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Caso Voges26/11/2018 | 20h48Atualizada em 27/11/2018 | 07h35

"Queremos trabalhar", clamam funcionários da Eberle Motores

Impasse da compra e venda da unidade do bairro São Ciro, em Caxias, ainda não foi resolvido

"Queremos trabalhar", clamam funcionários da Eberle Motores Lucas Amorelli/Agencia RBS
Diretor Eduardo França reuniu funcionários no final da tarde desta segunda-feira (26) para anunciar que o impasse continua. Clima foi de revolta e aflição Foto: Lucas Amorelli / Agencia RBS

Permanece o impasse na concretização da venda da antiga Voges Motores. No final da tarde desta segunda-feira (26), o acionista e atual diretor da Eberle Motores, Eduardo França, reuniu os quase 200 atuais funcionários para anunciar que, segundo ele, o juiz da 2ª Vara do Trabalho de Caxias do Sul não teria aceitado o depósito de R$ 2 milhões feito na última sexta-feira, referente à primeira parcela do pagamento das dívidas trabalhistas.  O juiz responsável pelo processo, Clóvis Mattana Ramos, disse que não ter sido comunicado do depósito.  

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 O clima entre os trabalhadores na fábrica durante o comunicado era de aflição, tristeza e revolta. Um enorme cartaz anunciava “Queremos trabalhar”. 

— Queremos a fábrica funcionando. Queremos que ela volte a ser uma potência. Para isso precisamos que nos deixem trabalhar e receber nossos salários em dia. O impasse precisa ser resolvido — reclamou o funcionário Mayron Becker, que atua na área de controladoria da empresa há oito anos. 

França afirmou que vai agendar uma nova audiência na próxima semana com representantes de todos os setores envolvidos (Ministério Público, juiz do Trabalho e juiz responsável pelo processo, Sindicato dos Metalúrgicos, e representante da Voges)  para tentar colocar um ponto final no impasse. 

— Queremos saber o que a cidade quer — destacou França.

Ele disse que já agendou uma reunião com o governador eleito, Eduardo Leite (PSDB), mas ainda não conseguiu marcar um encontro com o prefeito de Caxias, Daniel Guerra.

— Quero saber se eles querem que a empresa fique no Estado e em Caxias do Sul — avaliou. 

Também representante da empresa Biehl Metalúrgica, que adquiriu a unidade, França revela que a Eberle Motores recontratou 50 funcionários e já investiu R$ 4 milhões na empresa.

 Conta que pretende normalizar as entregas/pedidos até o final do ano. Para isso, precisa contratar mais pessoas. E tem fila de espera para isso. Atualmente, Caxias conta com mais de 25 mil desempregados. 

França alega que vários itens acordados na assembleia não estão sendo cumpridos. Entre eles a garantia de que o dinheiro chegue até os ex-funcionários.  Segundo França,  mais de 100 petições estão em andamento na Justiça questionando o negócio. 

 Outra questão se refere aos itens relacionados antes da compra. Muitos, segundo ele, não estão mais na empresa.  Na assembleia, segundo França, a fazenda Enxovia seria repassada imediatamente para o nome da Biehl como garantia do investimento.

—Isso ainda não aconteceu. 

Mesmo assim França afirma:

— Vou lutar até o fim para finalizar o negócio. Prometi isso aos meus funcionários. 

 
 
 

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