Marcopolo concederá férias coletivas nas unidades de Caxias do Sul e do Rio de Janeiro - Economia - Pioneiro

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Caixa-Forte14/11/2018 | 17h21Atualizada em 14/11/2018 | 17h21

Marcopolo concederá férias coletivas nas unidades de Caxias do Sul e do Rio de Janeiro

Veja qual o período em que a fabricante de ônibus pausará produção e por quais motivos

Marcopolo concederá férias coletivas nas unidades de Caxias do Sul e do Rio de Janeiro Douglas de Souza Melo/divulgaçãoi
Nos primeiros nove meses do ano, empresa viu vendas internas crescerem 82% e exportações 34% Foto: Douglas de Souza Melo / divulgaçãoi

A Marcopolo, de Caxias do Sul, já comunicou aos seus funcionários: concederá férias coletivas de 15 dias a partir do dia 7 de janeiro nas duas plantas fabris do bairro Ana Rech, que compreendem ainda as marcas Volare e Neobus. 

Cerca de sete mil trabalhadores dos setores de produção devem ser impactados pela medida e só retornarão às atividades no dia 21 de janeiro. A exceção fica por conta das áreas administrativas, com férias seletivas.

Na unidade do Rio de Janeiro, as férias coletivas serão ainda mais esticadas, em três semanas, e devem abranger a média de mil funcionários.

Mas por que a Marcopolo optou por conceder férias coletivas em janeiro e não a partir do Natal?

1º) Porque há muitos pedidos em carteira de carrocerias de ônibus para serem entregues até o final de ano. O destino principal: exportações. 

2º) A Marcopolo vai parar em janeiro porque, para encarroçar os ônibus, depende de chassis fabricados por montadoras, como Mercedes-Benz, Volkswagen, Scania e Volvo, que normalmente fazem férias coletivas na virada do ano, comprometendo o fluxo de entrega. 

3º) Pausando a produção de forma coletiva, em janeiro, a empresa garante equipe integral para retomar com força os pedidos de começo de ano.

O momento da Marcopolo é de entusiasmo, após a apatia que tomou conta do setor automotivo nos últimos anos de retração econômica, revela seu último desempenho.

A receita líquida consolidada da empresa cresceu 45,5% de janeiro a setembro, alcançando a portentosa cifra de R$ 2,957 bilhões. 

O resultado foi puxado pelo crescimento de 82% no mercado brasileiro e de 34% nas exportações. O lucro líquido avançou 165% e atingiu R$ 119 milhões, contra R$ 44,9 milhões nos primeiros nove meses de 2017. 

 
 
 

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