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Indústria21/11/2018 | 19h57Atualizada em 21/11/2018 | 19h57

Primeira parcela da venda da Voges Motores deve ser depositada nesta sexta

A garantia é do representante da compradora e do advogado do Sindicato dos Metalúrgicos, que intermediou a negociação

Primeira parcela da venda da Voges Motores deve ser depositada nesta sexta Marcelo Casagrande/Agencia RBS
Negociação foi aprovada em assembleia em setembro Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

O depósito da primeira parcela relativa ao pagamento de parte das dívidas dos ex-trabalhadores da antiga Voges Motores será feito nesta sexta-feira. A garantia é do acionista e advogado da compradora Biehl Metalúrgica Eduardo França e do advogado do Sindicato dos Metalúrgicos, Valdecir Souza de Lima, que intermediou a negociação.  

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Segundo Lima, a decisão de fazer o depósito judicial foi tomada após encontro com o juiz responsável pelo processo, Clóvis Mattana Ramos, na tarde desta quarta-feira (21). O mais provável é de que seja depositado na Justiça do Trabalho. A partir daí, quem fará o gerenciamento dos recursos será o escritório responsável pela administração judicial do processo. 

A agora, Eberle Motores,  emprega atualmente cerca de 200 funcionários e, ao contrário do que afirmou o vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos na reportagem publicada ontem no Pioneiro, os trabalhadores estão com os salários em dia.

— O pagamento aconteceu no quinto dia útil de novembro e nenhum empregado tem salário atrasado. Aliás, a motivação entre a equipe nos últimos 30 dias é fantástica, como não se via há muitos anos — relata o funcionário Joacir Rech, que trabalha na empresa há 42 anos.

A informação também é confirmada pela gerente de RH da Eberle, Ariele Bohn. 


“O Sindicato esteve  a par de tudo”

O advogado do Sindicato convocou a imprensa na tarde de ontem para reafirmar que todas as etapas do processo de compra e venda da Eberle Motores teve a anuência da diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos. 

Na terça-feira, a entidade divulgou uma nota pedindo a anulação da venda da empresa, devido ao descumprimento do acordo firmado. Entre os motivos, o não cumprimento por parte da Biehl do pagamento dos trabalhadores e de que o acordo seria lesivo aos trabalhadores, já que estes só vão receber cerca de 20% das dívidas.

— Não há acordo, há uma homologação da venda. O Sindicato esteve a par de toda a negociação. Não fiz nada sozinho — observa Lima.

Destacou ainda que os R$ 20 milhões (metade do negócio) serão destinados exclusivamente para os ex-trabalhadores.

— Se questionam, por que não apresentaram uma alternativa melhor? —questiona.

O negócio envolve as cifras de R$ 40 milhões. Destes, R$ 20 milhões são destinados para o pagamento dos direitos trabalhistas. Além dos R$ 2 milhões de entrada, outras 18 parcelas de R$ 1 milhão seriam repassadas para o acerto. São cerca de 2,5 mil famílias envolvidas.

 
 
 

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