Comerciantes cobram uma resposta da prefeitura sobre os ambulantes no Centro de Caxias - Economia - Pioneiro

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Caixa-Forte05/12/2018 | 17h29Atualizada em 05/12/2018 | 17h29

Comerciantes cobram uma resposta da prefeitura sobre os ambulantes no Centro de Caxias

É um dilema de difícil resolução. Antigo, complexo e com impactos econômicos e sociais

Comerciantes cobram uma resposta da prefeitura sobre os ambulantes no Centro de Caxias Lisiane Zago/divulgação
Lideranças e lojistas se reuniram nesta quarta-feira com órgãos públicos no Sindilojas Foto: Lisiane Zago / divulgação

Em reunião nesta quarta-feira no Sindilojas Caxias, empresários e lideranças confrontaram secretários municipais, Guarda Municipal, Receita Federal e Polícia Civil sobre um dilema antigo e que ganha maior repercussão com as vendas gordas às vésperas do Natal. Trata-se da proliferação de ambulantes no Centro.

Lojistas cobram uma força-tarefa no combate ao comércio informal e querem uma resposta da prefeitura ao pedido sobre alternativas para contornar esse problema, que não é de hoje.

A presidente do Sindilojas Caxias, Idalice Manchini, foi enfática ao lembrar que, em audiência com o prefeito Daniel Guerra, ficou estabelecido um prazo para resolver a questão: maio de 2018. Mas essa promessa não foi cumprida.

A indignação ganhou eco junto a outras lideranças, como o presidente da CIC, Ivanir Gasparin:

– O comerciante não tem venda, os empresários estão no limite e enfrentando, inclusive, ameaças. Alguma coisa tem de ser feita. Nós pedimos audiência com o prefeito e ele não nos atende – criticou.

A secretária do Urbanismo, Mirângela Rossi, ressalvou que a fiscalização está atuando para minimizar o problema mesmo com o efetivo reduzido: 

– A circulação dos fiscais ocorre das 13 horas às 19 horas para coibir a venda, e os ambulantes realmente têm saído do Centro nesse período do dia – justificou, confirmando que as apreensões de mercadorias pararam, pois “não intimidam”, falta efetivo para a prática e não há apoio da comunidade.

Os comerciantes admitem que, quando a fiscalização aparece, os ambulantes somem. Porém, retornam ao mesmo ponto após a passagem dos fiscais.  É um dilema de difícil resolução. Antigo, complexo e com impactos econômicos e sociais.  Parte dos clientes defende os ambulantes.


 
 
 

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