Ex-funcionários da empresa Dambroz protestam por falta de pagamento rescisório em Caxias - Economia - Pioneiro

Vers?o mobile

 

Manifestação27/11/2018 | 12h06Atualizada em 27/11/2018 | 12h06

Ex-funcionários da empresa Dambroz protestam por falta de pagamento rescisório em Caxias

Manifestantes afirmaram confusão e falta de esclarecimentos com recente mudança de gestão da empresa

Ex-funcionários da empresa Dambroz protestam por falta de pagamento rescisório em Caxias Mateus Frazão/Agencia RBS
Foto: Mateus Frazão / Agencia RBS

Cerca de 15 ex-funcionários da Dambroz protestaram em frente à unidade de Implementos Rodoviários da empresa, no bairro Delazzer, em Caxias do Sul, na manhã desta terça-feira.  Eles alegam que não receberam pagamento de rescisões trabalhistas. No grupo de manifestantes estavam pessoas que foram desligadas neste mês até ex-trabalhadores demitidos há cinco anos.

— A pessoa que comprou a empresa disse que vai nos pagar em 90 dias, em 15 vezes, apenas 70% do nosso acerto. Só que tínhamos acerto marcado para o dia 22 e não apareceu ninguém, não deram satisfação e não explicaram nada. Estamos protestando para saber quem vai pagar — questionou Sidnei Camilo, que há cerca de 15 dias foi desligado da empresa, onde trabalhava há 11 anos.

A falta de esclarecimentos sobre a situação da empresa preocupa os ex-funcionários que temem que a pendência se arraste sem resolução, como é o caso de Adelar Borges Pereira, que há cinco anos foi demitido e desde então não recebeu o valor previsto da rescisão:

— Tenho 80 mil para receber. O sindicato (dos Metalúrgicos) colocou na Justiça, mas nada até agora. Aqueles R$ 80 mil não valem nem metade agora provavelmente. Nem imagino quando esse rolo vai ser resolvido — desabafou Adelar, desemprego há dois anos.

Segundo relataram alguns manifestantes, a empresa recontratou cerca de 15 pessoas de um grupo de 35 trabalhadores que haviam sido demitidos na mudança de gestão. Porém, esse grupo também não recebeu o acerto rescisório.

— Estamos sem um pila, sem satisfação, sem nada. A gente não quer que aconteça o mesmo que aconteceu com nosso colega (que há cinco anos aguarda o acerto), mas pelo visto vai — lamenta Eduardo Hofman, demitido há cerca de um ano.

O Pioneiro tentou contatar representantes da empresa, mas foi informado na portaria e por telefone que não havia ninguém do setor administrativo para manifestar o posicionamento da Dambroz sobre o caso.

Leia também
"Queremos trabalhar", clamam funcionários da Eberle Motores
Incremento de R$ 8,5 bilhões em 2017 sinaliza retomada da economia em Bento Gonçalves

 
 
 

Veja também

 
Pioneiro
Busca
clicRBS
Nova busca - outros