionistas da empresa,  Carlos Eduardo França, informou que a guia de pagamento teria sido retirada e que estaria indo a São Leopoldo para definir o pagamento com os demais investidores do grupo. 

Se os prazos não forem cumpridos, será  realizada uma nova assembleia com os credores  e abre a possibilidade da venda ser anulada e recomeçar do zero o processo de negociação. A determinação foi de que o dinheiro fosse depositado no processo de recuperação judicial, na Justiça Estadual, e os recursos serão gerenciados pelo escritório que administra o processo .


Novo comando

A nova gestão  assumiu no dia 1º de outubro. Segundo França, a empresa já investiu cerca de R$ 4 milhões na unidade de Caxias e triplicou o faturamento. Empregou 50 novos trabalhadores e pretende contratar outros tantos nos próximos meses, se o negócio for concretizado. Atualmente, emprega 193 trabalhadores.

No dia 26 de novembro, ele reuniu os funcionários para atualizar as informações sobre o andamento do processo, que exibiam uma faixa com a frase "Queremos trabalhar".  Eles garantiram que os salários estavam regularizados e que a expectativa em relação à nova diretoria era otimista. 

— Queremos que a fábrica volte a ser uma potência em Caxias — declarou um funcionário.


Compra da Dambroz SA

O grupo de investidores também estaria negociando a compra da Dambroz SA (Fundição), também em recuperação judicial. Assembleia  realizada dia 9 de novembro com credores e funcionários aprovou a venda dos equipamentos da unidade, mas a homologação ainda não aconteceu.

Por conta disso, a possível compradora ainda não teria assumido qualquer responsabilidade referente ao pagamento de salários atrasados ou dívidas trabalhistas.

— Se a venda for homologada (da fundição), o primeiro pagamento será em 90 dias —  explicou França. 

França informa que o nome Eberle Motores (utilizado em várias entrevistas e reportagens) também está sendo negociado e que a compra dos direitos de utilização da marca ainda não foi concretizada. 



SA

O grupo de investidores também estaria negociando a compra da Dambroz SA (Fundição), também em recuperação judicial. Assembleia  realizada dia 9 de novembro com credores e funcionários aprovou a venda dos equipamentos da unidade, mas a homologação ainda não aconteceu.

Por conta disso, a possível compradora ainda não teria assumido qualquer responsabilidade referente ao pagamento de salários atrasados ou dívidas trabalhistas.

— Se a venda for homologada (da fundição), o primeiro pagamento será em 90 dias —  explicou França. 

França informa que o nome Eberle Motores (utilizado em várias entrevistas e reportagens) também está sendo negociado e que a compra dos direitos de utilização da marca ainda não foi concretizada. 



 
 
 

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